19.Meu pequeno Herói

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Quem aí ficou com vontade de me matar no último capítulo? (Esse é o momento em que as meninas vem marcar presença e dizerem que me vão sequestrar. Se não sabem do que eu estou a falar então estão meio perdido nesta fic)
Pra recompensar este capítulo vai ser só A COISA MAIS FOFA DE SEMPRE
Espero que gostem (e obrigado pela explosão do capítulo anterior)

A brisa de fim de tarde já se fazia sentir por toda a Nova York e a escuridão começava a ser iluminada pelas luzes dos prédio e das ruas. No complexo dos Vingadores a preocupação pairava no ar, mesmo que todos se tentassem distrair com as suas atividades rotineiras.

Pepper e Peter tentavam descansar do lado da cama, porém os bips constantes da máquinas não facilitavam. Do lado de fora do quarto Bruce e Stephen discutiam sobre a situação num tom de voz baixo, na tentativa que ninguém ouvisse do que falavam.

-Bruce, isto tem de parar. Temos de lhes contar.

-Não podemos fazer isso agora, Steph.

-Não podemos? Então como vais explicar o que fizemos? Ou vais esconder isso também?

-Não vamos esconder nada. Dizemos a verdade... Apenas não precisamos de contar tudo.

-E quando estás a pretender contar? - o mago supremo questionou mesmo sabendo a resposta.

-Quando tivermos certeza absoluta. Até lá não lhes quero dar esperanças.

-Dar esperanças de quê Banner? - Steph ripostou mais irritado. - Todas as evidências...

-Eu sei que todas as evidências apontam para isso, lembro-te que fui eu que descobri, Strange. - Bruce respondeu num tom de voz semelhante. Ele estava farto de ter de dizer sempre a mesma coisa ao colega. - Mas não temos nenhuma confirmação. Eles já sofreram muito, não merecem mais uma bomba na vida deles, muito menos agora.

-É justamente agora que devíamos contar. O miúdo anda desconfiado, se ele descobrir sozinho vai ser muito pior.

-É justamente por isso que não podemos contar. Finalmente as coisas estão a endireitar-se para eles depois de anos! Queres o quê? Simplesmente chegar ali, depois do Tony quase ter morrido à frente do Peter e lançar essa bomba? Achas que o Peter vai aguentar?

-Muito bem. - o mago concordou após alguns segundos de silêncio. - Mas não te esqueças que a única razão de eu ainda fazer isto é pelo miúdo. -Stephen avisou apontando para Peter, deitado no colo da mãe.

-E desde quando é que te preocupas com o miúdo?

-Eu sou médico porque, ao contrário de ti, eu preocupo-me com as pessoas.

Peter teve de se esforçar para não se mexer quando Bruce entrou no quarto. O cientista não podia nem imaginar que Peter ouvira a conversa, muito menos que ele sabia sobre o que conversavam. Essa tarefa revelou-se ainda mais difícil quando Banner passou uma mão pelos cabelos do pequeno Stark.

-Desculpa miúdo. - Bruce sussurrou antes de este sair do quarto.

Após ouvir a porta fechar Peter resolveu parar de fingir que dormia e tirou a cabeça do conforto do peito da mãe, passando a encarar a cama de hospital e as máquinas. O cenário era igual há alguns dias e o adolescente começava a perder as esperanças até que o homem soltou um gemido doloroso.

-Pai? - Peter chamou sentando-se na cama que partilhava com a mãe.

Tony remexeu um pouco mais a cabeça enquanto abria os olhos calmamente. A luz do local não era muito forte, mas era o suficiente para que os seus olhos reclamassem. À medida que a sua visão se ia adaptando o génio tentava perceber onde estava, mas sem muito sucesso graças à confusão que dominava a sua cabeça.

Irondad and SpidersonOnde histórias criam vida. Descubra agora