Almas de vidro

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"Porque as nossas almas são feitas de vidro, mas elas não trincam. Elas quebram e os estilhaços causam cortes profundos."

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Deixei a música tocada no capítulo acima:

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Era manhã quando Eisley abriu seus olhos e notou que Justin não estava ao seu lado. Ela levantou seu corpo da cama e saiu do quarto, e ao adentrar na sala o viu fechando a porta da frente.

- Bom dia, minha borboleta. - ele disse jogando a chave sobre a mesa de centro.

- Onde você esteve? - ela perguntou curiosa.

- Fui pagar a mensalidade do quarto, querida. - respondeu.

Eisley não soube o por quê estava preocupada se ele havera dito a verdade. Mas ela tinha a intuição de que Justin poderia ter feito algo errado ou estava prestes a fazer.

Eisley conhecia a história de toda a vida dele. Ela sabia que Justin fora uma criança de óculos que tinha muitos sonhos, mas com as violências do pai dentro de casa, ele se viu obrigado a partir e construir um futuro para si. Diferente dela que transformou em caos tudo o que estava a sua volta e destruiu muitas coisas quando surtou.

Eram 15h30min da tarde quando Eisley passou pela porta da frente da mansão e avistou Ramona tomar chá com uma outra mulher que aparentava ser um pouco mais jovem que sua madrasta. Como ambas não deram atenção para a jovem, ela apenas subiu as escadas para o seu quarto.

Quando chegou no corredor que dava acesso aos quartos, Eisley percebeu que a porta do quarto de seu irmão estava entreaberta. Mas ela perguntava-se se era seguro conversar com Romeu depois do que ocorrerá na noite passada.

Eisley tirou aquela ideia de sua cabeça e adentrou em seu quarto. Ao tirar o cachecol de seu pescoço, ela olhou para as marcas que Romeu havera deixado em sua pele e passou mais maquilhagem para cobrir o hematomas.

Ao sair pela porta da frente, ela encontra Romeu sentado no banco que ficava abaixo da sacada. Eisley caminhou em direção à ele e sentou-se ao lado do irmão.

- Você brigou de novo? - ela perguntou ao observar um machucado no canto da boca dele.

- Desde quando se importa? - ele perguntou curioso.

- Será que podemos deixar o passado para trás, Romeu? - ela perguntou estupefata. - Estou cansada de brigar. -  acrescentou.

- Lamento. - ele disse levantando-se do banco. - Porque eu nunca canso de brigar, minha borboleta. - concluiu.

Eisley levantou-se rapidamente, segurou o pulso do irmão bruscamente e perguntou:

- Do que você me chamou?

Romeu olhou confuso para ela e respondeu:

- Algum problema com borboletas?

Eisley soltou o pulso dele com certa desconfiança. Somente, Justin a chamava daquele apelido e ela sabia muito bem o motivo da ter ganhado aquela denominação. Rapidamente, ela lembrou-se de quando ele havera descoberto todas as coisas sobre seu passado:

- Fiquei com medo de que me odiasse. - ela disse enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Rabiscos Na BrumaOnde histórias criam vida. Descubra agora