A interferência

3 0 0
                                        

Todos no planeta Lefwetun estão prontos para voltar à Terra; na pista de pouso, onde haviam mais de dez naves iguais a do capitão Takar, estão prontas para a decolagem.

— Vamos entrar? — Pergunta Takar chegando ao lado de Gonzalo que estava estático com sua mala na mão olhando as naves.

— Ah! Sim! Obrigado — Responde ele entrando logo atrás de Takar em uma das naves.

Dentro da ponte, todos já estão em suas posições; em pé e olhando pela janela da nave Takar diz:

— Harã, me coloque em contato com todos os capitães.

— Sim, senhor, já está.

— Preparar para decolagem! — Manda ele se sentando.

— Ignição preparada; ligando propulsores. — Diz Fonk.

A decolagem é um sucesso; Anarka marca o curso para a Terra e coloca a nave no piloto automático em uma alta velocidade.

— Com licença senhor capitão. — Diz Gonzalo entrando na ponte.

—Sim, o senhor não se acomodou ainda?

—Mais ou menos, a Fronzela não me olha mais da mesma forma e nem me trata igual.

— Também né? Bem.... Diga-me, o que foi?

— Eu gostaria muito de saber, por que estão indo pra Terra com tantas naves?

— Vocês nos aceitaram em seu país, não é? Só estamos indo colonizar, são todos civis, não se preocupe.

— Haviam tantos civis para retirar de seu planeta?

— Sim, sim... Chame a Fronzela — Manda ele olhando para Harã.

Em alguns minutos ela chega à ponte e pergunta:

— Mandou me chamar, senhor?

— Sim, leve Gonzalo a seus aposentos por favor.

— Gonzalo, siga-me...

" Estranho, por que ele está me expulsando da ponte e pareceu estar na defensiva? Espero que meu planeta não esteja em perigo; se não poderei ser o culpado por não ter transado com a Fronzela?". Pensa Gonzalo caminhando atrás de Fronzela, para seu aposento.

Chegando ao aposento, Fronzela abre a porta e vai embora sem nem olhar na cara de Gonzalo, que entra, fecha a porta e começa a arrumar as coisas.

Após dormir um pouco, Gonzalo de levanta, pois não conseguia parar de pensar no, porque, Takar teria sido evasivo no momento em que lhe perguntou sobre as naves.

Saindo do quarto, ele caminha pelo corredor rumo ao refeitório; Gonzalo Perez fica paralisado olhando para o que havia dentro.

— O que faz aqui? — Pergunta um humanoide vestido de preto com um tipo de chapéu de soldado, mas esse era com duas abas; seu rosto cansado e olhos vermelhos penetrantes, olhavam para Gonzalo de uma forma de julgamento.

— Quem é você? — Pergunta ele virando seu rosto para olhar.

— Sou o tenente Winn, designado para a colonização da Terra.

— Você sabe porque só há soldados no refeitório?

— Isso você deve perguntar ao general Takar, pois eu só cumpro ordens; agora volte para seus aposentos.

— Obrigado, mesmo assim, irei tentar falar com ele. — Agradece saindo nervoso e pensativo em direção à ponte.

— Senhor, já estamos chegando à Terra — Avisa Anarka.

— Harã, faça contato com os terrestres.

— Sim, senhor, já estou tentando contato.

— O que significa isso! — Grita Gonzalo Perez entrando na ponte.

— O que quer dizer? — Pergunta Takar, com todos que estavam na sala dando uma virada para olhar Gonzalo.

— Vocês estão trazendo soldados e não civis; isto não era o combinado!

— Isso não importa, a minha nave está indo com soldados, nas outras têm civis.

— Espero que seja verdade.

— Senhor, desculpe interromper, mas temos contato com o secretário de Estado americano. — Interrompe Harã.

— Ponha-o na linha. Olá, Eduard Hall.

— Olá, venho avisar que sua frota tem autorização de pousar no deserto da Califórnia e... venha...

— Harã, o que é essa interferência?

— Não sei, senhor, estou tentando averiguar, mas...

— Sou a general Stephany Scott, venho por meio desta interferência nas comunicações, afirmar que os senhores não são bem-vindos, por isso caso saíam dos Estados Unidos, os atacaremos. — Termina e apaga a comunicação, voltando para o que Eduard Hall estava falando.

— Preparar para pousar. — Manda o general se sentando.

Após o pouso, saem da nave o tenente Winn com mais dois soldados e vão de encontro a Eduard Hall, David Wagner e dois agentes do serviço secreto.

— Pergunte-o: onde está Gonzalo?

— Ele está em nossa nave, arrumando suas coisas; temos que tratar de um assunto.

— O que há? — Pergunta Hall com David como tradutor.

— Recebemos uma mensagem agora pouco de uma humana, dizendo que se sairmos de seu território ela irá nos atacar.

— Quem era essa?

— Não sei, ela falou diretamente com o general Takar e ele me mandou dar-lhe essa mensagem — Termina o tenente, voltando a entrar na nave.

Eduard Hall pega o celular e disca em uma linha segura para a presidenta.

— Alô?! — Atende a presidente Margareth.

— Senhora, parece que houve alguma interferência com a minha ligação para os Nardaks.

— Ah! Sim, eles chegaram bem?

— Não, senhora, eles receberam uma mensagem de uma general dizendo que: se eles saíssem do território americano seriam atacados.

— Como isso foi acontecer? Tem alguma ideia de quem possa ter sido?

— Não sei ao certo, mas a Itália e Alemanha se mostraram contra o apoio aos Nardaks.

— Tudo bem, irei ligar para eles e retorno se souber de alguma coisa. — Termina a presidente desligando o telefone.

Minutos depois, com todas as naves quietas e nenhum Nardak saindo delas; o celular de Eduard Hall toca.

— Sim, senhora presidente. — Atende ele.

— O presidente italiano confirmou, é a general Stephany Scott do Exército Unificado; estou indo de urgência para a Europa conversar com ele.

— Está certo, senhora.... Tentarei avisar o general Takar aqui, para que possam começar a colonização — Diz Hall desligando o celular e avisando para que David fale com o general, para eles começarem a sair das naves.

Após o aviso todas as naves abrem suas comportas e delas saem vários soldados fortemente armados e fazem um cerco envolta das naves; vagarosamente, da nave em frente à Eduard Hall, sai o general Takar, acompanhado de Dak, Anarka, Gonzalo Perez e o tenente Winn.

Terra colonizadaStories to obsess over. Discover now