Jungkook acaba de ser transferido para um colégio de artes em Daegu e se encontra em perigo ao se envolver e conhecer a história de seus alunos - principalmente a história do artista encrenqueiro e a do misterioso pianista.
[Disponibilidade também n...
Na primeira vez em que conversei com Yoongi, ele me levou para um lugar afastado, onde pudemos nos sentar e observar o mar.
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De inicio, eu havia achado que ele só estava me enrolando quando disse que ia me levar a algum lugar, ainda mais porque ele me fez esperar por horas um onibus que parecia não existir já que diversos passaram antes deste passar.
Quando o onibus chegou ele estava simplesmente vazio, apenas o motorista e a gente que se sentou no fundo do veículo. Yoongi havia dito que esse onibus era difícil de passar porque não havia muita procura por ele durante os dias úteis e também naquele horário do dia, além, é claro, do fato da maioria das pessoas preferia usar o carro ao invés do transporte público.
Ele não me disse nada sobre o nosso destino até que o cheiro do mar inundou as minhas narinas depois de duas horas de viagem, horas que valeram a pena, já que passei conversando com Yoongi.
Mesmo que ele houvesse dito, na época, que aquele não era um lugar especial, agora eu sentia que era. Afinal, ele havia me trago para o mesmo lugar ao invés de tomar o caminho para casa.
Eu não sabia se eu me sentia assim por conta do lugar que me transmitia paz apenas por ser pacífico com o som das ondas e o ar que era tão distinto, diferente da cidade — que havia muito barulho com as pessoas sempre correndo de um lado pro outro, sempre conversando, seja por mensagens, ligações ou pessoalmente. Ou, se o fato de não ter ninguém a espreita, querendo me bater ou me xingar era o que me deixava mais tranquilo. Talvez, fosse só a existência de Yoongi ali do meu lado que descartava todas as opções anteriores.
Quando ele se sentou ao meu lado, ele colocou o braço em torno dos meus ombros. Ele nunca havia feito isso antes, e mesmo que para qualquer pessoa parecesse um gesto comum, casual, me passou segurança.
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Eu nunca havia me sentindo tão seguro assim antes, nem mesmo quando estava sozinho, na segurança de meu quarto.
Virei minha cabeça para a esquerda, para encarar seu rosto. Ele encarava o horizonte, a imensidão azul formada pela união do mar e do céu — não estávamos na praia, mas numa área suspensa que nos presenteava uma bela vista.