Momentos depois…
- Ah… Finalmente… - resmungou Seiji para si mesmo, após passar pelos portões de Konoha. - Demorei mais tempo do que achei que iria nesta missão, e tudo isso graças a Anko.
Assim que pronunciou o nome dela, Seiji entrou em um estado pensativo enquanto caminhava pelas ruas da vila. Já fazia alguns dias que havia notado que Anko estava diferente, tratando ele de forma cada vez mais fria e evasiva. Não deixava mais ele participar das reuniões diárias (se caso ela estivesse presente), e durante as últimas duas missões das quais pediu para ele realizar, havia feito questão de escolher as mais distantes possíveis. Mal conversavam e sempre que estavam no mesmo ambiente, ela procurava inventar alguma desculpa esfarrapada para sair, dizendo que estava ocupada, ou seja, estava tentando de tudo para evita-lo. No início ele até considerou aquele comportamento normal depois do que aconteceu entre eles naquela madrugada, mas não achou que ela iria se manter daquele jeito por tanto tempo, ficando cada vez mais distante. Não que eles fossem tão próximos antes disso, mas até que possuíam uma boa relação, mesmo com a diferença de personalidade.
No fundo sabia que não podia culpa-la por agir assim, afinal, ela não estava muito bem ultimamente e mesmo ele avisando que não queria se aproveitar daquele momento de fraqueza dela, Anko havia decidido por conta própria ir até o fim. Seiji não queria pensar que ela havia se arrependido, não porque se importava com isso ou algo do tipo, a opinião dela não lhe dizia respeito, mas sim porque ela demostrou o contrário durante o acontecimento. E quanto mais ele tentava evitar as lembranças daquela madrugada, mais elas insistiam em surgir na mente e nos sonhos dele.
Seiji não era do tipo de homem que se apegava as mulheres com quem passava a noite, mas depois de ter ficado com Anko, algo parecia errado dentro dele, fora do normal. E como era de se esperar, precisou afastar imediatamente aqueles pensamento da cabeça, pois sempre acabava ficando excitado só de lembrar em Anko nua entre os seus braços.
Após piscar os olhos algumas vezes, ele tentou focar em algo ao seu redor para tentar se distrair, foi quando começou a escutar algumas gargalhadas bem animadas vindas de dentro do bar Hōjō Daidōji, um dos mais famosos da região. Seiji estava prestes a ir embora quando notou uma linda mulher sentada ao lado do balcão aonde servia as bebidas. Usava um vestido preto bem sexy que deixava amostra suas belas pernas. Mesmo o longo cabelo escondendo boa parte do rosto dela, ele acabou deduzindo que ela poderia ter mais ou menos a sua idade. Parecia estar sozinha enquanto bebia alguma coisa, porém não por muito tempo. Um homem de terno cinza, havia acabado de sair de uma das mesas cheias, andando de forma meio desengonçada enquanto se aproximava de onde aquela mulher estava. Claramente estava sob o efeito de álcool e a malícia nos olhos dele indicava que ele estava olhando para o corpo dela. Assim que ele se aproximou, colocou sua destra sobre o ombro dela, o que acabou chamando a atenção da bela mulher. Quando ela se virou, Seiji ficou assustado ao ver que era Hikari.
"Hikari? O que ela está fazendo aqui?" ele se perguntou, notando que ela também não estava sóbria, mal conseguia se manter equilibrada sobre a cadeira.
Seiji então deu uma breve olhada no local, para ver se encontrava alguém conhecido que pudesse estar com ela ali, mas no fim percebeu que ela estava sozinha mesmo. Hikari estava sozinha e bêbada, um prato cheio para homens iguais aquele que agora sussurrava alguma coisa no ouvido dela, mesmo com ela demonstrando que não estava interessada nele.
Seiji então decidiu entrar e ir ver o que estava acontecendo. De forma discreta ele se aproximou dos dois e após dar um leve pigarro, esperou até que o homem olhasse para ele.
- Pois não meu caro?
Assim que ouviu aquela pergunta, Seiji sentiu que o álcool devia estar saindo por todos os poros daquele homem esquisito. Os olhos caídos no meio daquela expressão carrancuda e velha, indicava que ele havia ficado bem incomodado por ter sido interrompido.
- Estava prestes a fazer a mesma pergunta ao senhor, pois notei que estava perto demais da minha namorada. Precisa de ajuda?
- Espere, ela está com você? Isto é verdade senhorita?
Hikari se virou para olhar nos olhos de Seiji, e após estreitar um pouco os olhos, ela deu um sorriso ao ter reconhecido o homem ao seu lado.
- Seiji!
O homem de terno ficou meio alarmado após ver a reação dela, e mesmo sob o efeito do álcool, percebeu que estava numa situação tensa agora. Foi quando tirou as mãos de perto dela e deu um passo para o lado.
- Me desculpe cara, mas ela estava sozinha. Como confia em deixar uma mulher como essa bebendo aqui sozinha desse jeito?
