Minha Borboleta

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Quando Theodore estacionou a limusine em frente à Nuvem Branca e abriu a porta do carro. Ele assistiu Chris descer primeiro e em seguida Romeu, quando Eisley saiu do carro, ele disse:

- Desculpe-me.

Eisley olhou para ele com o olhar curioso.

- Perdoe-me por beijá-la naquele dia. - Theodore desculpou-se novamente.

- Podemos conversar no Jardim está noite? - ela perguntou nervosa. - Não posso atrasar-me para aula. - acrescentou.

Theodore assentiu.

Quando Eisley passou pelos portões, ela assistiu vários alunos olhando para a capela que estava cercada por uma zebrada de cor amarela com listas pretas que era usada para interditar uma cena de crime.

- O que aconteceu? - Eisley perguntou aproximando-se de Romeu.

- Algum homicídio. - respondeu.

- Como você consegue dizer isso com tranquilidade? - Chris perguntou pasmo.

O diretor estava na entrada da capela junto com alguns polícias, mas eles afastarem-se do local assim que alguns homens vestidos de branco saíram do local com um corpo dentro de um saco plástico de cor preta sobre uma maca.

- Eu avisei. - Romeu disse cruzando os braços.

Enquanto as autoridades passavam pela multidão com os diretor e os técnico de necropsia. Eisley avistou Dylan correndo em direção a ela.

- Você sabe o que aconteceu, Dylan? - ela perguntou curiosa.

- Um dos alunos da escola faleceu. -  respondeu. - Parece que foi Ryan Folen. - concluiu.

- Mas sabem quem fez isso? - perguntou Chris.

- Não. - respondeu Dylan. - Mas...

Antes que ele terminasse de responder a pergunta do garoto, Dylan avistou Romeu ao lado do irmão com os braços cruzados e com os olhos fixos nele. A boca dele ainda estava um pouco machucada por causa da briga que tiverem no dia anterior.

- Depois nos falamos, Eisley.

Foi tudo o que Dylan disse antes de sair caminhando para dentro da escola com alguns garotos. Eisley quis ir atrás do amigo para entender o que havera acontecido, mas ela para ao sentir uma mão segurar o pulso dela.

- O que você está fazendo, Romeu? - ela perguntou confusa.

- Deixa ele ir. - respondeu disse oferecendo um olhar mortal para ela.

Assim que ele soltou o pulso da irmã, Romeu assistiu Eisley entrar dentro da escola. Ao olhar para as pernas danificadas dela, ele lembrou de quando suas mãos passearam pelo corpo dela na noite passada.

Eisley provocava ele com os olhos e o seduzia com o sorriso. O corpo dela era uma armadilha para os desejos noturnos que ele tinha sobre ela.

Não posso deixar aquele idiota estragar isso. Romeu sussurrou enquanto flagrava-se caminhando pelo corredor escuro e de piso opaco.

Eisley adentrou na biblioteca e avistou Dylan sentado no parapeito da janela olhando o exterior da escola através da brisa. Ele estava tão calmo, mas ao mesmo tempo parecia preocupado com algo.

Rabiscos Na BrumaOnde histórias criam vida. Descubra agora