Capítulo onze ✨

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Any Gabrielly.

Percebo que estou sorrindo para ele igual a uma idiota e fecho a cara rapidamente.

Droga!

Era pra eu ter comprado minha passagem paro o Peru quando tive a chance. Ia levar Shivani comigo.

Sim, cheguei a pesquisar sobre, mas estava muito cara.

Quem iria pagar aquele preço para ir para o Peru? Essas companhias aéreas são surtadas.

Fico orgulhosa de mim por estar lidando bem com a situação. Apesar de não ter conseguido ir ao encontro de Bryan no sábado, tudo fluiu normal. Shivani, por incrível que pareça, achou melhor assim.

Ela falou que "não foi com a cara desse Bryan". Isso seria totalmente aceitável se ela tivesse visto a cara dele, mas ela não viu.

Enfim, pedi desculpas a ele e remarcamos. Só não lembro para que dia exatamente. Não podia ir lá com minha cabeça a mil. Com meus lábios formigando e minha cintura com a sensação das mãos de um certo alguém nela.

Hoje Josh está diferente. Parece que cortou o cabelo, mas não tem como saber direito por conta do boné. Ele ficou mais jovem assim, menos formal.

Bonito. Muito bonito.

Gabrielly, de novo com essa merda? Para com isso!

Começo a me concentrar nos e-mails em minha frente. Lidar com finanças é uma responsabilidade e tanto. Apesar de eu ser esquecida, quando lido com o trabalho, consigo não ser.

Estranho não é?

Quando eu era pequena, vivia esquecendo as coisas. Meus pais nunca mais deixaram recado comigo, porque eu simplesmente esquecia de repassar.

As vezes, Luccas e Carter saiam e me pediam para avisar mamãe. Eu esquecia, e quando eles chegavam em casa e ela brigava com eles por não ter avisado, eles falavam:

"A gente pediu para a Any avisar"

Minha mãe, depois da terceira vez, sacou o jogo deles e proibiu que passassem recados para mim.

Fiquei bem chateada na época, hoje eu dou risada.

— Você vai querer uma carona amanhã? — Josh pergunta tirando-me dos meus devaneios.

— Hm? Carona? Por que? E por que paramos subitamente de avisar que vamos perguntar algo?

— Sim, carona — Josh responde ignorando a minha segunda pergunta -— Amanhã é a festa da empresa. Esqueceu?

Putz, sim!

— Claro que não! — Minto — Mas...carona? Onde é a festa? Não é aqui?

Josh bate na testa e eu agradeço porque eu queria fazer mesmo isso com ele.

— Não, Any. Não é aqui, é no salão lá no Upper East Side, lembra?

— Porra, por que tão longe?

Josh não responde. Ele revira os olhos e volta a teclar.

Droga, não vi roupa. Cabelo. Condução. Nada!

Mas de uma coisa eu sei, não vou ficar em um carro, sozinha, com Josh Beauchamp. Capaz de eu mata-lo bem ali e gastar meu queridíssimo réu primário. Ainda não, não vale a pena.

— Obrigada por oferecer, mas não. Vou dar meu jeito.

— E o seu jeito seria o que? Bryan? Penetra não pode entrar! — Ele diz com um tom de voz que beira a irritação e eu estranho. Eu nem falei nada do Bryan, por que Josh cismou com ele?

Contraste | beauanyOnde histórias criam vida. Descubra agora