Mãos Pecadoras

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Eisley olhava seu reflexo no espelho sem vontade de continuar respirando. Ela estava vestida em um vestido tubinho preto, calçava um dos pares de saltos mais lindos  da Itália e usava uma pulseira com o pingente de um lobo.

Rossi adentrou no quarto da jovem e assistiu o semblante abatido de Eisley, mas para tentar animá-la, ele disse:

- Eu sabia que este vestido ficaria maravilhoso nesse corpão que você tem.

Ao perceber que nem mesmo  elogiando o corpo de Eisley, ele conseguiria arrancar um sorriso dela.

- Estão todos na sala a sua espera. - Rossi disse colocando as mãos sobre o ombro dela.

Eisley abaixou a cabeça e lembrou-se da forma agressiva como os policiais arrastaram Amélia algemada da quitinete de onde moravam e a jogaram no carro da polícia como se  ela fosse um saco de lixo.

Rossi secou uma lágrima que escapou dos olhos de Eisley e ambos saíram do cômodo.

Antes de começarem a descer os degraus da escada, Eisley observou para todos os membros da família Lavigne que estavam reunidos na sala vestidos de preto para acompanhá-la no funeral.

Ao passarem pela porta, Theodore abriu a porta limusine para que eles pudessem entrar. Enquanto ele caminhava para o assento de motorista, Eisley olhou da janela fechada para Rossi que estava do lado de fora da casa acenando para eles.

Lorenzo e Theodore eram as únicas pessoas naquela casa que compreendiam e com quem ela poderia falar sobre seus sentimentos.

Ao chegarem no cemitério, eles desceram do carro e caminharam por vários túmulos. A família Lavigne parou em frente à uma lápide onde estava escrito:

Amélia Avalon

E mais abaixo do nome tinha uma frase gravada:

Enquanto viver, lembre-se que o amanhã existirá se você estiver vivo.

Após ler aquela frase mentalmente, Eisley lembrou-se de que sempre que ela arrumava confusão na escola. Amélia dizia aquela frase para e alguns provérbios que não conseguia recordar-se no momento.

Naquela manhã Leon aconselhou Eisley e seus irmãos a não irem para escola. Ele havia prometido que chegaria do trabalho o mais cedo possível e mesmo na ausência do marido, Ramona continuava sendo a soberana que dizia ser.

Era tarde e Eisley estava com os braços cruzando e o corpo encostado na parede. Ela observava a chuva cair grosseiramente sobre o jardim e algumas lágrimas silenciosas, mas ela as secou quando escutou uma batida na porta.

Rabiscos Na BrumaOnde histórias criam vida. Descubra agora