Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

Cap 10

255 25 66
                                        

Rebeca narrando

Eu não pensei.

Se tivesse pensado, provavelmente não teria ido.

Orgulho demais.
Raiva demais.
Medo demais.

Mas naquele momento nenhuma dessas coisas venceu o impulso que apertava meu peito como uma mão invisível.

Dirigi rápido demais.

Ignorei sinais.

Ignorei buzinas.

Ignorei tudo.

Só existia uma pergunta martelando na minha cabeça.

Onde você está, Cristian?

Estacionei em frente à casa dele quase derrapando.

A mansão parecia exatamente como sempre.

Grande. Silenciosa. Intocável.

Luzes apagadas.

Meu estômago afundou.

Saí do carro antes mesmo do motor desligar completamente e caminhei até o portão.

Respira.

Toca.

Vai embora.

Finge que nunca veio.

Minha mão já estava levantada quando a porta se abriu.

Rafael.

O mordomo.

Ele arregalou levemente os olhos ao me ver.

— Senhorita Rebeca?

Droga.

Agora não tinha volta.

Cruzei os braços automaticamente.

Defesa ativada.

— O Cristian está?

Silêncio.

E aquele silêncio…

foi pior que qualquer resposta.

— Ele não voltou para casa desde ontem à tarde.

O mundo inclinou.

— Como assim não voltou?

Minha voz saiu mais alta do que pretendia.

Rafael manteve a calma profissional.

— Ele saiu após chegar da escola e não retornou.

Meu coração começou a bater forte demais.

— Vocês procuraram?

— Sim. Mas o jovem senhor costuma ir para a propriedade de campo da família quando precisa ficar sozinho.

Propriedade de campo.

Claro.

Claro que ele faria isso.

Porque eu o destruí na frente da escola inteira.

Engoli em seco.

— Onde fica?

Rafael hesitou.

— Senhorita…

— Onde. Fica.

Ele percebeu.

Algo na minha expressão devia estar errado.

Muito errado.

Porque ele apenas suspirou e explicou o caminho.

Voltei para a moto quase correndo.

Essa Rebelde Sou EuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora