No momento se sentia como um espião e até sorriu da situação em que se encontrava,atras de uma árvore ele olhava em direção à muito elegante jovem senhora que com duas criadas em pé ao seu lado a ajudava com as crianças que brincavam sobre uma branca toalha estendida sobre a grama,queria tanto vê-los de perto e por isso estava ali,não conseguia vê-los direito ja que estavam muito cobertos por roupas e a distância não o ajudava muito,assim tentou se aproximar um pouco mas quando sem querer tropeçou em uma raiz e se viu caindo ao chão ficando com metade do corpo sobre um arbusto em uma posição muito engraçada,chamando a atenção dos que passavam pelo local e também dela que olhou para trás e o reconhecendo estreitou os olhos tomando um dos meninos no colo e dizendo algo as criadas que se levantaram e começaram a guardar tudo enquanto ela caminhava pisando duro em direção a carruagem que estava parada a uma boa distância,algumas pessoas rua dele enquanto sem perder tempo ele saiu apressado limpando terra da roupa,iria alcança-la e veria os meninos mesno assim,apressado o passo e se aproveitando que ela levava peso extra quase correu atrás dela e a alcançando a segurou pelo braço dizendo:
- Porque a pressa Aislinn ou devo dizer Caterina!-com um puxão ela soltou o braço que ele prendia em suas mãos,protegendo o rosto da criança em seu colo,ela estava muito vermelha e sem fôlego,o nervoso era evidente em seu rosto e ela sem responder tentou passar por ele o que não foi possível sendo ele se colocou na frente.
- Saia da minha frente seu...seu canalha!-disse ela ao ficar ainda mas vermelha tentando a todo custo esconder o rosto do menino que levava em seu colo,sorrindo com a atitude dela ele diz:
- A palavra que acabou de dizer a mim é muito familiar ja que sempre a pronunciava não é mesmo Caterina!porque esconde de mim o menino que leva em seus braços?- pergunta ele tentando se aproximar da criança o que faz com que ela recue alguns passos para trás dizendo:
- Deixe meu filho em paz!não pode afirmar ser quem não sou,agora saia de minha frente ou farei aqui um escândalo.- diz ela enquanto uma das criadas entra na carruagem com um dos meninos e a outra se aproxima com a intuição de apanha-lo dos braços da mãe no mesmo momento em que Edward e mas rápido e dá o bote apanhando o menino que ela entregava a criada,pareceu uma eternidade o olhar que ela lançou para ele,não era ódio nem mesmo desprezo,o que ele viu refletido neles foi apenas medo quando ela soluçando disse ao olhar do rosto dele para o menino que parecia conhecê-lo muito bem pos nem mesmo o estranhou,ao contrário começou a olhar para o rosto de Edward que fez-lhe um carinho na cabeça que trazia uma espécie de touca que ele fez questão de tirar mostrando o emaranhado de cabelos muito negros idênticos aos seus.
- Dei-me meu filho!- com os olhos cheios de lágrimas ela estendia os braços para ele que sorriu dezendo:
- Minha mãe tinha razão!não acha que somos parecidos?diga Caterina!não pode tentar esconder de mim meus filhos e nem mesmo pode se esconder,como pode forjar a própria morte?e depois deste tempo resolve aparece fingindo ser outra pessoa,pensa que não a reconheceria ou que acreditaria que você e uma tal prima?nunca esqueci durante um dia sequer desde sua ausência,como você e,seu rosto,seu cabelo,seu rosto,seu corpo.-neste momento ela ficou ainda mas vermelha ao dizer.
- Por favor!pare,entregue-me meu filho!- chorando ela se aproxima dele.
- Nosso filho-diz ele ao beijar em meio aos cabelos negros e perfumados.- onde está o outro?-pergunta ele,peça a criada que o traga até mim.-diz ele enquanto ela pede com um fio de voz que a criada traga a criança que está na carruagem,a mesma o traz e sem saber o que fazer entrega o menino a Edward que carrega os dois dizendo:- como se chamam?-ainda muito nervosa ela diz:
-Este e James!-diz ela ao apontar para o menino a direita.- e este e Antony!-fala ela ao engolir em seco no momento em que ele a fuzila com o olhar dizendo:
- Como pode privar-me de ver nossos filhos?fez-me quase toda infância de nossos filhos,com tudo isso peço que acompanhe-me em um passeio pelo Park,precisamos conversar.- diz ele enquanto ela se aproxima e toma no colo James,começando a caminhar lentamente ao lado de Edward que depois de alguns minutos ja um pouco afastados da presença dos curiosos ele começa dizendo:
- Por onde andou Caterina?- ela continua andando calada sem o responder.- preciso saber,não adianta tentar fingir que é outra pessoa.- diz ele ao começar a brincar com as mãos rechonchudas do menino.
- Estava em Paris!- diz ela.
- Permita-me perguntar algo a você!
- Faça!de qualquer maneira mesmo sem minha permissão você fará,ainda sei muito bem como é seu proceder.
- Porque fez aquilo?
- Ao que está se referindo?-pergunta ela.
- Quando se colocou em minha frente,sendo atingida em meu lugar.
- Não quero lembrar-me do passado,importante é que tudo já passou e tenho coisas das quais ocupar-me que alegram meu presente e serão fontes de alegria inesgotáveis no futuro.
- Sei disto!quero apenas saber porque se permitiu ferir em meu lugar!-diz ele ao observar ao redor e perceber que já haviam se afastado um bom caminho.- sei que pode ser um pouco tarde para perguntar a você mas saiba que a curiosidade em mim e mas forte,então responda-me,ainda sente por mim o mesmo amor que dizia a alguns anos atrás?- pergunta ele muito nervoso esperando dela uma resposta que não demorou a ser dada.
- O tempo passou Edward!tudo muda,até mesmo a mas bela e resistente das estátuas com o tempo e corroída e aos poucos vai se acabando,logo só restam lembranças,assim aconteceu conosco,estou viva por um milagre e meus filhos também.- diz ela ao arregaçar a manga da camisa de Jemes onde havia uma pequena cicatriz.- Antony também a possuí.- diz ela tentando esconder as lágrimas.
- Sinto muito!não sabe como isso fere minha alma.- diz ele
- Não sinta!a final já passou,quero apenas seguir em frente sem fantasmas de um passado,perdoe-me se escondi-me de você por todo esse tempo,entenda que você para mim era como um veneno,consumia cada parte Minha estava corroendo minha alma,tive que afastar-me de você ou não resistiria,por favor Edward deixe-me seguir minha vida,não procure-me mas,promete isto?-pergunta ela com o olhar triste,implorando por uma resposta,se aproximando dela e tocando seu rosto ele diz com a voz carregada de emoção.
- Perdoe-me Caterina!mas não posso atender a seu pedido porque...porque eu te amo,mesmo que não voce nao aceite,lutarei por você meu amor,e se não conseguir,morrerei lutando.- diz ele ao baixar seus lábios sobre o dela em um simples encontro que foi cheio de pedidos de perdão e com sabor de esperança de um novo recomeço.
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Casamento forçado
RomanceCaterina Harmon está em idade de se casar e até o presente momento nenhum dos pretendentes parece ser o homem certo,os jovens de sua idade se aproximam sempre querendo-a como amiga,e os interessados em casamento são velhos de mas.sempre esperou o si...
