Sussurros Obscuros

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"Olhe no fundo dos meus olhos e diga-me que amanhã estaremos sãos e salvos?"

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Era manhã quando Eisley sentou-se em uma mesa da biblioteca e começou a ler O Livro de Cam da autora Lauren Kate. Ela havia comprado aquela obra na livraria do Shopping quando foi fazer compras com Lorenzo e seus irmãos.

- Bom dia, ilha de gelo.

Ela olhou para o lado, avistou Dylan sentado na cadeira ao lado e perguntou:

- Como disse?

- Seu nome significa ilha de gelo, Eisley. - ele respondeu.

- Aham.

Eisley nunca havia dado importância para procurar o significado do seu nome, já que desde criança teve que trabalhar para garantir comida dentro de casa e um teto sobre sua cabeça e de sua mãe.

- Está gostando do livro? - Dylan perguntou curiosa.

- Comecei agora. - ela respondeu.

Quando Dylan abriu a boca para perguntar algo, o celular dela treme sobre a mesa. Ao pegar o aparelho Eisley leu a mensagem, cujo o emissor era desconhecido.

Encontre-me na sala de música.

Quem quer fosse também estudava na mesma escola e a conhecia.

- Eu preciso ir. - ela disse levantando-se da cadeira.

Eisley saiu da biblioteca e subiu as escadas. Ela virou a esquerda no corredor pouco movimentado e entrou na sala de música.

- Olá?

Eisley fechou a porta ao ver Romeu sentado sobre o parapeito da janela. Ao aproximar-se dele, percebeu que seu rosto estava sereno enquanto assistia as nuvens cinzas se unirem para mais uma vez a chuva cair sobre Veneza.

Romeu virou seu rosto para olhar Eisley que estava confusa por estar ali sem motivo algum. Ele desceu do parapeito da janela e ficou de frente para ela.

- Por que estou aqui, Romeu? - ela perguntou confusa.

- Bom...

- Você bebeu? - ela perguntou sentir o odor de álcool sair da boca dele.

Romeu revirou suas íris azuis por imaginar o quanto o fato de estar bêbado era surpreendente para ela.

- Você é tão burra. - ele afirmou.

- Chamou-me aqui para me agredir? - ela perguntou curiosa.

Romeu aproximou seu rosto do dela até a ponta de seus narizes encostarem um no outro e respondeu:

- Não estou lhe agredindo.

Ao perceber que ele estava tão perto de seus lábios pintados na cor nude, Eisley sentiu um zoológico de borboletas nascer em seu estômago e seus olhos queriam se fechar contra a sua vontade.

- Eisley. - ele sussurrou como uma oração.

- Romeu. - ela também sussurrou.

Os olhos de Eisley estavam totalmente fechados quando Romeu afastou-se silenciosamente dela e percebeu o quão nervosa ela estava totalmente paralisada a sua frente.

Rabiscos Na BrumaOnde histórias criam vida. Descubra agora