Capítulo 17- Aquilo que é meu

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Rebeca on

Acordei cedo.

Cedo demais.

E isso, por si só, já era estranho.

Normalmente eu enrolaria na cama, ignoraria o despertador umas cinco vezes e só levantaria quando estivesse quase atrasada.

Mas hoje…

Hoje não.

Hoje tinha alguma coisa diferente.

Alguma coisa inquieta.

Alguma coisa que não me deixava ficar parada.

Levantei sem reclamar.

Fiz minhas higienes rapidamente, tentando ignorar o nó estranho no peito.

Abri o guarda-roupa e fiquei alguns segundos olhando para as roupas.

Sem saber o porquê.

Suspirei.

Peguei uma calça jeans preta rasgada, justa.

Camiseta do colégio.

Jaqueta de couro preta.

Simples.

Mas ainda assim… eu queria estar apresentável.

Droga.

Prendi o cabelo num rabo de cavalo alto, bem firme.

Coloquei brincos.

Pulseiras.

Dois anéis.

Tênis branco.

Batom roxo.

Quando me olhei no espelho…

Parei.

Algo em mim estava diferente.

Menos… defensiva.

Mais… exposta.

Revirei os olhos.

— Ridículo.

Desci.

— Bom dia família.

— Bom dia princesa — disse meu pai.

— Vem comer antes de se atrasar — completou minha mãe.

— Hoje eu não quero me atrasar.

Os dois me olharam como se eu tivesse dito que o mundo ia acabar.

— Milagre — murmurou meu pai.

Ignorei.

Sentei e comecei a comer rápido.

— Hoje você não exagerou na maquiagem… está ainda mais bonita.

Levantei o olhar lentamente.

— Papai… não começa.

— Então retiro o que disse.

Soltei um pequeno sorriso.

Mas por dentro…

Meu coração estava acelerado.

E eu sabia exatamente o porquê.

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No caminho para o colégio…

Ele estava lá.

Encostado no carro.

Esperando.

Por mim.

Meu coração falhou uma batida.

Essa Rebelde Sou EuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora