PVO Martina.
Depois de muitas voltas, evitando assim as escadas finalmente alcançamos a enfermaria.
A enorme sala com uma divisão entre o consultório e os quartos marcava o local. O jovem de vinte e poucos anos, sentado na secretaria do local, marcado pelas paredes cinzentas com um tom mais claro veio até nos.
— O que aconteceu com vocês?.— Perguntou o mesmo, olhando para Brian que praticamente mancava. Analisei o Jovem, sua bata branca deixava claro que ele seria o responsável pelo atendimento de hoje. Em sua bolso, era visível o seu crachá de identificação. Matheus era seu nome, de cabelos pretos, e pele bronzeada.
— Um acidente.— Apressado Brian respondeu enquanto se desfazia seus braços de mim.
— É. Um acidente.— Realcei a resposta dele.
Matheus apenas acentiu. Depois de uma análise, e outros procedimentos que não reconheço, Brian estava sendo encaminhado para o quarto a nossa frente. Assim que a porta é aberta, o cenário de um quarto moderno se manifesta a minha frente. Paredes da cor de creme, com alguns candelabros pendurados, davam a sensação de um lugar aconchegante. A lua refletia directamente no enorme vidro da grande janela. A cama já equipada e totalmente desocupada esperava o Brian. Do outro lado do quarto, era visível um sofá cama enorme, provavelmente para algum acompanhante ou familiar. O piso de Mármore deu o toque final.
— Deite-se.— Ordenou Matheus.— Em breve voltarei com os resultados dos exames feitos.
Brian tomou o seu lugar no quarto, o inchaço em seu pé estava passando devido ao gelo colocado a algumas horas atrás. Matheus deu uma última vista de olhos em Brian, e saiu pisando fundo.
— Porque?.— Questionei a Brian.
— O que?.— Disse ele. Brian pegou em uma almofada de algodão usando a mesma para apoiar o pé.
— Você poderia ter contado a verdade.— Referi-me a Carla. Não consigo entender por qual motivo ele não disse nada até agora.
Caminhei até o mesmo ficando mais perto de sua cama. Passei os dedos em seu coro cabeludo massageando suavemente o mesmo. Deslizei meus dedos aos poucos até alcançar seu rosto.
— O que você tem com ela.— Perguntei com a voz suave. Brian me olhou triste.— Fale.— Pedi.
— Depois de tudo que vive para ter você, eu seria incapaz de ter algo com outra pessoa. Você é única e insubstituível. — Brian falava com uma naturalidade fácil de acreditar.
— Certo.— Encostei minha cabeça em seu peito. Isso deixou- me em uma posição um tanto desconfortante.
O silêncio foi desconfortante, talvez eu esteja apenas sendo paranóica em questão a Carla, ou eu esteja realmente certa. Existe algo entre eles.
Enquanto observava os olhos castanhos de Brian, a porta é aberta com calma e cautela. Me deparo com uma senhora de pele morena igual a do Brian, seus olhos castanhos me deixam surpreendida, vestida a rigor com um vestido vermelho totalmente justo, ela desfilava a classe. Do seu lado, era visível um senhor um tanto parecido com Brian. Meu Deus do céu, são os Pais dele.
— Brian querido.— A voz calma e doce da senhora soou no quarto, enquanto caminha praticamente correndo, ela se aproxima dele depositando um beijo em seu rosto.
O senhor também faz o mesmo, entretanto, ao invés de depositar um beijo, ele passa a mão pelo coro cabeludo do Brian, massageando suavemente.
— Quantas vezes precioso falar sobre os perigos em correr em frente a escadas.— A voz do desconhecido saiu grossa, carregada de raiva. Segundo o Brian, ou seja, como forma de proteger a Carla, ele preferiu inventar uma suposta queda.
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Último beijo
Teen Fiction" O amor é um jogo, e apenas dois podem jogar" Martina Ross teve seu coração quebrado da pior maneira possível, e no pior dia de sua vida. Apartir desse instante ela mata sua antiga personalidade. Durante um tempo ela fez do amor um jogo, onde apena...