Seiji arqueou as sombrancelhas ao ouvir aquela bronca inesperada, ficando sem saber o que responder, afinal aquele velho estava certo. Hikari naquele estado era um alvo fácil.
- Vou tomar mais cuidado.
O homem deu de ombros e em seguida voltou para a sua mesa. Quando Seiji voltou a olhar para Hikari, a mesma se encontrava quase debruçada sobre o balcão agora, deslizando o copo que estava tomando saquê sobre ele devagar. Após afastar o cabelo do rosto dela, Seiji notou que bochechas estavam vermelhas e os olhos quase fechados, sinais que indicavam o nível em que ela se encontrava devido ao álcool.
- Hikari, você está bem?
- Hum…
- O que está fazendo aqui sozinha?
Hikari endireitou o corpo, levando o copo até os lábios, tomando o líquido transparente que ainda restava dentro dele de uma só vez. Em seguida pegou uma das pequenas garrafas, e quando estava prestes a servir mais uma dose a si mesma, foi impedida por Seiji que acabou tirando a garrafa da mão dela.
- Ei, essa garrafa é minha…
- Você já bebeu demais por hoje, está na hora de ir embora.
- Não quero ir embora, eu não terminei!
Seiji ficou incrédulo ao ouvir aquilo, havia uma boa quantia de garrafas sobre o balcão. Chegava a ser inacreditável o quanto ela conseguia beber em apenas uma noite, não era de se estranhar o estado atual em que ela se encontrava. E o mais impressionante, era que Hikari não estava bebendo qualquer saquê, ela estava bebendo um dos mais caros.
- Tudo bem, mas só mais uma dose e nada mais, está entendendo?
- Sim, eu estou.
Seiji deu uma breve risada sarcástica após ouvir aquela resposta, levando a garrafa até o copo dela para servi-la. Depois aproveitou que ela estava distraída para beber o resto que havia sobrado, justamente para que ela não ousasse pedir mais.
Assim que um dos atendentes apareceu, ele deu um leve aceno para que ele fosse até eles.
- Pois não senhor? Em que posso ajudá-lo?
- Eu quero saber quanto deu a conta dela - disse Seiji, pegando sua carteira.
Após uma breve olhada em seu caderno de anotação, e para as garrafas sobre o balcão ele disse:
- Deu 20.000 ryō senhor.
- O que? Tudo isso em apenas 10 garrafinhas de saquê?
- Pois é, esta senhorita tem um gosto bem refinado.
Seiji deu um longo suspiro e em seguida retirou as notas da carteira, entregando-as ao jovem que após guardá-las e agradecer, se retirou do local.
"De nada adiantou eu ter economizado durante as minhas últimas viagens…" pensou ele, totalmente indignado.
- Está satisfeita agora? Se acha que não irei cobrar por isso depois está muito enganada, agora vamos embora.
Enquanto tentava se levantar, Hikari mal prestava a atenção nele, totalmente imersa na música ao fundo. Por pouco não acabou perdendo o equilíbrio, foi quando Seiji a segurou pela cintura.
- Olhe só para você… - murmurou ele, indo com ela para a saída. - Nunca pensei que iria te ver nesse estado.
- Eu estou muito bem…
- Eu estou vendo - disse ele enquanto se dirigiam para a rua agora. - Bem até demais, eu diria.
Durante o caminho, Seiji notou que ela parecia meio dispersa, olhando para o céu uma vez ou outra enquanto apontava para as estrelas.
- Kakashi deve estar bem preocupado com você.
- Kakashi… não posso ir mais pra casa dele.
Seiji franziu o cenho.
- O que? Do que você está falando?
- Eu não posso…
Seiji parou de andar e em seguida ficou de frente para ela.
- Porque você não pode Hikari?
Após notar que ela estava com lágrimas nos olhos, ele deduziu que talvez eles tivessem brigado por algum motivo e que talvez fosse por isso que ela se encontrava nesse estado agora.
- Vou te levar para o seu dormitório então.
- Não! - exclamou ela, puxando-o pelo braço, abraçando-o logo em seguida. - Não quero ficar sozinha…
Seiji ficou sem saber como reagir naquele momento enquanto olhava para ela, confuso com o que estava acontecendo. Hikari não estava mesmo consciente das próprias palavras que estava dizendo.
Mal se aguentava em pé de tão bêbada que estava e aquilo o deixou sem saber o que fazer.
Por fim acabou pensando em uma única saída que veio em sua mente e disse:
- Vem, eu vou te levar para a minha casa.
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O Ninja Que Copiava - Parte 2
FanfictionParte 2 da história "O Ninja Que Copiava" (Estɑ históriɑ estά sob revisα̃o!) {Por causa do limite de 200 capítulos ter sido atingido na parte anterior, irei continuar postando a continuação da história por aqui.} Momoe Hikari, uma shinobi renomad...
