Anjos Como Você

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"Alguns anjos não estão mais vivos."

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Deixei a música que me inspirou a escrever o capítulo acima:

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Assim como toda tempestade possuí raios e no fim há estragos. O temporal que insistia em cais sobre o teto dos Lavigne's só estava começando e o final seria trágico.

Era mais uma manhã cinza e o frio se instalava por todos os colados da mansão. Eisley já estava de pé ao lado janela de quarto olhando o jardim sendo molhado pela chuva.

O almoço logo seria servido na sala de jantar quando Eisley ousou colocar os pés fora da mansão. Ela avistou Theodore sentado no banco e quanto ele a notou, disse:

- Eisley.

Ela não podia fingir que não tinha notado a presença de Theodore no jardim. Eisley aproximou-se lentamente e sentou-se ao lado dele enquanto assistia ele observá-la com frieza.

Quando ela ousou abrir os lábios para dizer algo aleatório que estava preso em sua mente, Theo disse:

- Eu sei o que você fez.

- Sabe? - ela perguntou enquanto tentava adivinhar o que ele realmente sabia.

- Sei que você estava no carro daquele fuzileiro. - ele respondeu secamente. - Ele fora declarado morto, Eisley. - concluiu.

- O que você quer para ficar calado? - perguntou com raiva.

Theo sorriu.

- Acha que eu quero dinheiro? - ele perguntou estupefato. - Eisley, eu sou um Lavigne. - acrescentou.

Ela ficou em silêncio sem saber o que dizer a ele.

- Por que fica com alguém que agrediu o Romeu? - ele perguntou confuso. - Pior ainda, alguém que sempre soube quem você é? - acrescentou.

Eisley levantou-se rapidamente do banco e perguntou:

- Do que você está falando?

- Sei sobre seu passado, Eisley. - ele respondeu com o tom de voz sério. - Se tem amor a sua própria vida, irá embora desta mansão ainda hoje. - acrescentou.

Eisley sentou-se no banco com a convicção de que ele nao estava flertando. Precisava esclarecer tudo com Justin e ir embora da mansão Lavigne. Theo havia lhe dado uma chance para não ser pega pelas autoridades.

Era tarde quando ela passou pela porta da frente do chalé que Justin estava morando. Ao passar pela porta da frente, Eisley avistou ele sentado em frente à lareira queimando algumas folhas.

O ar estava frio e o perfume de Eisley inalou todo o ambiente, mas certamente Justin não estava queimando folhas de papel em branco.

- Precisamos conversar. - ela disse colocando o cachecol sobre o sofá coberto por uma manta de lã.

Justin assistiu ela caminhar lentamente e ajoelhar-se na sua frente. Eisley sentou sobre o grande tapete de veludo na cor dos pelos de um camundongo na fase adulta, ele estava temendo por algo.

Rabiscos Na BrumaOnde histórias criam vida. Descubra agora