Vini: o que tu ta tentando fazer?
Sô: conhecer sua mãe e você deveria fazer o mesmo. Poxa, se ela voltou só agora vamos descobrir o porque. Seja lá qual for a lembrança que tu tenha dela, tente desconstruir e dê uma nova chance a vocês.
Vini: irei fazer por você. E espero não me arrepender.
Sô: que seja por mim, já serve. Agora va ligar que to com fome.
Assim ele fez, mas a pizzaria não estava fazendo entrega e ele foi lá pegar. Ficamos conversando, eu e a Geovana. Uma conversa vaga, sem graça em um clima pesado. Precisava tocar em um assunto mais específico.
Sô: Geovana, porque voltou?
Geovana: quero muito contar, tudo que aconteceu, mas ainda não me sinto a vontade. Não nesse momento. Percebo que está fazendo um grande esforço para Vini me perdoar.
Sô: quero vê-lo bem. E você parece ser uma boa pessoa. Mas você terá que fazer sua parte. Se aproxime aos poucos. E seja verdadeira com ele.
Finalizamos o assunto e esperamos o Vini. Em média de 10min ele chegou e colocamos o filme " não sou um homem fácil ". Sentamos no mesmo sofá, deixei Vini no meio, que resmungou um pouco mas cedeu. E assim levamos a noite.
1 mês e meio depois...
Durante esses dias pude observar o esforço da Geovana em se aproximar do Vini, mas ele sempre se esquiva. Recentemente tivemos uma pequena briga, pois falei minha insistente verdade e ele se sentiu intimidado. Mas, depois disso ele parou de tratá-la mal. Frequentemente tenho me sentido estranho. Gosto amargo na boca, sem apetite e tonta. Parece que minha pressão só anda baixa, mas acho que é estresse, por isso nem me importei. Agora estou na cozinha cortando umas batatas que a Geovana me pediu e novamente me deu aquela tontura. Me apoiei na bancada e sentei na cadeira.
Geovana: Sofia, o que você tem ?
Sô: uma tontura repentina. Ta tudo bem.
Geovana: há dias que tenho lhe visto assim. Sem fome, tonta... será que você não ta gravida?
Sô: Deus me livre, eu não. - fiquei assustada, não tinha pensado nisso.
Geovana: como ta sua mestruaçao? - ela insistiu no assunto.
Sô: esse mês ainda não veio.
Geovana: então prepara o enxoval. - ela sorria enquanto eu nem saía do lugar.
Sô: vamos mudar de assunto. Depois vejo isso. Só não fala com Vinicius.
Geovana: certo, hoje irei conversar com vocês dois. Sobre tudo o que aconteceu.
Sô: certo.
Terminamos o almoço e o que ela me falou não sai de minha cabeça. Será que vou ser mãe? O Vini chegou da casa do Pedro, foi tomar banho para almoçarmos. Já tinha avisado a ele que Geovana queria conversar, senão ele ia trazer o Pedro.
[...]
Geovana: demorei tanto para contar o motivo de minha volta porque eu percebi que você, Vini, tem me tratado melhor. E eu não sei se depois de toda a verdade você vai acreditar em mim ou se vai voltar a me rejeitar.
Vini: isso vai depender de sua verdade.
Geovana: certo, só me ouça. Bom, tudo começou quando engravidei de você. Seu pai dizia que não queria ter filho e que não iria registrar. Quando eu descobrir que era menino contei a ele no intuito dele te aceitar. E eu conseguir, mas meu casamento ja tinha acabado. Quando você nasceu decidimos reatar, mas essa felicidade só durou até 1 aninho. Seu pai me maltratava, me traia e fazia questão de me mostrar. Só que eu pensava mais em você e aturava tudo de sorriso no rosto. Decidir esperar você crescer e ir embora contigo, só não esperava que você fosse se apegar tanto a ele. Quando decidir ir embora vi que você nunca me entenderia. Mas o que adiantaria eu ficar se meu filho nunca me tratou bem, nem meu marido. Então eu fui. Recentemente encontrei uma antiga vizinha nossa, a Ester. E foi aí que eu soube da morte de seu pai. Só lembrei de você, como você estava diante dessa perda. Meu filho, eu sentir muita falta sua, mas eu sabia que eu continuando aqui seu pai iria continuar me colocando contra você.
Vini: e ter ido embora, me deixando aqui, faria com que meu pai falasse bem de você?
Geovana: eu só precisava de tempo.
Vini: TEMPO ? - Vini se exaltou
Caralho, Geovana. Foram 3 anos sem você mandar noticia. E só não foi mais tempo porque você encontrou dona Ester. Meu pai nunca falou bem de você, nem antes de você ir embora. E você nunca nem tentou me provar ser uma boa mãe. Só confirmava o que ele dizia.
Geovana: eu te entendo fi...
Vini: VOCÊ NAO ENTENDE. O que você quer pra ir embora de novo? Eu dou.
Sô: Vinicius, não fale isso. - eu tava tentando não me meter, só que isso me doeu.
Vini: você não sabe o que é ser abandonada, Sofia.
Sô: posso não ter sido abandonada, mas sei o que é não ter a mãe por perto. Sua mãe foi maltratada por um homem que você acreditou ser um exemplo a vida toda. Será que ela nao tinha o direito de acabar com isso? Você não era criança quando ela foi embora. E pela história que ela contou e EU ACREDITO(enfatizei) você não iria com ela se ela te chamasse. Então você queria que ela ficasse sofrendo até agora? E que só acabaria porque ele morreu? Não seja egoista. Ela voltou, voltou por você e é assim que tu trata.
Eu estava tão nervosa que sentir a minha pressão baixando e depois tudo escuro. Quando acordei estava no soro deitada numa maca de hospital. Sentir a presença de alguém no quarto.
Sô: Vinicius?
Vini: oi meu amor ! Ta bem ? - falou sorrindo.
Sô: cadê sua mãe? -lembrei que estávamos falando sobre a volta dela e eu passei mal.
Vini: ta la fora com tua vó, Kaio e Juli.
Sô: eita, veio a cambada toda.
Vini: sim, todos queriam saber e presenciar a novidade.
Beijinhos de luz 🌻😘
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A mocinha e o playboy
Teen FictionSofia, 17 anos. Vinicius, 20 anos. Jovens completamente diferentes. Enquanto Sofia tinha seus sentimentos, Vini apenas curtia, não se importando com nada, nao correspondendo com o sentimento da ficante. Até que... LEIAM
