" Chegaremos até onde tiver que chegar" essa frase martelava na minha cabeça. Será que ela gosta de mim ou continuo sendo apenas um jogo?
[..]
— Você? Aqui?.— Dei um grito olhando o rapaz de olhos pretos. — Marcos. — O destino só pode estar conspirando contra mim.
— É cego?.— O mesmo diz enquanto arruma os seus pertences no outro lado do quarto.— Dormindo com o inimigo.— Completou em tom de deboche.
— Pode trocar de quarto, isso não vai me incomodar.— Sorri.— Como deve ser dormir no mesmo quarto que o actual da sua ex, que por sinal você ainda quer pegar?.— Eu sei que estou sendo infantil mas, quero ter o gosto de zoar com a cara dele.
— Não sei o que ela viu em você.— Disse seco.— Aproveite antes que ela volte para mim.
— Eu tenho um corpo atlético, carisma, uma beleza invejável. Além de ser raro ainda sou perfeito.— Dei uma pausa.— E, não. Pra você ela não volta. — Movi meu corpo até a cama.
— Vai pro inferno garoto.— Marcos já estava irritado. Consigo sentir isso, mas ele precisa saber que estou nessa de cabeça.
A noite passou tranquilamente, e a manhã veio logo de seguida. Observei Marcus que ainda estava dormindo, céus, esse cara ronca. Ignorei a sua presença e caminhei até o banheiro fazendo o máximo de barulho possível para acordar ele.
[..]
Já estava preparado para mais um dia de aulas, e nenhum sinal do Marcos acordado. Pensei em acorda-lo mas, eu quero mesmo é que ele se ferre.
Passei pelo refeitório em busca de um café da manhã descente. Nenhum sinal de Martina. Arrasto meu prato até sua mesa favorita, com a comida deixando seu sabor em minha língua, delicio-me da refeição em silêncio. Terminando de comer, ainda vago por Martina, mas Carla cruza meu campo de visão, sozinha a poucos metros de distância. A passos largos, caminho até a mesma prendendo seu corpo na parede assim que a toco.
— Gostei de ver, acordou tão energético hoje.— Toda manhosa, Carla passa a mão em meu peitoral por cima da camisa.— Podemos fazer isso em outro lugar.
— Para.— Aperto seu braço.— Foi você que trouxe Marcos de volta.— Carla faz cara de dor mas mantenho o meu seu braço preso.— Fala. Eu sei que foi você.
— Você está me magoando.— Soltei seu braço.— O que aquela vaca tem?.— Carla gritou.
— Poderia perder meu tempo falando, mas cansei de olhar para a sua cara.
O dia passou como um raio, até ao meu dia já não tinha nenhuma aula agendada. Alguns professores ainda estou de ressaca pelo baile de ontem, tentei contacto com Martina e pela primeira vez ela permitiu que eu passasse pelo seu quarto para uma conversa sobre a nossa pequena " mentira". Passei pelo corredor até chegar em seu quarto, bato na porta que é rapidamente aberta por Vanessa.
— Pontual. Entre, eu vou deixar vocês a sós.— A mesma saí cedendo espaço para a minha passagem.
— Senta.— Martina aponta para a cadeira em frente a penteadeira.— O que você quer saber?.
Ela está sentada em uma das camas em seu quarto, pelos objetos no criado mudo ao lado, acredito que a cama seja dela. Seus cabelos pretos estão soltos cobrindo uma parte dos olhos azuis que tanto amo. Desço meu olhar em seu corpo, nada fora do comum uma saia preta curta e justa cobria suas coxas, por cima, a mesma vestia uma camiseta Vintage retro.
— Quando terminar a análise de meu quarto, você pode se sentar. — Falou me fazendo corar. Ela sabia exatamente, o que eu estava fazendo.
— Sempre directa. — Tomei o assento .— Podemos tornar essa mentira uma verdade.— Fui directo. Eu quero ela, de verdade.
— Eu não me apaixono. Não mais.— Ela disse seca olhando para mim.
— Eu entendo você, isso é apenas medo. Eu não sou como o resto.— Sim, isso soa meio clichê mas eu preciso falar.— Não quero quebrar o seu coração, eu preciso dele inteirinho para sentir o mesmo que sinto por você. Você só está assustada, e provavelmente sente que está cometendo o mesmo erro. A vida é única então, não desperdice isso.
— Brian, a gente já falou sobre isso. Eu não me apaixono, se você não quer fingir ser meu namorado, tudo bem eu respeito. Somos jovens e imaturos.— Martina desviava o olhar enquanto falava.
— E se eu te amar ainda mais?.— Segurei em suas mãos tentando tirar a tensão do momento.
— Os momentos bons terão que superar a dor.— Ela diz seca. Como ela pode ser tão insensível e boa ao mesmo tempo?
— Certo. Mudando de assunto, você me deve uma dança.— Levantei-me, afastei a cadeira e o criado mudo dando assim espaço para a nossa dança.
— Eu dancei com você ontem.— A mesma diz rija sem demonstrar emoção.
— Ontem é passado, eu queria ter dançado mais. Hoje é presente, e nesse presente só estamos nós.— Segurei seu quadril, apertando o mesmo contra o meu corpo. Com a outra mão, agarro seu braço conduzindo-a a dançar por uma música imaginária.
Martina seguiu todos os meus comandos completamente, ela estava tão perto. Prendi seu corpo contra a parede mantendo as minhas mãos em seu quadril.
— Isso parece tão errado.— Aproximando os nossos rostos, Martina ainda estava ofegante.
— Se está errado para você, a mim me parece certo.— Fiz carinho em seu nariz, o que fez a mesma rir. Uma risada gostosa de se escutar.
Estávamos tão perto um do outro, que o passo a seguir era previsível. A porta abre em meio a um estrondo alto fazendo com que a gente se assuste.
— Se estão assustados tenho a certeza que não deviam fazer isso.— Marcos surgiu. Essa praga. Martina o observa calada.
— Saí.— Tomei a liberdade de falar, porém o mesmo me ignora.— Vaza daqui.
— Marcos, você tem plano de saúde?.— A voz de Martina é ouvida atrás de mim.— Responde.
— Não, eu não tenho.— Com o Olhar fixado em Martina, o mesmo contrai seu corpo até a parede.
— Se você não sair agora, eu vou bater tanto em você. E nesse momento você vai desejar ter um plano de saúde para cobrir todos os gastos em cirurgias.— Ri do comentário de Martina.
Marcos observou o ambiente, depois de alguns tempo ele se retira. Finalmente a sós novamente.
— Você também. Vai.— Olhei para ela confuso.— Agora.— Gritou a mesma.
É sempre assim, no momento em que algo está para rolar entre a gente, alguém chega ou a música para.
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Último beijo
Teen Fiction" O amor é um jogo, e apenas dois podem jogar" Martina Ross teve seu coração quebrado da pior maneira possível, e no pior dia de sua vida. Apartir desse instante ela mata sua antiga personalidade. Durante um tempo ela fez do amor um jogo, onde apena...
