O r f a n a t o
P.O.V. Castiel:
Estava eu, na minha sala, quando a secretária entra, sem pedir licença, ou bater na porta. Ela deve achar, que só porque fomos pra cama, ela tem algo comigo... e ainda por cima eu tava tão bêbado nesse dia.
Coitada, "sinto muito," em lhe informar mas, não passa de uma sem noção, que usei e já não quero mais. Não pego a mesma duas vezes. Não gosto muito de repetir.
- Da próxima vez, vê se bate na porta, e mostra um pouco de educação! - Falo sem tirar meus olhos papelada a minha frente, dava para sentir que ela me olhava um pouco indecisa de como prosseguir.
- Vanessa: Si-si-sim... senhor! Desculpa, mas é do orfanato. Estão pedindo para o senhor ir até lá, algo sobre as crianças mais velhas. - Ela fica alí parada plantada no meio da sala.
- Já pode ir. - Digo ainda analisando, corrigindo e anotando sobre um novo caso que tenho em minhas mãos. Termino de assinar mais alguns papéis e me levanto esticando todo o meu corpo ouvindo ele estalar.
Pego minhas coisas e vou pro carro, falo com os meus seguranças, e faço todo trajeto para o orfanato, Doce Vida.
Sentiu a ironia?
Quando chego, sou recebido pela diretora. Nunca gostei dela, apesar dela se jogar em mim, ela nunca me interessou.
Fomos para sua sala, e lá, ela me contou do que se tratava realmente a necessidade dessa minha visita.
- Marta: Me desculpa por lhe atrapalhar mas, á algumas dúvidas que queria esclarecer com o senhor, como: O que devemos fazer com os jovens que já estão a tempo de mais aqui? O senhor sabe que nós precisamos fazer algo por eles, mas também, precisamos abrir novas vagas. - Diz mansa forçando simpatia, forçando de mais pro meu gosto.
Penso sobre o assunto.
- Me leve até eles! - Digo fazendo ela arregalar os olhos.
- Marta: O senhor vai interagir com eles?- Pergunta surpresa.
- Sim, é surda? - Digo em tom entediado.
- Marta: Não é que... o senhor... nunca interage... com os órfãos!
- Pois bem, hoje eu vou. E provavelmente, essa será a primeira e última. Espero no salão de festas, não demore! - Digo já saindo e deixando ela pra trás, divagando sozinha e falando coisas desconexas.(Das palavras que se seguem, apenas quatro não devem.)
(Às vezes construímos grandes sonhos em cima de grandes pessoas.
Com o passar do tempo, descobrimos que, grandes mesmos eram os sonhos, e as pessoas pequenas!)
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Juiz: Obsessão Por Amor
General FictionEla é tão doce e gentil, enquanto ele se tornou um homem ignorante por coisas do passado que o deixaram amargurado e insensível se privando do convívio familiar frequente. Ela sendo tranquila com relação a vida e esperançosa de dias brilhantes, ele...