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Quinta, 3 de junho de 2021

André on 

Acordei com o som de um saltos altos... Olhei para o visor do telemóvel e era precisamente 7h da manha. Levantei-me e fui em direcção ao zona de onde o mesmo vinha, desci as escadas lentamente e vi uma Constança consumida pelo cansaço deitada de olhos fechados no sofá...

" Constança??"- toquei-lhe levemente e ela saltou com o susto 

" O que é que estás aqui a fazer??"- ela olhava de um forma envergonhada para  o meu corpo só coberto por um boxers pretos da CK, eu apenas limitei-me a rir interiormente com o sucedido 

" Fiquei a tomar conta do Lourenço porque o Afonso saiu"- falei um bocado a medo 

" Ele não me tinha dito nada"- tirou os saltos e pousou-os no chão perto da mesa de centro 

"Eu pensei que ele te tinha avisado, se nã..."- fui interrompido pela "minha menina"

" Não faz mal, André"- ela suspirou o meu nome, lembrei-me automaticamente de quando ela se deitava ofegante e cansada sobre o meu peito, depois de ambos explodirmos de amor um pelo o outro- " Vou fazer chã, queres??"- levantou-se e foi em direcção à cozinha,  estava a começar a estranhar a sua "simpatia"

" Pode ser"- respondi sem pensar e automaticamente corri atrás dela, por muito que isto não seja nada estar com ela sem discussões por uns minutos já e muito

Ela movimentava-se calmamente de um lado para o outro do balcão, eu apenas me concertava em cada movimento executado por ela... Como é que isto ainda é possível?? Eu ainda sou tão apaixonado por ela.

" De que sabor queres??"- ela cortou os meus pensamentos 

" O que escolheres para ti, para mim também está bom"- ela assentiu e continuou a preparar o nosso chã

" Nunca tive oportunidade de te agradecer pela Pão de Forma, obrigada realizaste-me um sonho de miúda, foi um gesto muito bonito da tua parte"- ela sentou-se à minha frente no balcão e entregou-me a chávena

" Aquilo não foi nada"- tentei desvalorizar o assunto 

" Foi realmente foi, tentaste pegar em coisas que eu gostava para me tirar daquilo que eu fui, isso tem o seu valor"- ela encarava a chávena e passava o dedo na borda da mesma de uma forma nervosa  

 " Era o mínimo que podia fazer"- sorri e ela olhou para mim, ficamos calados a olhar um para o outro durante um tempo indeterminado 

" Eu vou tomar duche"- ela acordou do transe e falou toda atrapalhada 

" Constança..."- ela parou e olhou para mim com aqueles olhos intensos- " Obrigada, obrigada por não teres tornado aquilo publico"- suspirei triste 

" Todos temos o direito a errar e temos o direito de uma segunda oportunidade, não quero que futuramente o teu filho saiba que fizeste isso, tentei preservar a tua imagem agora que estás a começar do zero, não vale a pena remexer em erros do passado"- falou calmamente e seguiu o seu caminho 

Não estou em mim... Parece paranóia, mas o facto de se falar em segunda oportunidade fez com que renasce-se algo em mim, uma esperança mais acrescida, uma esperança que me vai fazer lutar por ela até ao resto da minha vida.

Posei as duas chávenas na banca e fiz o caminho para o quarto de hospedes... Ia entretido a mexer numa bola que encontrei a meio do caminho e no exacto momento que ia a passar o quarto do meu filho alguém chocou contra mim, ainda tive tempo de ajudar a rapariga dos meus sonhos a equilibrar-se para não cair.

" Descu..."- senti os lábio dela a tocarem nos meus de uma forma desesperada, momento para dizer que me calou da melhor forma possível 

" Nós não..."- desta vez foi a minha vez de a calar, mas desta vez o beijo prologou-se até ao quarto da Constança que era em frente ao do nosso filho 

Ela foi-me empurrando até eu cair desamparadamente sobre o colchão, rapidamente subiu para cima de mim e sentou-se em cima do meu maior ponto de prazer. Beijávamos-nos descontroladamente e ela fazia movimentos giratórios sobre o meu pénis, a minha erecção começava a ser bem visível. Tirei-lhe o vestido  e o sutiã fico apenas de cuecas, ela tirou-me o único tecido existente no meu corpo, fiquei completamente nu perante a Constança. Troquei de posição e assumi eu o controlo, ela começava a dar cabo de mim. Tirei igualmente o único tecido que cobria a parte mais intima do seu corpo. Olhei profundamente para ela antes de continuar, logo recebi um olhar de permissão e delicadamente abri-lhe mais as pernas para conseguir penetrar. Pensei que podia existir todas as reacções para este menos o que a Constança teve, eu não sei se chorava de saudades, de prazer ou de sofrimento, ela apenas chorava enquanto nos estávamos a envolver, parei os meus movimentos e finalmente consegui ver a Constança com clareza, parecia que estava a ter alucinaçãoes. 

" Constança..."- tentei chama-la de volta 

" Continua André, apenas continua"- ela estava a sofrer, notava-se na voz dela 

" Não, tu estas a chorar"- falei firme 

" Continua por favor"- quase que me implorava 

Por muito que parece porco e por muito que me custasse continuei a fazer o que anteriormente estava a fazer, acho que nenhum de nós conseguiu aproveitar o momento. Cheguei ao meu climax e mais algumas investidas a e Constança também se desfez perante mim. 

Deitei-me na cama e ela fez o que normalmente costumava fazer, deitou-se no meu peito a chorar...

" Quando me estavas a tocar tudo me fez voltar aquele dia, eu sei que não és como ele, mas eu apenas quero tentar ter o mostro que ainda reside em mim"- chorava e estava abraçada ao meu tronco 

" Shiuu dorme"- abracei-me a ela e ficamos ali os dois nus colados um ao outro 

I CAN'T-IIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora