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Capítulo 14- Realidade bate à porta

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Isso é completamente insano.

Eu estou namorando a garota mais complicada, irritante, perigosa... e linda que existe.

Soltei uma risada baixa sozinho no quarto, passando a mão no cabelo ainda húmido depois do banho.

Se alguém me dissesse isso há algumas semanas, eu chamaria a pessoa de maluca.

Rebeca.

Minha namorada.

Ainda soa estranho.

Ainda soa... impossível.

Deitei-me na cama, encarando o teto, mas minha mente não parava um segundo sequer.

O beijo.

Os dois.

A forma como ela me olhou.

A forma como ela disse "sim".

E principalmente...

o fato de ela querer manter tudo em segredo.

- Claro que tinha que ter um detalhe complicado... - murmurei.

Peguei o tablet para tentar distrair a mente.

Erro.

Porque tudo o que vinha eram memórias dela.

O jeito marrento.

Os olhos castanhos cheios de desafio.

E aquele lado...

que só eu estava começando a ver.

A notificação de chamada me tirou dos pensamentos.

Sorri ao ver o nome.

- Olha quem resolveu aparecer - atendi.

- Já tô crescido mas oi - respondi.

Meu irmão riu do outro lado da tela.

- Crescido nada. Ainda é meu irmão mais novo.

- Fala logo, o que houve?

Ele suspirou, coçando a cabeça.

- Eu tô bem... mas tua cunhada não.

- De novo?

- Ciúmes.

Soltei uma risada.

- Isso nunca muda.

Ele apontou pra mim.

- Ria. Depois quero ver quando arranjar uma namorada.

Silêncio.

Droga.

Cocei a nuca.

- Então...

Ele estreitou os olhos.

- Então?

- Eu já tenho.

Silêncio.

Do outro lado da tela.

- COMO ASSIM?!

Ri.

- Calma.

- QUEM É?

Respirei fundo.

- Beca.

Ele congelou.

Depois começou a rir.

- A MARRUDA?!

- Respeita.

- Não acredito nisso!

- Nem eu.

Ele balançou a cabeça, ainda rindo.

Essa Rebelde Sou EuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora