velhos hábitos.

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  Tyler aparece na porta do meu quarto minutos depois ,entrando e trancando a porta,estou deitada na cama e dou um pulo com o susto,ele se aproxima com um sorriso malicioso.

—Qual é o teu problema para me provocar na sala dos teus pais?— olho para ele com os olhos semicerrados.

—Isso é sério?  —ele vem até a cama deitando do meu lado.

—Não, e desculpa por fazer aquilo na sala com seus pais .

  Fico repassando o que ele acabou de dizer, desculpa, o universo  não parece ser o mesmo mais .

—Ah, deixa isso para lá.

  A vontade de bater com minha cabeça na parede vem a torna,  não posso está furiosa um momento e no outro agir como se nada tivesse acontecido.

—Como sua família agiu quando você voltou?—ele pergunta, viro para o encarar mas seus olhos estão fixos no teto do quarto.

—Eles são do tipo que perdoa fácil —digo e dou de ombros  , meu pai está magoado sei disso, e por isso estou de castigo , mas ele não me proibiu de sair com meus amigos, e meus irmãos ,eles tentam não falar disso como se não houvesse acontecido, mas não é o que vou dizer para Tyler.

—Como você.

—Como eu.

   Passo metade do meu tempo odiando tyler, e na outra metade é como se eu tivesse o conhecido agora, sem ter motivo para o odiar, e mesmo o odiando, eu sei que lá no fundo eu ainda gosto dele, ele é uma boa pessoa, mesmo que nem ele saiba disso ainda.

— Ainda me odeia?

  penso um pouco se devo ou não responder a pergunta dele .

—As vezes eu penso que não, mas na maioria das vezes odeio— dou de ombros —não é fácil guardar rancor de uma pessoa.

—Que merda!

—É, isso é.

                       ☆☆☆☆☆☆

  Estou no sofá assitindo quando papai vem até eu .

—Tyler tem que ir para casa e philip não quer ir agora os dois vieram no mesmo carro , pode ir levar ele?

Respiro e expiro.

—Claro — falo levantando e passando pela porta indo para o carro ,tyler vem logo atrás arrastando os pés ele bate a cabeça quando vai entrar e leva a mão a testa ,tento conter o riso.

   Dou partida no carro ,enquanto ele liga o o som.

—Onde fica sua casa?—pergunto parando no sinal vermelho.

  Ele meche no GPS do carro colocando um endereço ,mas não o da casa dele e sim de um motel ,viro para ele séria, ele vem com a mão em direção ao meu rosto agarro seu pulso e afasto do meu rosto voltando a prestar atenção na estrada, enquanto ele muda o endereço.

—Você já pensou sobre o que aconteceu nesse verão?— viro para ele que assumiu uma expressão séria ,engulo em seco enquanto minha mente volta a algum tempo atrás, é claro que pensei no que aconteceu e mesmo que eu não queira pensar algo me faz voltar a todas aqueles momentos.

—Não é um assunto que gosto de pensar—seguro o volante com firmeza.
 
   Essa é a segunda vez em um único dia que ele me coloca para falar sobre esse verão.

—Talvez eu deva alguma explica...

   Teve algum tempo quando tudo que eu queria era uma explicação , algo que me fizesse entender o modo dele agir comigo  porém agora não sei se quero mais, é como se fosse mais uma desculpa para eu o perdoa quando ele não merece.

—Tyler ,não quero explicação não quero mais nada ,entendeu?—viro para ele para mostrar que não quero falar do assunto.

—Não daríamos certo mesmo—ele fala é consigo o ver dando de ombros .

—Não é verdade,seríamos a rainha e o rei do baile!—falo sorrindo.

—Você seria a rainha má?

—Que idéia ruim você faz de mim—digo rindo.

—Nem é tão ruim.

—Bem,a rainha má sempre termina mal.

  Ele vira para mim com os cantos da bocas erguidas .

—Dessa vez vai ser diferente.

   Paro de frente a uma casa enorme ,com janelas de vidros, e uma linda e enorme varanda, bem diferente da casa que esperava ,com um muros altos  e com torres para prender as vítimas dele.

  Dou a volta no carro abrindo a porta para ele que jogar os braços em volta do meu pescoço aparentando está muito mais bêbado do que a 5 minutos atrás.

   Assim que chegamos perto da porta sua mão passa para o meu cabelo e a outra para a cintura me empurrando em direção ao vidro da porta .

—A erros que não devemos voltar a cometer—falo buscando todo o autocontrole.

—É...porém depende— seus lábios roçam nos meus de leve , mas a pressão aumenta me fazendo ceder espaço para sua lingua ,ele me beija de leve mais logo intensifica fazendo minhas mãos irem para sua nuca o puxando para mim, não é estranho o beija depois desse tempo é normal, um normal bom que faz você querer aquilo todo dia e ao mesmo tempo é  extraordinário porque é mais do que boca com boca, é sempre mais do que isso quando beijo ele.

  Por isso tento o afastar, ele me olha com um sorriso malicioso ,saio de perto dele indo em direção ao carro.

—Acredito que você está com mais raiva ainda de mim —viro para ele.

— Nunca esteve tão certo.

  Ele dar de ombros sorrindo.

  Não olho pelo retrovisor, isso me faria voltar e não quero voltar é  hora de seguir em frente, algum de nós precisa sair dessa história tóxica e que esse alguém seja eu já que tenho mais a perder do que ele.

☆☆☆☆☆
Finalmente o beijoooooooooo!

Se for?Será?Nada!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora