foi a culpa.

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    Papai limpa o ferimento, estou sentada na mesa de jantar na sala ,Tyler estar encostado na parede a minha frente seu rosto estar se contorcendo enquanto encara o ferimento, papai afasta as mãos colocando gases e um curativo.

—Você vai ficar bem, foi só um pequeno ferimento, agora não entendi como você deu de cara na porta—falei para papai que estava andando e bati com a cabeça na porta ,Tyler teve que reprimir o riso durante toda a história sei que papai acreditaria que sou capaz de fazer isso já que vivia machucada por alguma besteira que eu fazia 

—A luz estava desligada não prestei atenção.

  Papai levanta meu cabelo e olha o ferimento outra vez fazendo uma careta por um instante.

—Com sorte foi um corte pequeno, nada de cicatrizes—mamãe entra na casa correndo até a mesa e parando para me olhar, ela leva as mãos ao meu rosto olhando o machucado fazendo uma careta.

—Minha querida —papai se aproxima abraçando mamãe —com essa cara você vai assustar a menina , não foi nada.

  Ela se afasta passando a mão pelo cabelo e sorrindo para mim.

— É só preocupação de mãe —ela vira para papai—Precisamos conversar—papai faz sinal para as escadas, ele assente com a cabeça—faça companhia a Tyler querida .

—Sim senhora—pulo da mesa e os dois sobem as escadas e fico presa aqui sem saber o motivo da cara de mamãe, como toda certeza não é um simples machucado no meu rosto.

   Tyler se aproxima de mim, olhando o curativo seus dedos tocam de leve meu rosto que acorda todo o resto do meu corpo, e nesse momento quero tanto que ele me beije, que faça qualquer coisa mais do que apenas olhar para mim, que ele queira fazer mais alguma coisa.

  Os olhos dele para nos meus e suas mão descem pelo meu corpo,parando no quadril e se aproximando mais de mim, e merda! Ele ainda tem o mesmo efeito sobre mim de meses atrás, um pouco mais forte, sem dúvida.

    A mão dele aperta de leve meu quadril e ele me empurra até a mesa me levantando e colocando sobre ela ficando entre minhas pernas ,sua boca fica a pouco centímetros da minha orelha, e escuto sua respiração entrecortada .

   Ele beija meu rosto de leve, e só quero gritar para ele continuar, não parar fazer tudo o que quer e não precisa pedir minha permissão pois não tenho condição de negar nada a ele, escuto a porta do segundo andar ser aberta e passos na escada ele se afasta se encostando na parede, mamãe aparece nas escadas.

—Marjorie, ofereça café para tyler , e desça da mesa— ela manda em tom de reprovação.

—Aceita café?—pergunto descendo da mesa.

—Obrigada, mas preciso ir—ele fala dando tchau para mamãe que sobe outra vez as escadas, e espero que Tyler volte e continue com seu joguinho, pois é bom jogar com ele, mas ele apenas pisca para mim e vai em direção a porta.

—Espero que bata o carro—ele para no meio do caminho e olha para mim erguendo a sobrancelha.

—Escutei isso—dou de ombros.

—Isso se chama audição e a sua parece boa—ele dar um sorriso travesso e sair pela porta e agora posso me julgar sem os olhares alheios.

    Aceitar migalhas deveria ser um pecado, talvez assim eu deixasse de aceitar essas coisas que Tyler faz comigo, dizem que pessoas podem ser idiotas mas não pensei que era tanto a esse ponto.  Eu não posso falar para ele ficar longe de mim é um dia depois me inclina na direção dele com cara de cachorro  que caiu da mudança esperando que ele me beije .

   Desço da mesa indo até o telefone que toca sento no sofá atendendo, é a voz de cooper ,ele deve estar no quintal, consigo ouvir as crianças brincando  uma hora dessas estaríamos jogando com eles mesmo sendo bem mais velho que a maioria, e por isso que adoram Cooper ele é o cara mais velho legal.

— Ao que devo uma ligação sua?—pergunto.

—Não é um milagre eu ligar é um milagre você atender sempre é sua mãe sei tudo sobre o novo jardim dela, pode acreditar—sorrio.

— Ela te contou sobre as tulipas? Por que não liga para meu número?

—Em uma longa conversa de meia hora, e eu ligo mais você não atende.

—Desculpa ,ele vevi em silencioso .

—Transei com rebecca ontem— Rebecca é uma das lideres de torcida, ela e Cooper tiveram coisas no primeiro ano, depoia no segundo, É agora outra vez, ele gosta dela mesmo que não assuma só que ela cometeu o terrível erro de implicar comigo, ele não me falou nada porém via como ela me olhava nós corredores e quando estávamos nas aulas juntas as amigas  dela me odiavam e uma vez  ela colocou o celular dela na minha bolsa e me acusou de roubo, em uma grande reviravolta  em que Cooper a colocou contra a parede ela assumiu o que tinha feito, acho que a ideia era eu ser expulsa e no fim ela levou uma suspensão, mas é  uma garota legal— seria bom se falasse alguma coisa, pode me xingar.

—Não vou fazer isso, já falei que pode ficar com ela—digo.

—Ela fez aquilo com você  é foi horrível, foi um erro.

—Ah Cooper , é o ensino médio eu ficaria era supressa se as garotas não fossem maldosas.

—Ela foi maldosa com você, não dá para esquecer isso.

—Me ligou para conta isso por sentir culpa—escuto a respiração  e fico apreensiva.

—Sim, só por isso! Agora preciso desligar vou fazer o jantar hoje.

—Tudo bem.

—Te amo—sorrio.

—Também amo você.

Se for?Será?Nada!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora