Mutual feeling

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(Finn pov's)
Nosso confortante abraço é interrompido pela porta se abrindo.

É o médico que atendeu a Millie, provavelmente querendo libera-lá e dar notícias.

-Com licença, desculpe por ter interrompido mas vim dar notícias.- ele fala educadamente, olhando em sua prancheta.

-Senhorita Brown, o bebê está ótimo. Entretanto, devo ressaltar que deve se alimentar corretamente pois está comendo por dois. Evite se estressar e beba bastante líquido.- ele faz uma pausa.

- Já começou o pré-natal?- pergunta-nos.

A morena morde o lábio envergonhada.

-Ainda não mas pretendo começar em breve.- muda de posição, encostando sua costa na cabeceira da cama.

-Entendo. O hospital apresenta um dos melhores pré-natais mas a senhorita que decidirá isso. Por enquanto, recomendo repouso absoluto e uma boa alimentação. Já está liberada.- o médico sorri e entrega o papel da alta em minhas mãos.

Sai discretamente do quarto, não deixando sozinho.

Viro me para a morena ao meu lado.

-Então, vamos Millie. Deixa que eu te levo ao seu apartamento. Pela manhã aluguei um carro pois não dava para toda hora eu pegar um táxi.- falo.

-Ok Finn, presumo que Tessa já foi embora certo?- me pergunta.

-Sim, ela me mandou verificar se você está bem e mandou um beijo.- respondo a pergunta.

Seguro sua mão, novamente.

(...)

O caminho foi um silêncio total.

Estava chovendo e eu dirigia sem pressa pelas ruas completamente molhadas pelos pingos de chuvas.

A castanha ao meu lado parecia perdida em seus pensamentos.

E sentada ao meu lado acompanhava com o dedo, os pingos de chuva deslizarem pela janela.

Chegamos em seu apartamento e entramos.

Ainda não trocamos uma palavra.

A Brown caminha lentamente até a cozinha.
Pega um copo com água e bebe.

Então, ela quebra o silêncio, perguntando se eu quero algo, nego pois lanchei na lanchonete do hospital.

Ela lava o copo e o guarda no armário ao lado.

Vem na minha direção e pede um abraço. Sua voz sai tremida.

Claro que eu não nego esse gesto.

Sinto os seus pequenos braços me envolverem a cintura.

Abraço seus ombros.
Ela é mais baixa que eu, então apoio o meu queixo delicadamente no topo da sua cabeça.

Finalmente, percebo que a pequena está chorando.
Suas lágrimas molham minha camisa.

Aperto mais ela contra mim.

Eu sei o quanto está sensível com tudo isso, e o pior é que eu também estou nervoso.

-Finnie, eu não estou pronta para ser mãe.- ela diz entre sua respiração entrecortada.

-Millie, eu também não estou pronto para ser pai mas vamos conseguir, viu?- digo erguendo o queixo da castanha.

-Eu não sei, Finn! Não sei cuidar de crianças. O mais próximo que cheguei foi a Ava! Eu não vou conseguir.- começa a se desesperar.

-Ei, calma! Olha para mim. Vai dar tudo certo.- minha mão ainda segura seu queixo.

Meu maior problema Histórias para pegar e não largar. Descubra agora