Cristian narrando
Eu não sei de onde tirei tanta coragem para beijá-la daquele jeito.
Talvez tenha sido o olhar dela.
Talvez o fato de, por um segundo, eu realmente acreditar que Rebeca tivesse ficado com ciúmes.
E agora…
Estou pagando caro por isso.
Cada respiração ainda dói. Meu maxilar pulsa e meu estômago reclama sempre que tento me mover, mas o que mais permanece na minha cabeça não são os socos.
É a expressão dela.
Dor.
Angústia.
Medo.
Eu vi.
Mesmo que ela nunca admita. Quando Bruno começou a me bater, Rebeca não parecia satisfeita… parecia perdida.
E no instante em que nossos olhares se cruzaram, ela mandou parar.
Ela desviou o olhar logo depois. Como se não suportasse continuar.
Talvez… Talvez ela realmente não consiga mais me machucar como antes.
Mas admitir isso seria perigoso demais.
— Meu Deus, olha o seu estado!
A voz de Carol me trouxe de volta à realidade enquanto ela se ajoelhava ao meu lado.
— Ela passou dos limites dessa vez!
— Não foi ela… — murmurei. — Eu só caí.
Carol me lançou um olhar mortal.
— Não mente pra mim, Cristian. Ela mesma me mandou vir aqui.
Meu coração falhou uma batida.
Ela… se preocupou.
Sem perceber, sorri.
Erro meu.
Carol pressionou meu estômago e um gemido escapou.
— E tira esse sorriso do rosto! Você podia ter se machucado muito mais!
Mesmo assim respondi:
— Mas ela mandou parar…
Gui apareceu logo atrás, claramente irritado.
— Dessa vez você vai falar com a diretora.
Balancei a cabeça imediatamente.
— Não. Eu não vou prejudicá-la.
Eles trocaram olhares cansados.
Sabiam que não adiantava insistir.
Conseguimos sair do colégio em ser percebidos, o segurança estava dormindo. Como sempre.
Eles me levaram até minha casa mas pedi que fossem embora, eu precisava ficar sozinho.
Precisava pensar.
Depois que Carol e Gui foram embora e o silêncio finalmente tomou conta da casa, fiquei deitado encarando o teto do meu quarto.
Meus pais continuavam viajando, como sempre — reuniões, eventos, negócios em outro país.
A casa inteira parecia grande demais quando estava vazia.
Silenciosa demais.
Excepto pelo único som que vinha da televisão ligada em volume baixo.
Estava com os olhos fechados, assimilindo a dor.
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Essa Rebelde Sou Eu
RomanceRebeca uma adolescente essentrica, cheia de sonhos mas muito encrenqueira, adora incomodar os colegas principalmente os nerd's, ela diz que eles estudam de mais e são uma seca mas tem um em particular que ela ama provocar, ela não vai a escola sem o...
