"Cantarei Kiss Me para quando você estiver ao meu lado e gritarei One para quando você estiver longe."
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Deixei a música tocada no capítulo acima:
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Eisley desceu as escadas lentamente com sua mãos deslizando sobre o corrimão de madeira recém polida. Ao adentrar na sala, ela avistou todos reunidos no recinto com os olhos fixos na televisão que mostrava a reportagem dos bombeiros apagando o fogo de uma casa.
O barulho do celular de Eisley que estava no bolso traseiro de seu short jeans despertou a atenção de todos no recinto para ela. Ela olhou rapidamente para tela do aparelho e percebeu que havia um torpedo na sua caixa de mensgagem.
Temporada de caça à homicida começou e todos estão caçando. J.
Ao terminar de ler a mensagem totalmente constrangedora que recebeu, Eisley levantou seus olhos e notou que todos estavam olhando para ela.
- A casa estava abandonada há dois anos, desde que o morador faleceu em um acidente. - disse a repórter na televisão. - A residência pertencia a Justin Blaine, o ex-fuzileiro do exército americano que faleceu em uma explosão. - acrescentou.
Ela perguntava-se se fora um acidente ou alguém estava atrás de Justin e incendiou a casa dele achando que ele estava lá. A volta do mundo dos mortos ainda era um ponto interrogação para Eisley, mas tudo o que ela queria era abraçá-lo como se fosse perdê-lo.
Já se faziam duas semanas que ela tinha descoberto que Justin estava vivo e desde aquela noite, ela não o vira ou tivera notícias dele. Mas Eisley queria que o desejo de tê-lo ao seu lado fosse embora, porque seu amor estava mais forte que nunca.
Eram aproximadamente 23h48min da madrugada e Eisley continuava perambulando sob as luzes das ruas vazias da Itália. Com as mãos no bolso do seu moletom cinza, a aparecia abatida e os olhos vermelhos, ela continuava caminhando em rumo a lugar algum.
Eisley não sabia que horas eram e não fazia ideia de há quanto tempo ela ainda continuava caminhando como se estivesse aérea ou perdida. Os pés já cambalevam de tão doloridos e cansados que estavam, e os olhos estavam piscando por não conseguir dormir desde as duas noites passadas.
Quando não restou mais forças para Eisley continuar andando, ela caiu de joelhos no chão e olhou para o céu sem estrelas. Após o seu corpo atingir o solo molhado pela água da fonte da praça, ela ainda conseguiu ver uma estrela brilhar antes de seus olhos se fecharem.
Eram 09h07min quando Eisley abriu os olhos e olhou o teto de madeira acima. Ela notou que estava apenas com o seu conjunto de peças íntimas cobrindo o seu corpo e começou a perguntar a si mesma como fora parar naquela casa.
- Graças à Deus que você acordou. - sussurrou uma voz masculina.
Ela levantou os olhos e assistiu Justin caminhando em direção à cama em que estava deitada segurando uma bandeija com um copo de suco e três panquecas. Eisley observou atentamente quando colocou a bandeija sobre o criado-mudo e sentou ao lado dela dizendo:
- Já estava preocupado e se você não acordasse...
- Shh. - ela sussurrou colocando o dedo na boca dele.
Justin aproximou seu rosto lentamente e encostou sua testa na dela. Sentir a respiração de Eisley invadir suas narinas era a única que confortável seu coração perdido naquela manhã fria e chuvosa.
Eisley acariciou o rosto dele com sua mão direita e permitiu que seus lábios tocassem nos dele. Justin envolveu seu braço a redor da cintura dela, enquanto a beijava como se o amanhã não fosse chegar.
Nossa! Ele sussurrou no fundo de sua mente, enquanto deitava sobre o corpo de Eisley como queria ter feito antes. Justin não conseguiu explicar a forma como se sentia, mas ela não era o tipo de garota que o levaria até o céu.
- Obrigada. - ele sussurrou entre os beijos.
- Pelo quê está agradecendo? - ela perguntou curiosa.
Justin mordeu levemente o pescoço dela e respondeu:
- Obrigada por trazer o céu até mim.
Eisley segurou o rosto dele com ambas mãos e o beijou desesperadamente. Justin se desfez rapidamente de sua camisa e tirou toda as peças íntimas que cobriam o corpo dela.
Justin tocou-lhe o pescoço com seus lábios e depositou vários beijos ternos enquanto descia em direção ao abdômen definido dela. Eisley sentiu-se totalmente vulnerável quando ele passou a língua três vezes ao redor do seu umbigo e sussurrou o nome dele como uma prece:
- Justin.
O calor dos corpos de ambos subiu e contagiou todo o recinto com os sussurros e gemidos. Mas quando Justin acalmou-se, Eisley se aninhou sobre ele enquanto seu suor escorria misturava-se com o dele.
Eles se amaram perfeitamente como a letra da música Kiss Me composta por Ed Sheeran e ficaram em silêncio enquanto escutavam o som da chuva cair sobre o teto. Eisley fechou os olhos e acalmou seu coração e sua alma quando sentiu Justin acariciar sua pele com as mãos que a tornavam uma amante nata.
Ao notar que ela havia adormecido, Justin sorriu silenciosamente e depositou um beijo terno sobre a testa dela. Eisley havia se tornado o mundo dele há dois anos atrás e agora ele tinha a certeza de que ela era o ar que entrava em seus pulmões e o fazia viver a cada despertar.
- Minha borboleta pequena, menos frágil. - ele sussurrou enquanto acariciava o cabelo negro e comprimido dela.
Quando Eisley abriu seus olhos, ela avistou um robbe branco de seda no espelho da cama e o vestiu. Ela caminhou em direção a janela, onde avistou Justin observar a chuva molhar o mundo a fora.
Ela envolveu seus braços ao redor da cintura nua de Justin e quando ele olhou no fundo dos olhos com seus par de íris azuis, ela sorriu. Eisley fechou os ao ver que ele aproximava seu rosto e o beijou ternamente nos lábios.
- A eternidade é sentir sua falta a cada segundo. - ela sussurrou enquanto seus olhos se emaranhavam.
Justin segurou o rosto dela com ambas mãos e disse:
- Em breve será somente nós dois.
Eisley sorriu.
Ambos se beijaram e abraçaram-se enquanto tentavam esquentar um ao outro para evitar que o frio da tempestade congelasse seus corpos.
Durante aquela manhã chuvosa, a única coisa que Eisley soube que era real fora os beijos que recebeu dele. Porque as batidas do coração de Justin faziam com que a faziam respirar o ar mais puro que só conhecia ao lado dele.
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Rabiscos Na Bruma
RomanceAlgumas histórias não devem ser contadas ou escritas, mesmo que seja nas melhores das intenções. Mas é como diz o ditado popular, o inferno está cheio de boas intenções. A história se sucede em Veneza, cidade localizada no nordeste da Itália situada...
