Capítulo 23

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O Karaoke foi uma mistura de sentimentos e emoções, talvez tenha sido prematuro a minha declaração, mas eu sei que ela correspondeu. A música era pra mim, vagando em nossos momentos, consigo encontrar cada um deles nos versos por ela cantados.

[...]

—Você ainda me deve uma conversa.— Falei ofegante devido a corrida. Senti a sua ausência quando Carla praticamente jogou-se em meus braços.

—A sua namorada ainda vira atrás de si.—Sem parar de caminhar, Martina falava.

— Você não pode estar falando sério.— Não acredito que ela pensa isso. —  Ela não é minha namorada. Você sabe.- Pouso minhas mãos em seus ombros assim que a alcanço, sentindo meu toque, Martina para.

—Se você o diz.—  Suspirou. A mesma Martina de sempre, difícil de decifrar.— Fala logo o que você quer.— A mesma se afasta de meu toque repousando seu corpo entre os pilares pretos com riscas amarelas  do estacionamento.

- Nós. Precisamos falar sobre nós.- Minha voz saiu falha como um sussurro.

—Não existe nós.- Rapidamente respondeu enquanto se desencostava do pilar.- Nunca existiu.— Completa mesma enquanto caminha.

—Chega de mentir.—Agarro a mesma pelo braço, a puxando para mim depois de vira-se e chocar seu corpo no meu, Martina fica  cara-a-cara comigo.— Se você quiser ir embora eu te deixo, aqui e agora.- Esperei por alguma resposta mas nada saiu.— Ótimo. Você devia apenas parar de resistir a essa conexão que temos, eu sei que aquela música não soou apenas como versos simples por si cantados, foi tudo muito mais além da nossa imaginação.

—Você precisa entender que, ficando comigo, seremos dois coelhos e eles serão as raposas.—A mesma dá uma ligeira pausa.- Seremos caçados, eles virão atrás de nós como abutres.

— Eu já estou sendo caçado. — Ri a deixando confusa. —  Não importa o que eu tenha que, enfrentar para ficar com você. Dane-se eles se estivermos juntos, e realmente quisermos ninguém poderá fazer nada contra.— Tentei passar o máximo de confiança em minhas palavras.

— Brian Blanc, o amor é um jogo quer jogar?.— sua pergunta tanto inofensiva despertou em mim curiosidades. Porque chamar do amor um jogo?

— Se você jogar limpo.—Sorri. Eu queria gritar que sim, mas com Martina nunca se sabe.

—Jogar sujo é excitante.-_Aproximando seu corpo do meu, Martina Sussurrou em meus ouvidos, de seguida mordeu o lóbulo de minha orelha arrancado um gemido de minha garganta.— Vamos fazer isso escondidos.

Com a aproximação feita em nossos corpos, desço vagarosamente minha mão até sua cintura.Martina remexe sua cintura em meus braços, o acto é tão inocente como também excitante.

—Me solta.—Pediu. E só aí eu entendi o motivo dela ficar remexendo tanto a cintura.

—Você só pode estar me zoando.—Gritei.

— Não estou. Tem muita gente que não gosta de mim, e eu quero apenas proteger esse sentimento.—Explicou Martina me fazendo sorrir, só pelo facto dela ter pensado em nós.—Namorar escondido é excitante.— Completou em meio a um sussurro.

Concordei com um sorriso, ela agora é minha. Depois de tanto esforço eu a tenho somente para mim. Colei nossos lábios, envolvendo eles em um beijo lento e calma, eu quero sentir cada toque de lábios e desfrutar da dança feita por nossas línguas. Como sempre a maldita falta de ar para o momento.

— Minha namorada._Pousei minhas mãos em sua cintura, com a mão direita dei um leve tapa em sua bunda.

— Meu namorado.—Sorri com sua resposta. Eu era dela, sempre fui desde o momento que entrei aqui.

