Ok podem me matar, dessa vez foi culpa minha, assumo, não conseguia terminar o capítulo de jeito nenhum... Perdão.
Desculpem os erros e boa leitura.
5 de fevereiro.
- Benjamin? - Sussuro surpreso,congelado desacreditando na possibilidade.
-Benjamin morreu, agora sou Ronnie. - murmurou tão calmo, frio e calculista que eu quase acreditei por alguns instantes que aquele não era mesmo o meu irmão.
- Não, não pode ser... Mas...mas... Porque?... Meu irmão - Apelo, me emociono, estou confuso, perco o chão... Quero saber o que está acontecendo.
- Pare de gaguejar imbecil - gargalhou diabolicamente, irreconhecível - seu merda! Está espantado por uma única vez na vida eu ser melhor do que você? Hum? Está? Sim sou eu seu irmaozinho querido.
- Ben... - ainda estou tremendo - vo...vo...você está morto... Como pode? - digo agora alarmado, desconfiado. Não quero acreditar na suposições que estão rondando a minha cabeça.
- Como pode ver, nunca estive, meu sobrenome é vivinho da Silva agora. - tentou soar engraçado mas suas feições só me transpareciam crueldade... Deus queira que eu esteja errado - gostou da surpresa?.
Antes de responder a ironia, reparei melhor o local em que estávamos, o galpão era mesmo enorme e funcionava como armazenamento de frutas, a iluminação era escura com nuances vermelhas, caixotes de madeirite estavam por toda parte obstruindo o caminho e dois caminhões de transporte estavam estacionados do lado esquerdo, a escada de ferro que levava ao segundo andar estava a direita, lá era onde estava Muriel. O quecheiro forte das frutas pobres começava a me incomodar.
- O que aconteceu? Diga irmão! Mamãe foi sequestrada, você a salvou? O que está acontecendo contigo? Porque está com a mamãe? Eu te amo muito meu irmão... Senti muito a sua falta. Foi você quem trouxe pra cá? - as palavras saíram de minha boca sem controle, estava perdido, confuso... Louco?
- Estou comovido - ele finge chorar mas logo depois sorri cínicamente - Ah Leonel, não minta pra mim, é feio... Nesse momento você já deve desconfiar o que mamãe faz aqui... - ele respira - Você sempre me odiou eu sei. Eu também sempre odiei você e foi por isso que te trouxe até aqui! A diferença entre nós e que você sempre quis tudo o que é meu por direito mesmo não tendo uma gota de sangue do papai. - toca em meu ponto fraco. Não eu nunca quis nada que era dele, muito pelo contrário eu sempre fui o enjeitado de toda a família. Um erro, um deslize de dona Muriel.
- Você Está doente?... Você fez isso tudo? Você planejou isso tudo? Me diz! Não estou te reconhecendo irmão. - definitivamente não era o que eu conhecia, não o que eu guardava boas lembranças.
- Sim, eu mesmo, em carne e osso, como pode ver eu nunca estive tão bem, fui até o responsável por toda a sua desgraça nos últimos tempos - sorriu - Me diverti muito as suas custas! - meus olhos se estreitaram em sua direção em sinal de compreensão - é isso mesmo que está pensando maninho, minha morte não passou de uma farça Leonel, uma maldita farça na qual você caiu direitinho, todos vocês caíram direitinho. - gargalhou - E agora adivinhe quem vai morrer? Hum? - eu estava estático, incapaz de respirar - Bingo! Sim, é você! Não é maravilhoso?. Hum? - ele está perturbado, seus olhos sem foco me dizem isso. Sim ele está doente, doente mental.
- E você sabia de tudo mãe? - pergunto temendo a resposta de dona Muriel, sua postura indicava que ela sabia de tudo e algo mais... Estava calada, me observando em sua tradicional postura elegante e imponente. Cristo! Eu cai em uma maldita armadilha, uma armadilha feita pela minha própria família, pelas pessoas que amo - Não sabia que me odiava tanto assim - as lágrimas arderam em meus olhos, quando ela fez menção em responder, ele a interrompeu.
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Sem Fronteiras
Romansa*Proíbido pra menores de 18 anos! SINOPSE Tina Tuner é uma moradora da comunidade da Brasilândia, São Paulo, desde muito nova teve que lidar com a mãe alcoólatra, cuidar dos irmãos mais novos e os demais perigos que a cercaram e a fizeram sofrer naq...
