Capítulo 26

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PVO Martina.

Depois de muitas voltas, evitando assim as escadas finalmente alcançamos a enfermaria.

A enorme sala com uma divisão entre o consultório e os quartos marcava o local.  O jovem de vinte e poucos anos, sentado na secretaria do local, marcado pelas paredes cinzentas com um tom mais claro veio até nos.

— O que aconteceu com vocês?.— Perguntou o mesmo, olhando para Brian que praticamente mancava. Analisei o Jovem, sua bata branca deixava claro que ele seria o responsável pelo atendimento de hoje. Em sua bolso, era visível o seu crachá de identificação. Matheus era seu nome, de cabelos pretos, e pele bronzeada.

— Um acidente.— Apressado Brian respondeu enquanto se desfazia seus braços de mim.

— É. Um acidente.— Realcei a resposta dele.

Matheus apenas acentiu. Depois de uma análise, e outros procedimentos que não reconheço, Brian estava sendo encaminhado para o quarto a nossa frente. Assim que a porta é aberta, o cenário de um quarto moderno se manifesta a minha frente. Paredes da cor de creme, com alguns candelabros pendurados, davam a sensação de um lugar aconchegante. A lua refletia directamente no enorme vidro da grande janela. A cama já equipada e totalmente desocupada esperava o Brian. Do outro lado do quarto, era visível um sofá cama enorme, provavelmente para algum acompanhante ou familiar. O piso de Mármore deu o toque final.

— Deite-se.— Ordenou Matheus.—  Em breve voltarei com os resultados dos exames feitos.

Brian tomou o seu lugar no quarto, o inchaço em seu pé estava passando devido ao gelo colocado a algumas horas atrás. Matheus deu uma última vista de olhos em Brian, e saiu pisando fundo.

— Porque?.— Questionei a Brian.

— O que?.— Disse ele. Brian pegou em uma almofada de algodão usando a mesma para apoiar o pé.

— Você poderia ter contado a verdade.— Referi-me a Carla. Não consigo entender por qual motivo ele não disse nada até agora.

Caminhei até o mesmo ficando mais perto de sua cama. Passei os dedos em seu coro cabeludo massageando suavemente o mesmo. Deslizei meus dedos aos poucos até alcançar seu rosto.

— O que você tem com ela.— Perguntei com a voz suave. Brian me olhou triste.— Fale.— Pedi.

— Depois de tudo que vive para ter você, eu seria incapaz de ter algo com outra pessoa. Você é única e insubstituível. — Brian falava com uma naturalidade fácil de acreditar.

— Certo.— Encostei minha cabeça em seu peito. Isso deixou- me em uma posição um tanto desconfortante.

O silêncio foi desconfortante, talvez eu esteja apenas sendo paranóica em questão  a Carla, ou eu esteja realmente certa. Existe algo entre eles.

Enquanto observava os olhos castanhos de Brian, a porta é aberta com calma e cautela. Me deparo com uma senhora de pele morena igual a do Brian, seus olhos castanhos me deixam surpreendida, vestida a rigor com um vestido vermelho totalmente justo, ela desfilava a classe. Do seu lado, era visível um senhor um tanto parecido com Brian. Meu Deus do céu, são os Pais dele.

— Brian querido.—  A voz calma e doce da senhora soou no quarto, enquanto caminha praticamente correndo, ela se aproxima dele depositando um beijo em seu rosto.

O senhor também faz o mesmo, entretanto, ao invés de depositar um beijo, ele passa a mão pelo coro cabeludo do Brian, massageando suavemente.

— Quantas vezes precioso falar sobre os perigos em correr em frente a escadas.— A voz do desconhecido saiu grossa, carregada de raiva. Segundo o Brian, ou seja, como forma de proteger a Carla, ele preferiu inventar uma suposta queda.

Último beijoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora