Capítulo 60

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Marcella

Chego aos hospital e estou quase correndo em direção ao quarto de Charles, pois eu não to me aguentando de tanto que quero vê-lo.

Quando chego na porta do seu quarto eu respiro fundo criando coragem para encarar o homem que virou minha vida de cabeça para baixo. Abro a porta lentamente para o caso dele está dormindo por conta dos medicamentos. Não quero acorda-lo.

No momento que me atrevo a olhar pela brecha da porta e ver se Charles está acordado, percebo uma segunda pessoa no quarto.

Não é Arthur, nem os pais de Charles, nem Stefano e muito menos meus pais. A pessoa que está segurando a mão dele é Charlotte.

Fico sem ar na mesma hora, dizendo para mim mesmo que eu prometi que iria aceitar ver Charles com outra pessoa, mesmo que isso custasse minha felicidade, mas eu não consigo encarar isso. Não dá.

Fecho a porta e me viro para ir embora. Eu sou covarde, mas eu não posso com isso agora.

Quando estou na metade do caminho encontro a enfermeira Claude. Ela diz que estava indo agora mesmo ver Charles. E eu digo que ele parece estar bem.

Peço para ela entregar a pelúcia que eu comprei pra ele e não dizer que estive aqui.

Nem espero Claude me dizer nada, só entrego a pelúcia e tento sair o mais rápido possível que posso do hospital, antes que alguém conhecido me veja e diga que eu estava aqui.

Antes que alguém me arraste para aquele quarto que ficou claustrofóbico de repente.



Charles

"Charles, está na hora de sua medicação", diz Claude entrando no quarto.

"A senhora pode levantar a minha cama? Não quero mais ficar deitado. Quero sentar um pouco", digo.

Ela e Charlotte me deixam confortável na cama e a enfermeira se prepara para me dar a medicação. Mas antes disto, ela me estende a mão e diz que uma cabrinha de pelúcia com cara de zangada era para mim.

Tá, esse presente é estranho, mas agradeço a Claude mesmo assim. A cabrinha de pelúcia  me faz lembrar da época que Marcella, Arthur, Jules e eu íamos para a fazenda do meu avó.

"Obrigado pelo presente, adorei". O presente é estranho, mas eu realmente adorei.

"Oh não, querido. Não é a mim que você deve agradecer, é a sua namorada. Ela passou aqui e deixou para você". Olho para Charlotte como quem não está entendo nada, e ela retribui o olhar.

"Que namorada?", digo.

Claude me descreve a pessoa e na mesma hora sei de quem se trata.

Marcella voltou? Cadê ela? Quero vê-la.

"Ela estava aqui? O que houve, não entrou aqui por qual motivo?", digo quase implorando para ver Marcella. "Ela disse que éramos namorados?"

"Não é? Desculpe minha confusão, eu achei que fosse. Ela passou todas as noites aqui e eu via o jeito como ela cuidava de você"

Não consigo ouvir mais nada, pois sei que Marcella voltou e só o que penso é no quanto quero abraçá-la.

Minha vontade era sair correndo daqui e ir procurá-la. Mas óbvio que ninguém me deixa levantar.

Mas que droga!

Não vai ter jeito agora, ela vai me ouvir. E dessa vez vou pedir ajuda! Já sei quem vai me ajudar nessa saga pelo perdão da Marcella...

O meu melhor amigoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora