oooii, como estão?
então, eu sei que lá no prólogo do nosso shippuden eu disse que separaria em três fases essa obra, já que eu achava que assim seria mais fácil organizá-la...
eu menti (rindo pra não chorar). foi pior e eu fiquei com muita dificuldade de manter o andamento da história bem feito, fluidinho e etc, então, vamos fingir que isso nunca aconteceu, ok? (o surto kkkkk).
porque assim eu simplesmente deixo fluir, sem um prazo de validade para os arcos, ou um rótulo para as fases inevitáveis.
peça a compreensão e paciência de vocês, como sempre têm comigo.
qualquer coisa me chamem que eu vos explico (se eu conseguir kkkk).
amo vocês,
boa leitura ❤
Depois de noventa dias, o tratamento com Sakura ia tão bem quanto o com Fith, ou o esforço ─ solitário ─ que Kalmia tem feito consigo mesma para pôr a funcionar a mente sólida que seu marido vinha desenvolvendo nela.
Kalmia estava tão focada em sentir a música fluir em si, em se deixar levar pelo ritmo clássico que sempre chegava melodramático e a levava a um frenesi delicioso dentro das notas musicais que ela não conseguia pensar em outra coisa.
De verdade, ela queria se martirizar. Queria se castigar por estar se sentindo tão viva e achava terrivelmente insensível da sua parte não pegar o luto de Kakashi para si, mas ela nunca foi mulher de mentir.
Sabe muito bem ─ hoje ela sabe ─ que naquela época escondia as coisas porque estava confusa, e evitava conversar com ele sobre seus sentimentos porque tinha vergonha, medo de ele a achar louca e principalmente porque ela quase nunca estava consciente para isso.
Os olhos dela captam a própria imagem no espelho da nova academia de dança, e Kalmia tem vontade de rir.
Quando, aos seus dezesseis, ela diria que estaria assim agora, quase aos quarenta? É irônico ─ ela pensa, se levar em consideração que no auge da sua adolescência, ela pensou que sua vida tinha acabado e que ela jamais chegaria aos vinte anos, isso porque, certamente, teria optado pelo suicídio antes disso.
Lembrar disso a faz entender o que Kakashi tanto lhe disse nos últimos anos:
Ela já era forte antes dele. Isso! Ela já havia aguentado seus dezesseis anos, e a desgraça que lhe empurrou ainda mais para o fundo da lama, aos dezessete. Os dezoito foram superados, e os vinte, os vinte e três, os vinte e cinco. Quando pensou que não agüentava mais, ela fez trinta, trinta e quatro, e de repente, estava deixando tudo para trás, porque mesmo inconscientemente, ela clamava por vida.
Queria sentir. Precisava sentir. Então, aos trinta e cinco o conheceu.
E a verdade é que ela se sentiu tão humanamente segura que se deixou levar, e simplesmente empurrou o muro que a fazia negar a própria doença. Uma coisa levou à outra, e ela sucumbiu.
Olhando agora, Kalmia entende que na época, mesmo desesperada e inconsciente, ela sofreu tudo aquilo abertamente porque sabia que ele jamais a deixaria daquele jeito.
A sua cura estava ali.
E ele a injetou bem na veia ─ literalmente. Várias e várias vezes. E agora, ela se sente livre. Tão, mas tão completa e cuidada, tão bem regada que não consegue mais ceder ao luto.
Depois de noventa dias, exatos noventa dias, antes de ir outra vez à academia, Kalmia pára na frente do espelho de seu quarto, ignorando a presença do marido que estava deitado preguiçosamente sobre a cama arrumada.
Kakashi estava muito frustrado, mesmo que já tenha se passado noventa dias.
Eles conversavam, e aos poucos, ele volta a brincar com Kakeru, tomar banho com ele, mas mesmo assim, sempre que o abraça, ou deita a cabeça dele em seu colo, Kalmia sente a necessidade que ele tem em ser cercado, em se sentir amado. E a verdade é que isso lhe parte o coração.
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GRITE Shippuden - Hatake Kakashi
FanficParte II de "Grite - Hatake Kakashi". Kakashi encontrou na bailarina algo que ele nunca pensou ser possível sentir. Kalmia lhe deu mais do que uma família, muito mais do que sua própria versão do Jardim dos Amassos. Ela lhe deu um propósito, uma con...
