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Capítulo 21- Lembranças: passado de Beca parte 3

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Flashback on

Eu ainda lembro daquela noite como se tivesse sido ontem.

A adrenalina ainda corria nas minhas veias só de pensar.

Eu não devia levá-lo…
Mas ao mesmo tempo… eu queria.

Queria ver até onde ele iria por mim.

Queria saber se ele aguentava o meu mundo.

E, principalmente…
Queria que ele fosse meu.

Só meu.

---

Deu a hora da corrida.

Tomei um banho rápido, daqueles que mal dão tempo de pensar. Escovei os dentes com pressa, mas com precisão — como tudo na minha vida. Me encarei no espelho por alguns segundos.

Meu reflexo sorriu de volta.

Perigosa.
Viva.
Intensa.

Exatamente como eu gosto.

Vesti calças pretas rasgadas nas coxas e nos joelhos, um cropped preto justo ao corpo, minha jaqueta de couro — minha armadura — e botas pretas. Prendi o cabelo num rabo de cavalo frouxo, deixando alguns fios soltos de propósito.

Maquiagem carregada, como sempre.
Noite ou dia, não importa. Eu sou intensidade.

Peguei as chaves da moto, o celular e saí do quarto em silêncio. Não precisava me esconder, mas gostava da sensação.

Como se estivesse desafiando o mundo.

Desci até a garagem, liguei a moto e o ronco do motor respondeu como um velho amigo.

Sorri.

— Hoje vai ser bom… — murmurei antes de acelerar.

---

A estrada estava praticamente vazia.

O vento batia no meu rosto, bagunçando meus pensamentos, mas ao mesmo tempo organizando tudo dentro de mim.

Era liberdade.
Era perigo.
Era… eu.

Não demorei muito a chegar à casa dele.

Estacionei a moto e atirei pequenas pedras na janela — clássico.

Segundos depois, ele apareceu.

E… droga.

Ele realmente tinha se esforçado.

Jaqueta de couro preta.
Calças jeans rasgadas.
Camiseta preta.
Tênis preto.

Cabelo bagunçado.

Perfeito.

Mas…

— Onde estão os óculos? — perguntei imediatamente.

Ele deu de ombros.

— Não quis usar.

Aquilo me irritou mais do que devia.

— Vai usar.

Ele arqueou uma sobrancelha.

— A sério?

Inclinei a cabeça, encarando-o.

— Muito sério. Ou usa… ou fica.

Ele me olhou por alguns segundos.

E então disse:

— Então eu fico.

Virei a chave da moto.

Essa Rebelde Sou EuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora