O grande questionamento
Que circunda cada ato meu
É o seu cinismo.
Nem mesmo meu toque entende.
Se é feito
Ou simplesmente natural
Eu não tenho ideia,
Só me admira a destreza
Com que se desenrola
Sua palma
Diante de meus sentimentos.
Os sons que vem de dentro
Nunca mentem.
Não como você
E sua sina em ser o vilão
Da história esquecida.
Ninguém chegou a ouvir
A falácia em forma de mel
Sendo injetada em carne viva
Vibrando um apelo ao ataque perfeito.
Sinto teu silêncio a quilômetros,
Assustaria se não fosse
A única coisa que não me deixa ir por completo.
Se falta fala,
Sobra amor.
Se não diz,
É porque quer
minha presença.
Se me deixas ler teu olhar
É porque a alma ainda pulsa.
Se tens lugar pra mim
Também deixo a você.
A mesa de jantar está posta, meu amor!
Não há nada de tão mal
que permaneça ao perdão.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Epitáfio
PoesíaLivro de poesias e desabafos dedicado aos momentos de maior sensibilidade do eu lírico. A vulnerabilidade de ser e o infortúnio de sentir. Jaz as últimas páginas de uma vida; seus últimos suspiros. E o que restou depois do fim. *** Plágio é crime e...
