Demorei mas cheguei! Final de ano é tenso vocês sabem, mas hoje estou aqui! Desculpem os erros e boa leitura.
Ouço gritos estridentes ecoando pelo lado de dentro e de fora do salão. Eu estou sonhando, por favor Deus, diga que estou sonhando.. eu aperto meus olhos e rogo silenciosamente.
O desespero é avassalador, o pior dos meus pesadelos se realizou, está se realizando...Eu o perdi! Estou perdendo... Meu Deus eu o perdi.
- Leonel!! Oh Virgem Maria, Filho! Filho fala comigo - Com cuidado Olavo retira o filho ferido e desacordado de cima de mim e o deita ao meu lado aos pés da escada. - Não me abandona filho você não. - ele se desespera quando percebe a mancha de sangue na camisa banca do smokin.
- O que aconteceu?... - ouço o Vítor gritar e vir correndo desesperado de encontro a nós - Oh merda ele foi baleado. - diz quando se ajoelha e examina o estado de seu amigo - chamem uma ambulância imediatamente - ele olha pra todos que permanecem inertes a nossa volta - AGORA! - ele berra despertando a ação em todos eles.
- Vítor! meu filho, Vítor. - O pai lamenta pelo filho com os olhos marejados
- Calma seu Olavo, ele vai ficar bem. - ele o abraça e tenta de alguma forma tranquiliza-lo, mas eu vejo pelo seu olhar que nem ele tem muita certeza disso.
- Tina, Oh meu Deus Tina, você está bem? - Joana surge do nada, e me abraça como se sua vida dependesse disso. - Fala comigo Tina! - implora quando percebe que estou petrificada. - Você está toda suja de sangue! O que foi isso? Não estou acreditando... O que foi isso? - ela passa a mão pelo meu vestido e por minha pele tentando inutilmente me limpar.
- Joana - despertando da inércia eu choro, berro e me solto do seu aperto me debruçando sobre ele. - Ele morreu Jô, meu amor morreu. - berro me ajoelhando ao seu lado segurando seu corpo junto ao meu. - Eu te perdoo amor, não faz isso comigo, vota pra mim Leonel.
- Larga dele garota, a ambulância já chegou e eu te proíbo de acompanha-lo, você não é da família. - Muriel sem derramar uma lágrima que seja pelo filho, calmamente dita as suas ordens para mim.
- Muriel, por favor não é hora pra isso, a menina não tem culpa. - Olavo me defende da bruxa.
- Como não? Não duvido nada que ela seja a mandante desse atentado, você sabe ele é rico, ela pobre, favelada e esperta... Se esqueceu que ela mora naquele muquifo onde o meu Ben morreu?.
- Olha aqui madame, não vou permitir que insulte minha amiga quando ela não tem nem forças pra se defender, ela o ama, ama de verdade, não sei se a senhora sabe mas o mundo não é feito só de dinheiro e interesses, o amor também faz parte dele e ao contrário da senhora ele não escolhe as pessoas por classe social. - com raiva Joana e se vira pro Vítor dizendo com olhar que está prestes a voar na perua que na mesma hora recua, sério ele movimenta a cabeça dizendo que não e sai de encontro aos paramedicos.
- Ele ainda está vivo! Vamos imobiliza-lo, por favor não toque nele senhorita. - Assustada, chorosa e debruçada sobre ele, eu olho pro socorrista e assinto - A propósito a senhora também terá que vir conosco até o hospital, temos que cuidar das suas escoriações, examinar, verificar a presença de algum trauma ou lesão. - Ele aponta para os meus ombros e os meus cutuvelos. Eu nem se quer me dei conta de que eles estavam feridos, deve ter sido a queda - A polícia já foi acionada? - ele pergunta ao Vítor.
- Sim, parte está vindo pra cá analisar a cena do crime, parte para o hospital recolher os nossos depoimentos.
- Ótimo. - ele acena e vai em direção aos outros rapazes apressando o procedimento.
Em tempo recorde eles colocaram o meu amor em uma maca laranja. Seu corpo estava envolto em papel alumínio e seu pescoço imobilizado assim como o meu, graças a Deus e aos meus ferimentos vou poder ir juntinho a ele para o hospital, Da. Muriel não pode fazer nada.
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Sem Fronteiras
Romance*Proíbido pra menores de 18 anos! SINOPSE Tina Tuner é uma moradora da comunidade da Brasilândia, São Paulo, desde muito nova teve que lidar com a mãe alcoólatra, cuidar dos irmãos mais novos e os demais perigos que a cercaram e a fizeram sofrer naq...
