Capítulo 5

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Após aquela noite a escola entrou em estado de emergência. Todos olhavam e apontavam para Harry, principalmente com a ajuda de Filch mantendo aquilo fresco na mente de todos passeando pelo corredor e atacando alunos a toa.

O ataque pareceu deixar Gina muito nervosa também, porém seu medo era diferente dos outros e isso aguçou a atenção deles sobre a pequena ruiva, porem não por muito tempo ja que o  próprio grupo se afetou, não era comum ouvir vozes, mesmo no mundo bruxo! E isso fez com que eles passassem mais tempo ainda na bibliotecas. Parecia normal mas até mesmo a bibliotecária se preocupou como o estado deles.

- Algo esta errado... - Hermione rosnou. - Todos os exemplares?! O que eles querem esconder? - Perguntou irritada.

- Mande uma carta para seus pais e pessa para eles enviarem para você o seu. Sinceramente não sei como você o esqueceu. - Rony disse olhando sobre seus próprio livro.

- Eu também não sei... Desculpe. - Disse a última palavra olhando para Harry que acenou com a cabeça.

- Eu posso abrir mão dos votos de não violência? - Neville perguntou derrepente, ele estava com um numero grande de livros na mão e a outra segurava a varinha recém usada.

- Do que esta falando? - Hermione perguntou ajudando o amigo com os livros.

- Esse lufanos de boca grande, tem a coragem de falar mal de Harry na minha frente. - Disse guardando a varinha. - Bom, talvez eles não falem por um tempo mas mesmo assim. - Ele havia lançado um selar de lábios nos mesmo, ficariam assim até o final da tarde, ou até um professor desfazer ja que era um feitiço um pouco difícil.

- Deixe-os falar, não me importo. - Harry disse ao amigo. - As pessoas precisam de alguém para culpar, antes eu do que vocês. - O menor bufou mas obedeceu.

- Isso é idiotece, você é mestiço! Por que iria atrás de nascido trouxas?! Hermione é conhecida como uma nascida trouxa também! Não faz sentido. - Harry deu de ombros. Eles passaram o tempo livre ali, pesquisando sobre a Câmara Secreta e seus próprios deveres quando a bibliotecária apareceu os avisando da hora do jantar.

*

Um tempo depois os alunos ja não aguentavam mais tanto suspense, e Hermione que gostava de saber das coisas também explodiu.
Em uma monótona aula de História da magia ela levantou sua mão, era algo totalmente novo ja que nem ela atrapalhava aquela aula, passando seu tempo fazendo outros deveres.

- Sim senhorita..? -

- Granger, senhor. - Disse firme.

- O que deseja? - Hermione não tremeu em perguntar.

- O senhor poderia nos falar sobre, a Câmara Secreta? - Se eles tentassem esconder deles sobre a Câmara, ela iria os colocar na parede, ja tendo perguntado a três professores sobre isso. Nenhum respondeu mas isso não a parou.

- Minha aula é de História, senhorita, lido com fatos não lendas. - E voltou a ditar seu texto, mas Hermione não se abateu.

- Mas as lendas não se baseiam em fatos? - Questionou novamente.

Ele estudou Hermione com cuidado antes de falar. - Porém a lenda que a senhorita fala é tão irreal e sensacionalista... - Ele parou, toda a sala estava pendurada em cada palavra que ele dizia. Provavelmente a primeira vez desde sua chegada na escola, Harry pensou ácido. - Ah, muito bem... Os senhores todos sabem, é claro, que Hogwarts foi fundada há mais de mil anos... a data exata é incerta... pelos quatro maiores bruxos e bruxas da época. As quatro casas da escola foram batizadas em homenagem a eles: Godrico Gryffindor, Helga Hufflepuff, Rowena Ravenclaw e Salazar Slytherin. Eles construíram este castelo juntos, longe dos olhares curiosos dos trouxas, porque era uma época em que a magia era temida pelas pessoas comuns, e os bruxos e bruxas sofriam muitas perseguições... - Seu olhar vagou pela sala vendo que de fatos estavam todos ouvindo. - Durante alguns anos, os fundadores trabalharam juntos, em harmonia, procurando jovens que revelassem sinais de talento em magia e trazendo-os para serem educados no castelo. Mas então surgiram os desentendimentos. Ocorreu uma cisão entre Slytherin e os outros. Slytherin queria ser mais seletivo com relação aos estudantes admitidos. Ele acreditava que o aprendizado de magia devia ser mantido no âmbito das famílias inteiramente mágicas. Desagradava-lhe admitir alunos de pais trouxas, pois os achava pouco dignos de confiança, principalmente naquele tempo de caçada. Passado algum tempo houve uma séria discussão sobre o assunto entre Slytherin e Gryffindor, e Slytherin abandonou a escola...- Os quatro seguraram o ar, foi por isso que os fundadores se separaram. Ele continuou. - É o que nos contam as fontes históricas confiáveis. Mas estes fatos honestos foram obscurecidos pela lenda fantasiosa da Câmara Secreta. Segundo ela, Slytherin construiu uma câmara secreta no castelo, da qual os outros nada sabiam. Slytherin teria selado a Câmara Secreta de modo que ninguém pudesse abri-la até que o seu legítimo herdeiro chegasse à escola. Somente o herdeiro seria capaz de abrir a Câmara Secreta, libertar o horror que ela encerrava e usá-lo para expurgar a escola de todos que não fossem dignos de estudar magia... - O silêncio na sala era um que insitava mais, querendo ouvir mais. - A história inteira é um perfeito absurdo, é claro. Naturalmente, a escola foi revistada pelo ministério à procura de provas da existência dessa câmara, muitas vezes, pelos bruxos e bruxas mais cultos. Ela não existe. Uma história contada para assustar os crédulos. - Disse voltando a olhar seu quadro negro comos e fosse começar a ditar novamente.

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