P.V.O. Martina
Fico mais aliviada assim que abandono o quarto. Não é certo fazer justiça com as próprias mãos, mas isso não poderia ficar assim.
Enquanto caminho pelos corredores, meus pensamentos se perdem nela. Quanta dor Vanessa teve que suportar? Elas partiram algo?. Minha pequena ficou sem ninguém para a proteger. Forçando meu corpo a caminhar, escuto gritos atrás de mim. Não paro, continuo meu caminho, quem quer que seja hoje não é o dia.
-Deixa de ser chata.-o dono da voz se revela. Meus olhos seguem o próprio comando enquanto reviram.
-Vai pro inferno Brian.- Dei de ombros.
-O inferno é triste sem você, decidi voltar.- ele responde, e eu dou risada. Nesse momento percebo que o mesmo está tentando uma aproximação.
Não correspondo, apenas caminho na direção oposta tentando encontrar a sala da direção. Conheço essa mansão de olhos fechados. Não é muito dificil chegar lá, visto que os corredores estão vazios o que facilita demais a minha entrada.
Alcançado o corredor da diretoria, Suspiro aliviada avistando a sala de meu Pai, não é o melhor momento para fazer visitas, mas preciso resolver esse assunto pessoalmente. Olhando para a porta contraplacada, giro a maçaneta externa entrando na sala.
Meu Pai está sentado na enorme cadeira giratória, com suas adoráveis companhia: um copo de whisky e um jornal ao lado, assim que me vê, o mesmo solta um riso.
-Devia bater.-Arregalo os olhos ouvindo suas palavras.
-Devia mas, não bati.- Caminhei ao sofá gigantesco, da sala.- Quais são as novidades da semana.- Questiono.
- O de sempre. - Suspirou. - Tirando um pequeno detalhe.
Fico perdida em pensamentos enquanto o mesmo fala. Porque Brian estava lá? Ele soube da Vanessa e ficou calado, tento formular alguma desculpa mas, em vão.
- Você me ouviu?.- Pergunta meu Pai, interrompendo meus pensamentos.
- Não. Fale novamente.- Ajeito meu corpo no sofá enquanto espero por sua resposta.
- Carla, Esmeralda e Olívia estiveram aqui.- Sua expressão facial muda.- Elas querem denunciar você.
Assim que oiço suas palavras, levanto do sofá, e caminho até uma das cadeiras a frente de sua mesa, puxo a de madeira com uma almofada confortável cinzenta. Coloco mies braços por cima da mesa, como quem estivesse a pensar, meus lábios abrem um sorriso que o deixa confuso.
- Imaginava.- Continuei sorrindo.- Algum detalhe em relação a isso?
- Nenhum. - O mesmo arrasta o telefone fixo ao seu lado e, disca um número que não reconheço.- As três na minha sala agora.- Disse seco e desligou.
- Chamou as Barbies?.- Cruzo os braços demonstrando irritação.
O silêncio se instalou, fiquei contendo os minutos para ver a cara delas, devem estar tão deformadas. Olhei para o relógio pendurado na parede a fim de confirmar as horas, não satisfeita viro olhando o outro relógio de parede, perto da estante de livros, indicando o mesmo horário.
- Pra mim já deu, não irei esperar mais nenhum segundo por aqueles projectos de Barbie mal feita.- Levantei da cadeira.
Caminhei até a saída da sala, antes que eu abrisse a porta as três Barbies entram. Não consigo definir meu sorriso. Céus, elas estão usando tanta maquiagem que dá pra ver de longe.
- Quantas camadas de pó vocês usaram?.- Olívia tentou responder porém, Carla a impediu. As três passaram por mim em silêncio.
Retomo ao meu lugar pisando fundo no piso de madeira da sala. O Director tenta conter o sorriso o que me faz soltar uma gargalhada alta.
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Último beijo
Fiksi Remaja" O amor é um jogo, e apenas dois podem jogar" Martina Ross teve seu coração quebrado da pior maneira possível, e no pior dia de sua vida. Apartir desse instante ela mata sua antiga personalidade. Durante um tempo ela fez do amor um jogo, onde apena...
