Naquela mesma noite, Alethia Meyer está fazendo seus toques finais, colocando o coldre, sua arma e o celular no bolso com um fone de ouvido, caso seja necessário o contato com a base. Ela está vestindo uma roupa social na qual seu blazer quase não fecha na região dos seus seios, por conta de seu tamanho, por isso ela o deixa aberto até a barriga, a camisa por baixo os define mesmo estando quase toda fechada, menos o ultimo botão.
Ela sai de sua sala e vai até o helicóptero que a estava esperando, junto dele estão dos homens, o agente Philips do FBI e outro homem, esbelto, bonito e de estatura mediana, sua camisa definia muito bem seu corpo. Ela chegou próxima a ele.
─ Sou o agente Dylan Sprouse da NSA, sou o representante da agência nessa operação ─ Meyer praticamente não presta atenção no que diz o homem, pois estava prestando muito mais atenção em seus músculos.
─ Vamos! ─ Diz Meyer entrando no helicóptero. Sem dizer nenhuma palavra os dois outros agentes também entram no helicóptero.
Chegando ao porta aviões, o helicóptero pousa e descem os três, com Meyer no meio. Esperando os, está Dimitre Nikolai com dois soldados italianos.
─ O que nos traz a sua ilustre presença ─ Diz ele, sendo irônico.
─ Não me venha com palhaçada! Preciso falar imediatamente com seu líder.
─ Pois bem, agentes do FBI, são sempre bem-vindos. Sigam-me ─ Ele começa a andar e os agentes o seguem.
Eles chegam a uma cabine, Dimitre abre a porta e diz alguma coisa, uma mulher fardada sai da cabine e diz:
─ Sou a general Stephany Scott, entrem por favor.
Eles entram e apenas Meyer se senta em uma das cadeiras, cruzando as pernas e esperando que Stephany também se sente. Ela se senta e pergunta:
─ Quem são vocês? Ainda não se apresentaram.
─ Sou a agente Alethia Meyer do FBI. Viemos aqui por causa de uma guerra eminente, não sei se você sabe, mas um grupo de alienígenas tem uma colônia aqui perto e estão declara...
─ Não há problema, podemos ajudar ─ Interrompe, batendo a mão aberta na mesa.
─ Na verdade, não é bem isso que gostaríamos de pedir, mas sim que deixem nos trabalhar e descobrir quem teria matado o secretário de Estado americanos. Assim podemos impedir a guerra ─ Ela morde levemente seus lábios carnudos inferiores.
─ Por essa eu não esperava. Mas vocês acreditam que teria sido alguém daqui o assassino? ─ Arregala os olhos.
─ Exato, segundo nossas investigações, estamos trabalhando com a hipótese de que tenha sido algum de seus soldados. Pode ser que você nem saiba, mas pedidos sua autorização para fazer perguntas a alguns soldados ─ Ajeita o blazer apertando um pouco os seios.
─ Acho que não haverá problema. Pedirei para o sargento Nikolai coloca-los em uma cabine, assim poderão fazer seus interrogatórios.
─ Muito obrigado ─ Agradece Meyer, se levantando e com os outros dois agentes seguindo Nikolai para a cabine designada.
Na manhã seguinte, com a sala do interrogatório devidamente pronta, Meyer está sentada de um dos lados da mesa e o agente Sprouse parado a seu lado.
─ Senhora, o agente Philips, está lá fora e me avisou que tem mais ou menos umas dez pessoas esperando para ser interrogadas.
─ Deixe entrar a primeira ─ Cruza as pernas e põe as duas mãos sobre a perna que estava mais alta.
Sprouse abre a porta e um soldado com o cabelo arrumado em gel, entra na sala, se senta na cadeira a frente de Meyer e fica alguns minutos olhando o seu rosto, perdendo às vezes seu olhar para os seus seios.
─ Sou a agente Meyer do FBI e farei algumas perguntas: você já viu em algum lugar este homem? ─ Ela mostra uma foto de Eduard.
─ Não. Por que estou aqui?
─ Quem faz as perguntas aqui sou eu. Qual o seu trabalho aqui no porta aviões?
─ Sou o soldado Adaman da infantaria. Nunca vi este homem.
Meyer observa atentamente as feições do soldado, morte os lábios inferiores e diz:
─ Obrigado. Entraremos em contato, caso haja necessidade.
Após sair o soldado Philip entra na sala e diz nos ouvidos de Meyer:
─ Dimitri Nikolai está aqui, ele disse que quer ser um dos primeiros, por ser sargento. Estou desconfiado de que foi uma ordem da general.
─ Mande-o entrar.
Dimitre entra na sala parecendo não querer estar ali. Ele se senta na cadeira lentamente e não consegue parar de olhar para Meyer.
─ Quer dizer que você é o sargento?
─ Isso mesmo. Por ordens de minha general estou aqui.
─ Você já viu este homem? ─ Diz ela mostrando de novo a foto de Eduard e observando todos os gestos do sargento.
─ Não.
─ Está bem. Pode ir.
Algumas horas depois de muitos interrogatórios, os agentes se unem na mesa e conversam sobre quem poderia ser o maior suspeito.
─ Dimitre, foi o que mais tenso estava, pode ser porque ele não queria ser interrogado, mas não podemos descarta-lo ─ Meyer morde seus lábios.
─ Acredito que, como Meyer foi a que fez os interrogatórios devemos tomar em conta sua hipótese, até porque achei muito estranho ele entrar antes de todos na fila, parecia que a general não queria mais ele aqui por algum motivo.
─ Então está certo. Colocaremos Dimitre Nikolai como principal suspeito de assassinar Eduard Hall.
Eles se levantam e vão a caminho da cabine do sargento. Meyer bate duas vezes na porta e ela se abre.
─ Pois não?
─ Dimitre Nikolai, você deve vir conosco para a base do FBI, faremos outras perguntas por lá.
─ Está bem.
Dimitre sai da cabine com os agentes, fica atrás de Meyer e não consegue parar de olhar para a bunda dela. Sprouse o cutuca e de um susto ele começa a tentar disfarçar e mudar o seu olhar. Eles entram todos no helicóptero e vão direto para a base provisória do FBI no deserto da Califórnia.
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Terra colonizada
Bilim KurguUma história de relação entre colonizado e colonizador, mas com uma nova perspectiva
