─ OHAYO, MEU BEM, OHAYO ─ ele estava se sentindo um Rei.
Kakashi abre a cortina do quarto às sete da manhã, completamente nu, cumprimentando o Sol, a esposa, e a florzinha da janela.
Com um sorriso incontrolável no rosto, ele se volta à ela, atentado para puxar as cobertas e assim o faz. Arranca as cobertas de Kalmia, risonho, extasiado com a notícia.
─ Aaa ─ Kalmia geme cansada, toda encolhida dentro de uma das camisas azuis que ele veste por baixo do colete de jounin.
─ Levanta, amor.
─ Mama... ─ rapidamente ela ergue um pouco o corpo, os cabelos numa bagunça completa, os olhos ardem sob a luz do Sol, mas mesmo assim ela sorri em direção ao menino que vem só de fralda, com uma mamadeira em mãos chamá-la.
─ Quando foi que ele aprendeu a descer do berço? ─ Kakashi pergunta, intrigado.
Ocasiona uma leve risada da parte dela, que se inclina sobre o colchão para ajudar o pequeno a subir na cama, mas ele resiste, aceita apenas o aperto, mas não sobe.
─ Bom dia, meu amor... ─ aperta ele com um beijinho e manda a Kakashi: ─ Vai se vestir, pelo amor de Deus.
─ Are, are... ─ vai, com um falso desanimo que logo se revela. Kakashi sai do banheiro de calças e bandana, correndo como um menino na direção do filho que erguia a cabeça achando graça.
Kakeru gargalha quando o pai o pega sob os braços, inclinando-o como um aviãozinho e sai correndo com ele pelo quarto. Kalmia gargalha, com preguiça de levantar.
─ Você vai ter uma irmã, sabia? ─ ele confessa para Kakeru o que o estava deixando tão afoito, faz o menino rir, sem entender uma palavra sequer do que ele estava dizendo.
Mesmo assim, Kakashi o põe sobre seus ombros, tirando a mamadeira de suas mãos para deixá-lo livre pra segurar-se nele.
─ OU UM IRMÃO ─ Kalmia grita, indo pro banho.
Kakashi balança a cabeça descendo o garoto, segura-o no colo enquanto o leva pra cozinha e sem que ela possa escutar, insiste:
─ É uma irmã.
Kakeru sorri pra ele, como quem gosta do segredinho que o pai lhe conta. Porém, em seguida, ele fica bravo porque Kakashi o põe preso na cadeirinha alta. Agora que caminha, não quer saber da maldita cadeirinha.
─ Fica no chão ou sem café, você que sabe ─ ameaça, consciente de que jamais deixaria o menino sem café.
E como quem entende o que ele diz, Kakeru para de reclamar. Apenas espera o pai pôr a mesa, passando por ele e o apertando, apenas pra descontar nele um pouco do seu estusiasmo.
─ Não adianta me olhar com olhinhos de sua mãe ─ xinga, sendo flagrado pela dita cuja que chega secando os cabelos na toalha. ─ Não tenho pena de olhinhos verdes...
─ Ah, é?! ─ Kalmia provoca, abraçando-o por trás. Kakashi sorri, muito, muito abertamente. ─ Você sabe que só porque disse isso ele vai ter olhinhos verdes, né?!
─ Ela ─ Kakashi corrige, virando-se pra ela e tocando a pontinha de seu nariz antes de puxar a cadeira. ─ E eu adoraria que ela tivesse os seus olhos... ─ Kalmia sorri, fazendo uma careta em seguida pelo enjôo repentino e reverberante em seu estômago.
─ Acho que e... ─ Kalmia corre de volta pro banheiro, sujando um pouco os cabelos recém lavados na vã tentativa de segurá-los todos numa mão só.
Seu estômago se contrai em caimbras doloridas porque ela estava pondo pra fora exatamente nada.
─ Ah! Mer ─ e volta a vomitar.
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GRITE Shippuden - Hatake Kakashi
FanfictionParte II de "Grite - Hatake Kakashi". Kakashi encontrou na bailarina algo que ele nunca pensou ser possível sentir. Kalmia lhe deu mais do que uma família, muito mais do que sua própria versão do Jardim dos Amassos. Ela lhe deu um propósito, uma con...
