uma ode sem destino

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Escrevi teu nome
Nas paredes do meu coração,
Decorei cada faceta sua
E fiz meu vocabulário pra te traduzir.
Estudei simbolismo pra te ouvir,
Ouvi parnasianos pra te declamar,
Vivi romantismos baratos
Só pra descobrir como amo seu realismo.
De que me adianta Mona,
Frida e os pés de Tarsila
Se a obra mais bonita
Encontrei em meio às suas camadas.
Os teus beijos que nem conheci,
Os sonhos que nem te vesti,
As culpas que carreguei por tanto,
Mas o amor que guardei aos prantos.
Das encontrâncias e dos voos,
Te deixo o mais bonito;
Daqueles sorrisos e risadas
Te dedico os mais altos;
As músicas que restaram,
Os abraços a serem guardados
E, de todo seu universo,
Roubei uma só estrela
Pra chamar de nossa:
Guardei num barquinho de papel,
Para que flutuasse
em meio a minha tempestade.
E, de repente,
Não mais que de repente
Senti ouvir estrelas,
Quem dera fosse loucura,
Apenas te amei
Com todo coração e mente.
De repente,
Não mais que de repente.
{A saudade tem nome, endereço e o seu cheiro}

EpitáfioOnde histórias criam vida. Descubra agora