27.

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GWEN

Tudo ao meu redor passa ser em câmera lenta. Assisto meu celular cair ao chão, levo minhas mãos aos cabelos e puxo com força.

Onde está a minha neném?

Começo a negar com a cabeça e meu coração se aperta em meu peito. Caio no choro, angustiada e uma forte vontade de vomitar.

Preciso achar ela.

- Gwen. - Paolo me chama mas nem ao menos consigo falar alguma coisa

Estou em pânico.

Ele se abaixa na minha frente e pega meu celular no chão. Vejo sua expressão mudar drasticamente enquanto ele ouve o que Alexis tem a dizer. Quando enfim ela termina, ele joga meu celular em cima da cama e respira fundo.

- Eu quero minha filha. - enfim consigo falar e caio de joelhos chorando - Ela é pequena, não tem que passar por isso. Necessito da minha bebê. - praticamente grito em meio as lágrimas e Paolo vem me amparar

- Gwen, preciso que você mantenha a calma agora. - ele diz e me coloca na cama - Só relaxa, descansa um pouco que eu vejo o que posso fazer.

- Não me venha pedir para relaxar enquanto minha filha está desaparecida. - grunho e me levanto

- Ela é nossa filha Gwen. - ele ruge também abalado

Os olhos de Paolo se encontram vermelhos, como se ele estivesse segurando o grito e o choro.

- Paolo, eu preciso dela. - digo chorando e ele me abraça

- Eu sei preta, nós precisamos. - ele beija minha cabeça

- O que Alexis disse? - pergunto fungando

- Disse que a diretora falou que uma mulher foi busca-la mais cedo. - diz e meu corpo inteiro tenciona

- Foi ela. - digo entre os dentes e agarro sua blusa em meu punho contendo minha raiva

- Quem Gwen?

- Nadja.

- Não fale besteira. - ele diz e eu o olho séria - Porque ela faria isso? Ava é só uma criança.

- Sua namorada é baixa e suja. Doente por você e tudo ao redor. Eu sei que foi ela. - me afasto

- Gwen, não diga o que não sabe. - diz e eu o olho sem entender

- Está defendendo ela? - o olho séria

- Não, só não quero que você saia julgando os outros sem prova. - dá de ombros - Pode ser a sua mãe que teria buscado ela. - diz

- O pessoal conhece a minha mãe, se fosse teriam avisado que a mulher é ela.

- Só estou tentando dizer que pode não ser a Nadja.

Sorrio sarcasticamente e limpo meu rosto

- Olha toda a merda que ela causou em minha vida. - abro os braços - Você acha mesmo que ela não faria qualquer coisa para me afastar de você? - digo com pura raiva e ele dá de ombros - Ela sequestra o que nos liga.

Ou Paolo é louco ou doente.

- Acho que isso é ir longe demais.

- Existem pessoas loucas no mundo Paolo. - digo

- Gwen. - ele tenta - Fica calma, vamos dar um jeito.

- Dar um jeito. - sorrio frio - Dar um jeito. - repito - Que jeito? Eu só quero encontrar a minha filha e arrancar fio por fio do cabelo de sua namorada.

- Gwen. - me alerta

Afirmo com a cabeça e olho ao redor.

Babaca

Pego meu celular em cima da cama e ajeito meus cabelos.

- Aonde você vai? - pergunta

- Só vou te dizer uma coisa Paolo. Uma mãe sabe quando algo está errado com seu filho. - aponto meu dedo em seu rosto em riste - E se a sua namorada tocou em um fio de cabelo da minha Ava, pode começar a preparar o funeral dela pois ela morre hoje.

- Gwen. - tenta mas eu não deixo

-Não diga nada. Continue defendendo, tentando ser parcial ou seja lá o que você esteja fazendo. Fique do lado dela. - digo com pura raiva - Mas eu sei que foi ela, todos os meus instintos dizem isso. - passo por ele - Eu irei revirar todos os cantos até encontrar minha filha, não suportaria ficar sentada sem fazer nada.

Saio do apartamento como um furacão. Pego um táxi e peço para ele rodar toda a cidade.

Fui nos lugares em que costumo ir com ela; apartamento, praia, academia, mercado, shopping... Minha última parada foi no parquinho. Ali onde eu sempre que possível trazia ela para brincar e andar de bicicleta.

Me sentei em um bando e olhei ao redor. O tempo está fresco, a frente fria está para chegar. Pais e crianças brincam e conversam por todo canto. E ali me permito chorar silenciosamente.

- Eu só quero a minha filha. - digo e encaro o céu cinza - Por favor - suplico em meio as lágrimas

E nessa hora meu celular toca ensurdecedoramente. O pego com a visão embaçada e vejo ser a minha mãe me ligando. Limpo as lágrimas e me levanto saindo de perto do barulho do parquinho.

- Oi mãe. - digo com a voz embargada

- Gwen, Ava está aqui no hospital. - ela diz e eu congelo - Venha rápido

Minha filha

- Eu estou indo para ai. - digo e desligo

Preciso de um táxi.

Como se estivéssemos interligados. Um carro preto vira a esquina com uma velocidade alta e para bem na minha frente. Paolo abaixa o vidro e me olha.

- Para o hospital o mais rápido possível. - digo assim que entro e ele acelera com tudo.

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Nada a declarar 🥺

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Xxlys

GwenOnde histórias criam vida. Descubra agora