O céu foi ficando cada vez mais escuro, e com as isso as estrelas transmitiram o seu brilho de maneira intensa, olhei para Martina, minha mão estava entrelaçadas a dela. Caminhamos de volta a secção dos corredores, decidimos ficar separados para não levantar suspeitas. O objetivo é fazer tudo com calma, evitando os olhares e a tensão das pessoas sobre nós.

Assim que adentro em meu quarto, jogo os tênis em algum canto do mesmo, sem pensar duas vezes depósito todo o meu corpo sobre a cama a minha frente. O cansaço, a felicidade bateram de mim de maneira intensa, no momento seguinte eu estava dormindo.

[..]

O raios de sol penetravam o quarto, causando um certo incomodo em meus olhos, esse caso deu-se devido ao esquecimento da janela totalmente aberta. Acordo com o corpo dormente e a cabeça quase estourando de dor. Em meio ao cansaço consigo abrir os olhos e perceber a ausência de Marcos no quarto.

Sigo arrastandondo até ao banheiro, assim que adentro no mesmo, Continuo arrastando meu corpo até ao box a fim de fazer a higiene Matinal. Em pouco tempo a água quente já tomava conta de cada célula de meu corpo, criando um relaxamento em mim. Após terminar o banho, pego na toalha azul a minha esquerda e a enrolo em volta de minha cintura.

Regressando ao quarto, caminho direção ao grande armário a fim de pegar no uniforme escolar e vestir o mesmo. Enquanto vasculho pelos trajes adequados a porta é aberta e fechada em meio a um estrondo, no fundo consigo escutar " risos" uma risada gostosa de se escutar. Fecho a porta do armário dando de cara com minha namorada sorrindo.

—Martina?.—Digo um tanto assustado. Por qual motivo ela estaria aqui logo pela manhã.

—Eu.—A mesma diz me fazendo sorrir, involuntariamente, passo a mão sob os cabelos molhados devido ao banho anterior. — Seu cabelo fica lindo molhado.

Martina olhou para mim fixamente em silêncio, mordendo o lábio inferior, a mesma se aproxima de mim tomando meus lábios de um modo agressivo. Nossas línguas travam uma batalha de espadas incrível, a cada movimento a excitação só crescia. A pressão dos meus batimentos cardíacos aumentavam, uma mistura de emoções envolvia o meu corpo. Difícil de explicar. A testosterona em meu corpo aumentava deixando-me excitado. Preciso parar com isso. Tentei conter meus pensamentos o que deu em uma tentativa totalmente fracassada, já que o mesmo estava voltado a momentos sensuais e eróticos.

Não ajudando muito, Martina brincava com meus cabelos, descendo suas mãos até minha orelha, tocando na mesma com as pontas dos dedos deixando assim a área muito sensível. Para aliviar a tensão, segurei rapidamente nos braços de Martina, afastando  nossos corpos.

— Aconteceu alguma coisa?.—Seu olhar de interrogação era visível. Engoli o seco em resposta.

— Eu preciso tomar um banho.—Tentei parecer o mais normal possível, mas acredito que foi em vão.

— Você está saindo de um, por qual motivo voltar para outro?.— A medida que Martina falava, a vontade de sair correndo era grande. Passei a mão em seus cabelos, esse pequeno gesto a fez sorrir.

-—O primeiro foi quente, e esse será gelado... muito gelado.— Falei com calma. Martina sorriu como quem soubesse o que estava acontecendo.

—Eu posso esperar você.—Sorrindo Martina falava, bem no fundo sinto uma provocação em suas palavras.

—Te encontro na sala de aulas. — depositei um selinho em seus lábios macios sedosos.

Saí praticamente correndo até o banheiro, assim que adentro no mesmo, preparo um banho com água totalmente fria para aliviar a tensão e o meu fluxo sanguíneo.Depois de alguns minutos debaixo da água eu estava muito menos excitado.

Último beijoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora