Acordei após ouvir um estranho alarme tocando em algum lugar próximo de onde eu estava. A abertura no teto foi a primeira coisa que vi assim que abri os meus olhos, ela estava há alguns metros de altura do chão.
Ao me sentar, fui tomada por uma dor intensa em meu ombro, da qual deduzi estar sentindo devido a possível queda.
Olhei ao redor mas nenhum dos dois estavam ali.
O que será que havia acontecido com eles?
Só o que eu conseguia me lembrar era da sensação de ter inalado alguma substância química.
Os inimigos com certeza sabiam que estávamos naquele corredor, pensei.
Talvez a discussão entre Kakashi e Genma tivessem alertado eles de alguma forma, o que automaticamente me fez sentir culpada por não ter interferido antes.
No momento eu precisava confiar neles e acreditar que estariam bem aonde quer que os dois estivessem.
Voltar para aquele corredor estava fora de cogitação, devido a altura e a falta de apoios nas paredes era impossível subir até lá.
Olhei ao redor novamente, desta vez de forma mais detalhada, ficando de certa forma aliviada por ver uma porta.
Me levantei rapidamente e fui em direção a ela, mas para a minha decepção, ela estava trancada. Mesmo se eu tentasse abrir ela a força seria em vão, pois a porta era feita de um metal extremamente reforçado.
Fiquei feliz por lembrar das ferramentas ninjas que eu sempre trazia em minha mochila durante as viagens que eu fazia, porém quando dei por mim notei que ela não estava mais em minhas costas, não só ela como até o meu colete havia sido tirado de mim.
Me virei para procurar por eles, mas não havia nada, nenhuma ferramenta e nenhum dos medicamentos. Minha bolsa de armas presa em minha cintura era tudo o que havia me restado, contendo apenas as minhas kunais e shurikens envenenadas.
Porém nada disso me ajudaria no momento.
Decidi procurar por algo dentro daquela sala que pudesse me ajudar a sair dali. Enquanto eu me afastava da porta e olhava para as paredes, mal podia deixar de ficar impressionada com a quantidade de quadros que estavam espalhados por todas elas. Diversas paisagens se misturavam com quadros mais abstratos que exigia um raciocínio mais amplo para deduzir o que aquelas formas representavam.
Novamente fui tomada por uma sensação de que aquilo me parecia ser familiar.
Decidi deixar os quadros de lado e continuei a minha busca. A sala não era pequena, mas também não era tão grande, estava bem iluminada, talvez iluminada até demais. Não possuía nenhum móvel, só quadros em todas as paredes e estátuas de bronze em formato de guardas samurais do tamanho de seres humanos. Haviam duas fileiras dessas estátuas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito.
Quando me aproximei para observar melhor a expressão de um deles, fiquei surpresa ao ver os detalhes que ela possuía. Representações de verdadeiros guardas reais, protetores de um reino importante e glorioso, como nas histórias em que minha mãe costumava me contar em minha infância.
Todos eles seguravam uma espada junto ao peito e olhavam para frente, por curiosidade acabei me aproximando ainda mais e toquei na espada que ele estava segurando e foi quando tomei um enorme susto que me fez recuar imediatamente.
Para a minha surpresa, a estátua começou a se mexer, girando para o lado direito dela, com um barulho estridente que me deixou em alerta.
Após alguns segundos ela simplesmente parou, agora olhando para outra direção das outras que estavam ao seu lado.
Precisei de um bom tempo para me recompor daquele susto, por um momento eu realmente achei que elas estavam vivas.
Mas quando olhei melhor atrás delas, notei que boa parte delas possuíam um pequeno mecanismo na área dos pés.
Mas… Por qual motivo? Era a pergunta que martelava minha mente.
Decidi tocar em todas as que possuíam o mecanismo e assim que todas elas se viraram e o barulho havia cessado, fiquei olhando para elas por um breve momento.
Em seguida imitei a pose delas, enquanto pensava no que iria fazer para sair dali, foi quando um quadro em específico chamou minha atenção enquanto eu as imitava.
Pensando bem… Todas essas estátuas parecem estar olhando para esse quadro agora, pensei.
Fui em direção ao quadro, talvez fosse o mais bonito de todos naquela sala, um lindo barco dentro de um lago, com pequenos pássaros voando no céu azulado.
Quando toquei nele, o quadro despencou no mesmo instante, ficando suspenso apenas por um dos lados enquanto girava na parede, revelando um pequeno compartimento.
Quando abri a pequena porta, vi que havia uma caixa de madeira contendo uma chave dentro.
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O Ninja Que Copiava - Parte 2
FanfictionParte 2 da história "O Ninja Que Copiava" (Por causa do limite de 200 capítulos ter sido atingido na parte anterior, irei continuar postando a continuação da história por aqui.) Momoe Hikari, uma shinobi renomada do País do Vento, chega em Konoha...
