Rebeca narrando
Chegar à escola nunca muda.
É sempre igual.
Assim que atravesso o portão principal, o efeito acontece quase imediatamente. Conversas diminuem, risadas morrem no ar e as pessoas fingem, descaradamente, que estão ocupadas demais para olhar diretamente para mim. Ninguém encara. Ninguém atravessa o meu caminho. Do jeito certo.
Caminho pelo corredor com passos firmes, ignorando completamente os cochichos baixos que surgem às minhas costas. Já estou acostumada. Na verdade… gosto disso.
Respeito vindo do medo ainda é respeito.
Sigo direto até o meu cacifo, pronta para pegar meus livros, mas paro abruptamente ao perceber duas figuras bem na minha frente.
Um casal.
Se beijando.
Bem.
Na.
Frente.
Do.
Meu.
Cacifo.
Sério?
Reviro os olhos lentamente, sentindo a irritação subir como fogo pelas veias.
Sem dizer uma única palavra, fecho o punho e esmurrro o cacifo ao lado com toda a força.
O som metálico ecoa pelo corredor como um trovão.
Os dois se afastam num salto, assustados, quase tropeçando um no outro.
Cruzo os braços, observando-os com calma ameaçadora.
— Eu acho que já falei que não quero esse tipo de espetáculo perto do que me pertence… não disse?
Silêncio.
O garoto engole em seco.
A garota está tão pálida que parece prestes a desmaiar.
Inclino levemente a cabeça.
— Eu fiz uma pergunta.
Minha voz sai mais baixa… porém muito mais perigosa.
— S-sim… d-desculpa… — o garoto responde, claramente tremendo.
Solto um suspiro entediado.
— Estou de bom humor hoje. Por isso vou deixar passar. Mas que isso não se repita. Entendido?
— Sim… — respondem quase em coro antes de praticamente fugirem dali.
Finalmente abro meu cacifo e retiro os livros dos três primeiros tempos.
Fecho a porta com força e sigo em direção à minha sala. Mas paro antes mesmo de entrar. Porque o que vejo... Não me agrada nada.
Pâmela, aquela idiota. Muito próxima... Muito próxima do Cristian.
Meu estômago revira instantaneamente.
O quê? Meu nerd?
Que droga foi essa que acabou de passar pela minha cabeça?
Franzo o cenho.
Eles estão rindo.
Conversando.
Ela inclinada demais na direção dele.
Desde o ano passado essa garota arranja desculpa pra sair da sala dela e vir falar com ele. Já ouvi rumores de que tiveram alguma coisa, mas sinceramente? Duvido muito.
Quer dizer… Ele pode ser um tonto. Mas gosto ele deve ter.
E Pâmela definitivamente não entra nessa categoria.
Percebo tarde demais que estou parada encarando os dois há tempo demais.
Agora eles estão olhando para mim.
Ótimo.
Entro na sala como se nada tivesse acontecido.
Caminho diretamente até Cristian.
— Ei, vou pra tua casa hoje. Estive ocupada ontem.
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Essa Rebelde Sou Eu
Storie d'AmoreRebeca uma adolescente essentrica, cheia de sonhos mas muito encrenqueira, adora incomodar os colegas principalmente os nerd's, ela diz que eles estudam de mais e são uma seca mas tem um em particular que ela ama provocar, ela não vai a escola sem o...
