07 × o brilho da paternidade

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─ OHAYO, MEU BEM, OHAYO ─ ele estava se sentindo um Rei.

Kakashi abre a cortina do quarto às sete da manhã, completamente nu, cumprimentando o Sol, a esposa, e a florzinha da janela.

Com um sorriso incontrolável no rosto, ele se volta à ela, atentado para puxar as cobertas e assim o faz. Arranca as cobertas de Kalmia, risonho, extasiado com a notícia.

─ Aaa ─ Kalmia geme cansada, toda encolhida dentro de uma das camisas azuis que ele veste por baixo do colete de jounin.

─ Levanta, amor.

Mama... ─ rapidamente ela ergue um pouco o corpo, os cabelos numa bagunça completa, os olhos ardem sob a luz do Sol, mas mesmo assim ela sorri em direção ao menino que vem só de fralda, com uma mamadeira em mãos chamá-la.

─ Quando foi que ele aprendeu a descer do berço? ─ Kakashi pergunta, intrigado.

Ocasiona uma leve risada da parte dela, que se inclina sobre o colchão para ajudar o pequeno a subir na cama, mas ele resiste, aceita apenas o aperto, mas não sobe.

─ Bom dia, meu amor... ─ aperta ele com um beijinho e manda a Kakashi: ─ Vai se vestir, pelo amor de Deus.

─ Are, are... ─ vai, com um falso desanimo que logo se revela. Kakashi sai do banheiro de calças e bandana, correndo como um menino na direção do filho que erguia a cabeça achando graça.

Kakeru gargalha quando o pai o pega sob os braços, inclinando-o como um aviãozinho e sai correndo com ele pelo quarto. Kalmia gargalha, com preguiça de levantar.

─ Você vai ter uma irmã, sabia? ─ ele confessa para Kakeru o que o estava deixando tão afoito, faz o menino rir, sem entender uma palavra sequer do que ele estava dizendo.

Mesmo assim, Kakashi o põe sobre seus ombros, tirando a mamadeira de suas mãos para deixá-lo livre pra segurar-se nele.

─ OU UM IRMÃO ─ Kalmia grita, indo pro banho.

Kakashi balança a cabeça descendo o garoto, segura-o no colo enquanto o leva pra cozinha e sem que ela possa escutar, insiste:

─ É uma irmã.

Kakeru sorri pra ele, como quem gosta do segredinho que o pai lhe conta. Porém, em seguida, ele fica bravo porque Kakashi o põe preso na cadeirinha alta. Agora que caminha, não quer saber da maldita cadeirinha.

─ Fica no chão ou sem café, você que sabe ─ ameaça, consciente de que jamais deixaria o menino sem café.

E como quem entende o que ele diz, Kakeru para de reclamar. Apenas espera o pai pôr a mesa, passando por ele e o apertando, apenas pra descontar nele um pouco do seu estusiasmo.

─ Não adianta me olhar com olhinhos de sua mãe ─ xinga, sendo flagrado pela dita cuja que chega secando os cabelos na toalha. ─ Não tenho pena de olhinhos verdes...

─ Ah, é?! ─ Kalmia provoca, abraçando-o por trás. Kakashi sorri, muito, muito abertamente. ─ Você sabe que só porque disse isso ele vai ter olhinhos verdes, né?!

─ Ela ─ Kakashi corrige, virando-se pra ela e tocando a pontinha de seu nariz antes de puxar a cadeira. ─ E eu adoraria que ela tivesse os seus olhos... ─ Kalmia sorri, fazendo uma careta em seguida pelo enjôo repentino e reverberante em seu estômago.

─ Acho que e... ─ Kalmia corre de volta pro banheiro, sujando um pouco os cabelos recém lavados na vã tentativa de segurá-los todos numa mão só.

Seu estômago se contrai em caimbras doloridas porque ela estava pondo pra fora exatamente nada.

─ Ah! Mer ─ e volta a vomitar.

GRITE Shippuden - Hatake KakashiHistórias para pegar e não largar. Descubra agora