No dia seguinte, em uma manhã acalorada no deserto da Califórnia um carro preto chega próximo a nave, dela sai (o tradutor de latim da ONU), um homem de estatura mediano, de barba grande e vestindo uma calça jeans e um blazer verde escuro.
— Sou Gonzalo Perez, tradutor de latim da ONU, fui designado para esta missão! Grita o homem de fora da nave em latim.
— Entre, já estávamos preparando a decolagem — Diz Dak, saindo para encontra-lo e entrando juntos na nave; logo atrás deles fecha-se a rampa de metal.
— Preparar para a decolagem senhor Fonk; Anarka, traçar curso para Lefwetun — Diz o capitão Takar na ponte de comando sentado em sua cadeira de costume. — Preparar ignição para a decolagem — Continua ele.
— Sim, senhor, ignição em execução; esperando ordem para ligar as turbinas — Diz Fonk que é muito parecido com Takar, só com a cor dos olhos mais amarelados.
— Permissão concedida! Responde Takar.
— Decolagem iniciando, turbinas ligadas; na contagem de cinco: cinco, quatro, três, dois e um — Neste exato momento, Fonk empurra uma alavanca e a nave sai em decolagem.
Em uma alta velocidade a nave passa pela órbita terrestre e sai para o espaço.
— Aquecimento do casco da nave diminuindo, senhor — Diz Fonk.
— Continue o curso; Anarka, qual o tempo estimado para chegarmos a nossa casa? Pergunta Takar se levantando.
— Mil anos luz senhor; se seguirmos nesta velocidade — Responde Anarka.
— Em que velocidade estamos Fonk?
— Mais ou menos em dobra dezoito.
— Está certo.... Mantenham assim— Manda o capitão saindo da ponte e indo para a sala de reuniões da nave.
Chegando na sala, lá estava sentado, Gonzalo Perez e Dak, conversando; no momento em que entrou Takar eles param, ele se sentou em uma cadeira próxima a eles.
— Você é o representante terrestre que a presidente disse que pediria? — Pergunta o capitão.
— Sim, venho em nome da ONU e dos países do mundo para acertar o acordo com seu chanceler — Diz Perez estranhando os olhos alaranjados do capitão. — Mas será uma honra ser parte de algo tão histórico quanto a vinda dos senhores — Termina ele tentando ser educado.
— De nada. Dak chame Fronzela para que lhe mostre seus aposentos, acho que deve se alojar, a viagem será longa — Manda Takar com Dak saindo da sala.
Minutos depois de conversa na sala de reuniões da nave, a porta se abre e uma mulher de cabelos azul, olhos de serpente, usando um vestido que apenas lhe cobria os mamilos dos seis grandes e a virilha; entra na sala. Gonzalo não consegue parar de olhar para o brilho das escamas da barriga da mulher.
— Mandou me chamar, capitão? — Pergunta ela com uma voz leve.
— Sim, Fronzela, leve nosso convidado a seu aposento e faça com que se sinta aconchegado — Manda Takar olhando para ela com desejo.
— Muito obrigado pela hospitalidade — Agradece a Gonzalo se levantando, levando suas malas e seguindo Fronzela até seu aposento.
Chegando ao quarto, Fronzela abre a porta e entra com Gonzalo.
— Aqui não temos aposentos muito grandes, mas espero que goste — Diz Fronzela se aproximando dele.
— Obrigado, vocês são muito gentis — Agradece a Gonzalo se sentando na cama.
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Terra colonizada
Science FictionUma história de relação entre colonizado e colonizador, mas com uma nova perspectiva
