Capítulo Oito - Gesto Simples

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                Meu atraso foi motivado por um bloqueio criativo muito intenso, o que acarretou em não conseguir escrever nada. Mas finalmente saiu!                Aproveitem. 



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                Draco respirou fundo o ar frio da manhã e seguiu para a aula de Herbologia, não estava com a menor vontade de trocar uma única palavra com nenhum dos amigos, os estava evitando desde o momento em que levantara da cama, já que não conseguiu dormir um segundo se quer. Sua mente estava agitada e distante após a carta que recebera da mãe, que apesar da caligrafia ser dela, as palavras eram de outra pessoa, a qual ele sabia bem o significado, era um pequeno e breve verso escrito no papel de cor verde clara: "Está na hora.". Malfoy sentiu as mãos tremerem só de recordar aquilo. Era uma ordem fria e que não abria brechas para um questionamento ou mesmo voltar atrás. Era uma ordem a ser seguida independente da própria vontade.

                Só a ideia de voltar atrás fez a Marca Negra arder como se alguém estivesse queimando com ferro quente sua pele, mas de repente a sensação foi substituía por mãos frias agarrando seu braço, o tirando de seus pensamentos e assustando. Os olhos escuros traziam quase diversão por tê-lo pego desprevenido, o deixando estático.

-Você ainda está no mundo dos sonhos, Black? –Ela brincou, fazendo-o despertar e acalmar os batimentos cardíacos.

                Belinda viu a falha tentativa de um sorriso no amigo, entretanto pareceu mais uma careta, o que a fez franzir a testa. Havia algo errado. Algo deu extremamente errado durante a noite e ela não sabia do que se tratava, mas os olhos cinza pareciam mais preocupados do que deveriam, mesmo com tudo o que vinha ocorrendo.

-O que...?

-Não é hora para falar sobre isso. –Ele alertou, antes mesmo que ela finalizasse a frase.

                O tom foi determinante, o que a fez mordisca o interior da bochecha e olhar para baixo, percebendo que provavelmente não suportaria saber o motivo a qual deixara Draco naquele estado de seriedade e ansiedade, os olhos dele estavam tão perdidos e escondidos por sombras que chegavam a ficar sem brilho algum. Ela assentiu lentamente e voltou a encará-lo.

-Quer almoçar comigo hoje? –Ela ofereceu, mudando de assunto e dando um curto sorriso.

                Draco passou o braço pelos ombros da menina e a puxou para andar com ele, agradecendo por seu companheirismo, contudo não poderia deixá-la saber o que ele deveria fazer, isso faria com que Belinda ficasse arrasada e muita coisa vinha acontecendo para que ele jogasse mais um peso sobre seus ombros. Aquele não era o momento e ele nem tinha certeza se um dia iria querer que ela soubesse.

-Não, tenho que finalizar um trabalho, vou aproveitar a hora do almoço. –Deu de ombros e ela fez careta.

-Se é o que você quer. –Ela sussurrou, deixando passar a mentira e ele suspirou.

-Bell. –Parou de andar outra vez e a encarou.

                Belinda olhou no fundo dos olhos do melhor amigo, vendo que havia algo completamente fora do lugar, contudo ela não tinha o direito de exigir explicações, não quando ela própria deixava tanta coisa de fora para tentar lhe proteger. E apesar de muitos duvidarem de Draco, ela sabia que ele tentava de tudo para mantê-la protegida, principalmente desde o jantar com os Comensais da Morte e o Lord das Trevas. Draco Malfoy não era heroico e nobre como os demais amigos que Belinda arrumara em seus anos em Hogwarts, todavia, ao seu modo, ele sempre iria protegê-la e cuidar.

A Filha das Trevas - Pacto de Sangue (Livro 3)Onde histórias criam vida. Descubra agora