[o amor está à espera]

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O grande questionamento
Que circunda cada ato meu
É o seu cinismo.
Nem mesmo meu toque entende.

Se é feito
Ou simplesmente natural
Eu não tenho ideia,
Só me admira a destreza
Com que se desenrola
Sua palma
Diante de meus sentimentos.

Os sons que vem de dentro
Nunca mentem.
Não como você
E sua sina em ser o vilão
Da história esquecida.

Ninguém chegou a ouvir
A falácia em forma de mel
Sendo injetada em carne viva
Vibrando um apelo ao ataque perfeito.

Sinto teu silêncio a quilômetros,
Assustaria se não fosse
A única coisa que não me deixa ir por completo.
Se falta fala,
Sobra amor.
Se não diz,
É porque quer
minha presença.
Se me deixas ler teu olhar
É porque a alma ainda pulsa.
Se tens lugar pra mim
Também deixo a você.

A mesa de jantar está posta, meu amor!
Não há nada de tão mal
que permaneça ao perdão.

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