Confirmando a informação

2 0 0
                                        

Em Nova Iorque, estão todos os agentes responsáveis pelo caso da morte de Eduard Hall, menos o agente Mackenzie da NSA. Sentado na ponta da mesa, está um homem alto de queixo esbelto, um cabelo que parecia ter sido arrumado com gel, seu rosto tinha uma aparência grotesca, talvez por algumas cirurgias que ele havia feito para esconder a idade e tentar melhorar a sua face. Seu nariz parecia ter sido arrancado de seu rosto por uma mordida de cachorro e seus olhos pretos eram bem fundos nos buracos.

— Sou o diretor do FBI, Johnson White. A presidente me pediu para comandar está missão enquanto ela está acertando alguns problemas, no Banker, na Casa Branca. O agente Mackenzie da NSA está com ela, ele foi encarregado de administrar a segurança da presidente e dos problemas na Califórnia.

— Senhor, eu recebi uma ligação do antigo embaixador da ONU, o que havia viajado com os Nardaks.

— E o que conseguiu? — Coloca as mãos na mesa e olha atentamente para os cabelos loiros de Meyer, passando levemente o olhar para seus olhos sedutores e azuis.

— Ele disse que recebeu a ligação de um dos alienígenas, o qual lhe informou que a morte de Eduard Hall foi só uma desculpa. Eles começariam a guerra de qualquer jeito.

— Interessante, mas isso é meio estranho, pois nos arquivos que andei recebendo do agente Banks, desde o começo, os Nardaks são pacíficos e amigos. Sem esquecer que o principal suspeito deste problema está sobre custódia do FBI.

— Mas temos que rever as referências para continuar a nossa investigação — Cruza as pernas e vira seu corpo na cadeira de um jeito que faz com que seu decote fique mais a mostra, o agente Banks não aguenta e dá algumas olhadas de relance.

— Acredito que possamos montar duas investigações: uma para entendermos o que disse o informante da agente Meyer e outro para tentar tirar o máximo de informações de Dimitre Nikolai — Tenta, enquanto fala, mudar o olhar para o diretor White.

Johnson White se ajeita na cadeira, abre um arquivo que estava a seu lado na mesa. Lê por um tempo, coçando a cabeça com o polegar, até que ele para, muda seu olhar para os presentes sentados envolta da mesa e diz:

— Me parece sensato, este caso é o mais importante da agência, qualquer informação deve ser considerada. Agente Meyer e Banks vão ver se a informação que deram sobre os Nardaks é real e Philips e Brooks interrogarão o nosso suspeito. Dispensados — Pega os arquivos e sai da sala sem olhar para ninguém.

Meyer se levanta lentamente, arruma seu vestido que estava coladinho no corpo, da uma levantada na parte do decote, pois seu sutiã estava começando a aparecer. Banks chega em sua direção, toca com a mão em seu ombro e diz:

— Como quer proceder? — Tira a mão.

— Temos que ir para a casa do meu informante, tentar entender melhor como foi que ele descobriu — Coloca todo seu cabelo sobre o ombro esquerdo.

— Mas você sabe onde ele mora?

— Não, mas ainda tenho seu número no celular — Tira o celular da bolsa e procura nas ligações recebidas. Encontra e começa a ligar.

— Gonçalo!

— Olá, você é o antigo embaixador terrestre, o que viajou com os Nardaks?

— Isso mesmo, você é a agente Meyer?

— Sim, precisamos falar com você em um lugar seguro.

— No Central Park, amanhã?

— Está bem, estarei lá — Desliga, colocando o celular de volta na bolsa.

No dia seguinte, com um furgão preto, Meyer e Banks chegam ao Central Park. Meyer coloca um pequeno comunicador no ouvido e vai sentar em um banco, enquanto Banks espera calmamente sentado no furgão com um rádio que tem ligação direta com o comunicado de Meyer. Passam-se alguns minutos e um homem de terno marrom se senta ao lado da agente.

— Dia lindo não?

— Sim, o sol está bem forte.

— Você parece policial, com essa roupa pouco formal.

— Sou eu mesmo, agente Meyer — Sussurra.

— A ligação foi feita por Dak, o alienígena que estudou por vários anos os humanos. Parece que ele está sendo contra as decisões de seus superiores.

— Você consegue ligar pra ele de volta?

— Não, foi por uma linha de uma tecnologia alienígena diferente, impossível de conseguir saber apenas pelo meu celular.

— Será que você poderia vir com a gente na colônia falar com ele?

— Não! Isso não, por favor — Se assusta e começa a querer sair de lá.

— Tudo bem, acalme-se, podemos levar Marta Gonçalves que ainda está na base do FBI. Está confirmado que foi Dak?

— Sim, foi ele — Se levanta. — Boa sorte. Não quero mais me meter com isso — Vai embora caminhando lentamente.

— Você ouviu isso Banks?

— Sim, Meyer. Já estou tentando me conectar com Marta. Volte para o furgão e tentaremos nos comunicar com Dak por uma frequência de rádio.

" Droga! Esqueci que eles só falam latim; já sei! Vou procurar na internet e enviar apenas uma frase para ele, caso responda vou usar um aplicativo no meu celular".

— Olá, aqui é o agente Banks do FBI, precisamos falar com você Dak — Repete ele algumas vezes em latim. Quando estava na quinta vez, uma voz começa a responder, Banks dá uma arrumada na frequência e começa a conseguir escutar nitidamente. Meyer abre a porta do furgão, se senta e fecha-a.

— Não sei onde poderíamos nos falar, mas adoraria ajudá-los — Responde Dak em latim, mas o aplicativo de Banks está traduzindo quase simultaneamente.

— Precisamos saber se foi você que mandou a mensagem para o embaixador Gonçalo. — Diz Meyer, mordendo seu lábio carnoso, levemente.

— Sim, eu confirmo isso, mas peço que, por favor, não voltem a se comunicar, é muito perigoso.

— Não tem problema, muito obrigado.

— Banks. Acho que devemos voltar a base e falar com o diretor do FBI para ver nosso próximo passo. Mas fico feliz de termos conseguido nos comunicar com eles sem a embaixadora Gonçalves, poderia ser muito perigoso.

— Certo, vou dirigir até lá. Acho que com isso, tudo muda. Sorte que gravamos a conversa e podemos mostrar para ele.

— Verdade.

Banks liga o furgão e sai para a base do FBI em Nova Iorque.

Terra colonizadaWhere stories live. Discover now