Eu não me afastei.
Essa foi a primeira coisa que percebi.
Em qualquer outro momento da minha vida, qualquer situação minimamente parecida, eu teria recuado. Teria empurrado. Teria feito algum comentário sarcástico para quebrar o momento e recuperar o controle.
Era assim que eu funcionava.
Sempre foi.
Mas ali… não.
Quando Cristian voltou a me beijar, não havia pressa. Nem desespero. Era diferente do primeiro beijo, que tinha sido carregado de choque e impulso. Agora era mais lento, mais cuidadoso, como se ele estivesse testando cada segundo para ter certeza de que aquilo era real.
E talvez fosse exatamente isso.
Talvez ele estivesse tentando ter certeza de que eu não iria desaparecer.
Eu também.
A mão dele ainda segurava minha cintura, firme o suficiente para me manter perto, mas sem força excessiva. Como se estivesse pronto para me soltar caso eu pedisse.
Eu não pedi.
Minha mão ainda estava na camiseta dele, segurando o tecido entre os dedos.
Eu conseguia sentir o coração dele batendo rápido.
Quase tão rápido quanto o meu.
Quando finalmente nos afastamos de novo, foi devagar. Nenhum de nós parecia com pressa de quebrar aquela proximidade.
Cristian respirou fundo.
Eu também.
O ar dentro da casa da árvore parecia diferente agora. Mais quente. Mais pesado.
E isso me deixou perigosamente consciente de mim mesma.
Do meu corpo.
Do fato de que eu ainda estava muito perto dele.
Cristian passou a mão pelos cabelos, como se tentasse organizar os pensamentos.
— Eu… — ele começou, mas parou.
Eu ergui uma sobrancelha.
— O quê?
Ele soltou um pequeno riso nervoso.
— Eu não tinha planejado isso.
Revirei os olhos.
— Nem eu.
Silêncio.
Nós dois olhamos para o lado ao mesmo tempo.
Idiota.
Aquilo era… estranho.
Eu não era boa com esse tipo de coisa.
Discussões? Fácil.
Provocações? Natural.
Beijar alguém e depois ter que lidar com o que aquilo significava?
Terrível.
Cristian parecia sentir a mesma tensão, porque se afastou um pouco, encostando na pequena mesa de madeira perto da janela.
— Você veio de moto? — perguntou.
Eu pisquei.
— Como sabe?
— Eu ouvi quando chegou.
Assenti lentamente.
— Dirigir ajuda a pensar.
— Ou fugir.
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Essa Rebelde Sou Eu
RomanceRebeca uma adolescente essentrica, cheia de sonhos mas muito encrenqueira, adora incomodar os colegas principalmente os nerd's, ela diz que eles estudam de mais e são uma seca mas tem um em particular que ela ama provocar, ela não vai a escola sem o...
