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cap 1

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Estou tentando encontrar forças para dizer aos meus amigos que vou partir esta noite.
Se eu ficar mais um dia, eles também estarão em perigo.
Minhas mãos tremem enquanto escondo o segredo que pode destruir todos nós… porque agora não estou mais sozinha.

(...)

Primeiro dia de aulas.
Ninguém ali imaginava que, em poucos meses, eu estaria fugindo para salvar uma vida.
Acordei cedo, estava ansiosa para ir a escola, meio estranho vindo de mim mas aaah, sei lá, é isso que eu sinto apesar de ser algo extremamente irritante, principalmente depois das férias incríveis e maravilhosas que tive, ter que voltar e suportar todos aqueles idiotas. Ao menos poderei ver Cristian e zoar com ele o ano inteiro, é o último então tenho que aproveitar, aquele nerd de merda não vai se salvar.

- Becca? Carol já tá aqui.- minha mãe gritou do andar de baixo, eu estou no meu quarto terminando de me arrumando

- Sim, Sra. Salvatore!- grito de volta já descendo as escadas, gritar é algo nosso

- Comeu o quê pra madrugar na minha casa hein, peste?- Carol olhou para mim com deboche e eu revirei os olhos entediada

- Filha, isso é jeito de falar com sua amiga?- meu pai perguntou entrando na sala de estar, repreensão logo pela manhã? Ninguém merece!

- Não se preocupe tio, eu conheço bem a peça, e vamos logo que não quero me atrasar no 1° dia de aulas.- Carol respondeu me apressando e pulando em cima de mim para logo seguir caminho toda saltitante, não sei o porquê de tanta empolgação.

- Vamos lá e tchau mãe.- dou um beijo em sua bochecha- Tchau pai.- faço o mesmo com meu pai e sigo o mesmo caminho que Carol tomou

- E você vai mesmo dessa forma?- pergunta mamãe com uma sombrancelha erguida, paro no meio do meu percurso para olha-lá com atenção

- De que forma?- pergunto, na verdade não tô entendendo nada

- Essa maquilhagem não tá exagerada, não?- perguntas retóricas detesto mas como é a mamãe melhor eu relevar se não eu apanho

- Eu sempre me maqueilhei assim, porquê reclama agora?- realmente fiquei indignada, do nada isso?

- Deixa pra lá e vai logo.- papai falou dando de ombros e eu assenti me despedindo mais uma vez, depois nós saímos de casa

Eu e Carol vamos a pé mesmo até porquê a escola é bem perto de nossas casas, esqueci dizer que somos vizinhas. Chego na escola e todos param o que tão fazendo para que eu passe sem impecilios, até porquê odeio ter que esperar esses idiotas terminarem sei lá eu o que eles possam estar fazendo.

- Olha, olha, olha se não é o meu nerd favorito, ficou com saudades Crizinho?- pergunto e o empurro o encurralando contra seu cacifo, todos que estão no corredor observam mas ninguém diz uma palavra, na verdade ninguém se atreve a interromper um dos meus passatempos favoritos

- E-eu na-não ent-endo porquê v-você me trata assim.- diz tremendo, tadinho dele nem, eu adoro essa sensação de poder, e adoro ainda mais o jeito que ele me olha temeroso e fascinado ao mesmo tempo, ele é estranho

- É que você me irrita muito.- arrastei minha unha por sua bochecha direita pressionando só um pouco enquanto olhava em seus olhos, ele insiste em me encarar e isso me irrita, ouvi seu grunhido de dor e por um segundo até hesitei mas excluí logo esses pensamentos

- Mas eu não fiz nada.- diz ele dessa vez olhando pra o lado direito quebrando nosso contacto visual

- Beca para com isso, deixa ele, por favor.- Carol tenta me afastar dele mas ela sabe o quanto eu detesto que me interrompam

- Carol, é melhor você ir para sua sala e me deixar aqui conversando com meu querido amigo.- tento não me alterar pois não quero brigar com ela

- Mas Beca...- a interrompo já começando a ficar irritada, eu nem fiz nada, ainda

- Carol, não me faça repetir.- digo em tom de aviso e olho pra ela de relance

- Tudo bem.- abanou a cabeça negativamente dando-se por vencida e foi embora

- Onde a gente estava?- pergunto com um sorriso perverso e ele me olha temeroso

- Você ia me deixar ir?- pergunta sugestivo e eu quase bato nele

- Tá engraçadinho hein, eu vou acabar com essa sua carinha de...- sou interrompida por uma figura mais velha com uma cara nada satisfeita

- Algum problema menina Salvatore e menino Spinoza?- pergunta a Sra. Antônia, a directora

- Nop, eu estava apenas matando a saudade do meu querido colega, não é mesmo Cris?- coloco meu braço em volta do seu pescoço e olho pra ele com uma sombrancelha levantada e os olhos semi-cerrados

- Sim, eu e ela somos muito, muito amigos diretora.- diz ele firme o que me surpreende pois ele nem gaguejou

- Tudo bem, podem ir para suas salas agora.- diz ela autoritária e ainda com o rosto nada amigável

- Sim, vamos.- digo e vou arrastando o meu "amigo"

- Já pode me largar agora, né?- ele está muito atrevido hoje e eu não gosto nada disso, nada mesmo

- Você não me diz o que posso ou não fazer, agora anda logo que aquela velha ainda está olhando para nós.- digo entredentes ainda o arrastando comigo

- Tudo bem.- levanta levemente as mãos em sinal de rendição mas esse ato me deixou incomodada por algum motivo, ele não deveria estar tão tranquilo assim, não estando comigo. Aperto um pouco o pescoço dele com meu braço que está a sua volta e o vejo arregalar os olhos assustado, sim, bem melhor agora, entramos na sala de aulas e cada um segue pra o seu lugar.

As aulas estão uma seca mas por ser o primeiro dia tem essa coisa de revisão da matéria e tal mas ainda continua sendo uma seca, quem parece estar gostando é aquele nerd idiota, argh, como ele me irrita, está lá dando uma de exemplar, o pior desse ano é que não estou na mesma turma que Carol, mas sinto mais por ela do que por mim até porquê minha cola tá garantida, vou copiar do nerd mesmo.

Ele estava estranho.
E, pela primeira vez, tive a sensação de que não era eu quem estava no controle.
Aquele seria o ano que destruiria tudo.

Estou revisando e mudando algumas coisas mas nada que afete a estória original.
Espero que gostem e continuem acompanhando a vida de Rebeca. Beijoooos😘♥️

Essa Rebelde Sou EuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora