Capítulo 29

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Dois capítulos em um só dia kkkk, comentem, partilhem e se divirtam-se
Bjs. ♥️

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Idiota!

Uma merda de um idiota, é como me sinto agora. Nesse momento entendo o verdadeiro sentido da frase " As vezes, algumas coisas não são o que parecem".
Julguei Martina pelo passado, fui o errado dessa vez, a culpei por algo que a mesma não fez. A foto, aquela maldita foto. Maldita Carla.

Arrasado movo meu corpo de volta ao quarto, assim que entro, Carla está sentada em minha cama totalmente sem camisa exibindo assim os seus seios.

- Coloque uma roupa.- Anunciei com a voz alta.- Agora.- Mandei.

Mostrando seu descontentamento, Carla revirou os olhos umas, duas, três, vezes? Não consigo contar ou olhar para ela. Depois dela caminhar até o armário e pegar uma das minha camisetas Brancas, Carla a colocou cobrindo o seu corpo. Queria que ela estivesse vestido minhas camisetas, e não Carla.

-Acabou o drama. -Falou calmamente enquanto caminhava até mim depositando seus braços em meus ombros.- Podemos continuar.

- Não.Respiro fundo.-Vai embora, você já trouxe problemas demais.

-Não sou descartável.- Gritou.-Você não pode me usar e depois jogar fora.

-Não usei você, foi você que procurou-me, foi você que montou em mim, e foi você que me fez perder Martina.- Disse olhando para seus olhos preto, consigo sentir sua alma negra.

Silêncio!

Carla não falou nada, apenas desferiu um tapa bem forte em meu rosto. Não estou chocado, ela já fez isso algumas vezes quando dava uma de possessiva. Jogando seus cabelos para trás embate em meu rosto, Carla seguiu até a saída fechando a porte em um estrondo alto.

Não consigo pensar. Isso é tão desgastante, não consigo me afastar dela, eu realmente deveria fazer isso, pegar toda a raiva que estou sentindo nesse momento e simplesmente desaparecer.

Como? Como pude deixar que alguém entrasse tanto em mim e consumisse cada pedaço do meu coração e alma? Como eu me permiti navegar naqueles olhos azuis da cor do mar e afundar neles?

São tantas perguntas, elas me assombram nesse momento, talvez eu esteja apenas amando do jeito insano a uma pessoa, mais insana ainda. Se esse amor continuar assim, irei acabar morto, ou perdendo a minha cabeça.

Enquanto estou deitando, com o olhar fixo nas paredes azul escuras do quarto, apoio uma mão na cabeça, e a outra segura meu celular com força. Depois de um tempo tentando forçar o olhos a ficarem abertos, meu celular toca me fazendo assustar.

A foto e o nome na tela do celular, me fazem abrir um sorriso fraco. Minha mãe está chamando. Rapidamente atendo o celular.

- Mãe. - A chamei com a voz baixa assim que atendo o celular.

- Filho. - Respondeu. - Aconteceu alguma coisa?.- Questionou.

Nesse momento tenho a certeza que, as mães conseguem sentir a quilómetros de distância a dor de seus filhos.

- Estou...- Deu uma leve pausa.- Ótimo, isso, estou ótimo.- Menti. Não a quero preocupar.

-Quer conversar?.-escuto ruídos do outro lado da linha, pela hora da chamada, percebo que mesma ainda está em seu escritório.

-Não. - Declarei.

-E a Martina?.-Questionou trazendo consigo lembranças de minutos atrás, ela chorando é de partir o coração.

-Está bem.- Menti novamente, nem eu sei como ela está.

- Ótimo. Sobre o jantar que conversamos quando você ainda estava na enfermaria, bom, ele será hoje.- Contou animada. - Preciso que você venha com Martina.- Declarou por fim.

Agora é o fim, como irei convencer ela a ir? Como farei isso depois de tantas palavras erradas que foram trocadas entre nós? Estou lascado.

-A gente ainda tem aulas hoje e pela semana.- Confessei. Essa é a primeira vez que digo uma verdade para minha mãe no dia de hoje.

-Já tratei disso.-Revelou.-Fiz uma pequena chamada ao director da escola, e depois de eu ter mencionado Martina, ele autorizou sem fazer perguntas.- Contou. Sempre acho suspeito a maneira como o director trata a Martina, preciso saber.

-Ótimo.

- Espero vocês, cheguem a hora que quiserem. -Declarou .- Te amo, e se cuide. Até mais tarde.-Terminou desligando o celular.

Eu sei aonde devo ir, e também, conheço as consequências dessa acção, vou arriscar tudo e saber se ela topa. Será mais uma mentira em torno de tantas mentiras. O que pode dar errado?.

Dou um pulo da cama saindo da mesma, meus pés entram em contato com o piso frio transmitindo arrepios em meu corpo. Ignorando essa sensação, caminhei até ao enorme armário a minha frente, abrindo o mesmo com uma certa urgência, pego na primeira camisa que aparece a minha frente. É totalmente vintage. Isso me lembra Martina, ela está sempre em cada pequeno detalhe da minha vida. Eu a amo e sinto por ser um total idiota com ela.

Colocando a camisa, caminho até a saída do quarto, a porta de madeira. Maldita porta que não estava fechada quando devia. Abrindo e fechando com um estrondo alto, tento reverter a minha raiva. Nada passa, nada tira isso de mim. Ela está marcada em cada maldito lugar dessa mansão.

Depois de muito andar, passar alguns corredores, chego ao meu destino. A porta transmite um certo medo. Não dela, mas sim da reação dela. Movido pela coragem, bato a porta, várias vezes e ninguém atende, quando ia bater pela quinta vez, a porta é aberta pela Vanessa. Ela está tão linda nesse vestido amarelo com estampas de frutas, amarelo é a cor dela.

--Isso não vai acabar bem.- Sussurrou Ajeitando os óculos. - Quer mesmo fazer isso?.- Questionou.

-Preciso.-Revelei.

-Ela estar uma fera.-Disse liberando a passagem para mim.- Vou deixar vocês sozinhos, e tente não fazer besteira novamente. - Alertou.

- Obrigada.-Disse eu. Estou realmente grato.

- E Brian, você é facilmente manipulável.- Minha cara de espanto foi grande, como assim manipulável?.- Você devia confiar mais nos seus instintos, nem sempre as coisas são o que parecem.-Revelou.

Enquanto Vanessa caminhava pelos corredores, tirei um tempo para refletir sobre suas palavras, talvez ela esteja certa. Entro no quarto em silêncio.O cenário espanta qualquer um, papéis jogados fora, cobertores, cobriam o chão, espelhos quebrados marcavam o caminho. O que aconteceu aqui?

-Você quer perder alguma coisa?.- Questionou Martina assim que notou a minha presença no local. Ela está apenas com uma toalha enrolada a seu corpo, expondo seus braços terrivelmente perfeitos, seu rosto ainda está limpo, sem nenhum vestígio de maquiagem. Como ela é perfeita.

-Não. -Respondi.

- Se quiser, podemos começar pela cabeça, isso você já não tem, então, não fará diferença nenhuma. --Disse um tanto Sarcástica.

-Preciso de um favor seu.- Tentei caminhar até ela. Os cacos de vidro impediram a minha rapidez, qualquer passo em falso, custaria um corto profundo.

- Melhor pedir a Carla.- Respondeu seca.- De você eu quero distância.- Declarou finalmente.

- Escuta, eu apenas preciso que você venha a um jantar daqui a duas horas.- Dei uma pausa.- Meus Pais simplesmente adoraram você, e eu preciso que hoje você finja que está tudo bem entre a gente. Você me deve isso.

- Fale a verdade.- Com os olhos arregalados, Martina respondeu .- E, não estou te devendo nada.

-Está sim. Você quis fingir um relacionamento para manter Marcos distante, agora se você tem um pouco de empatia com os meus, faça isso.- Implorei.

-Não tenho.-Declarou. - Agora sai antes que eu cometa um assassinato.

Sabia. Eu sabia que ela não iria ceder tão fácil, Martina é complicada, difícil de lidar com o gênio indomável, agora terei que ir a esse jantar sozinho e ser alvo de chacota na família. Pequenas mentiras, acabam causando mentiras maiores ainda.

Último beijoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora