Capítulo 16( Por Martina)

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Uma rosa! Ele deixou uma rosa para mim, após fechar a porta do quarto e quase tombar com a pilha de livros em minha frente, analiso um pouco mais a rosa. Dentro das pétalas havia um cartão escrito " Com amor, Brian".

Porque ele me ama? Sinto que nunca serei boa o suficiente para ele. Antes, meu corpo, cada pedaço de mim sentia a insuficiência de amar, Brian torna isso tão fácil.

Ele me ama como se, eu fosse novinha em folha, e principalmente, não condena meu passado obscuro .

Como fui capaz de mudar tanto? Não, eu não mudei, apenas evolui para uma versão melhorada. As pessoas jogaram pedras em mim no meu momento de glória, e quando eu precisava de um ombro para chorar, ninguém esteve lá. Usei meus braços para embalar meu corpo no frio. 

Minha mãe sempre disse, " pessoas jogam pedras em coisas que brilham, pegue nas pedras, e construa um castelo. "

— Oh Meus Deus, você está molhada.— Vanessa dispara toda sua atenção para mim. O seu olhar é curiosa e com certeza carrega um pouco de malícia. A mesma pula da cama pegando em uma toalha para enxugar os meus cabelos.— Você vai me contar isso. — Sorriu. — Não poupe os detalhes sórdidos.

— Longa história.— Fui curta. Talvez eu deva contar que o beijei o Brian e gostei. Amei na verdade, naquele momento parecia ser a coisa certa a se fazer.— Beijei o Brian.— Falei rápido.

Vanessa deixa a toalha cair no chão, não consigo desvendar a sua expressão facial, parece confusa, ou será apenas impressão minha?

— Como assim ?— A mesma sorri sem acreditar, nem eu acreditaria que aquele rapaz que em tempos mentiu ser Gay, agora aquece o meu coração de uma  maneira tão... peculiar.

— Não sabe como é um beijo? Ou quer que eu te mostre? — Minha paciência já estava esgotada.

— Que grossa.— Voltando a pegar a toalha, Vanessa passa para mim rindo.— Britina.— A mesma diz me fazendo soltar um sorriso envergonhado.

Depois de secar o cabelo e remover a roupa interior molhada, coloco o meu Babydool para assim poder descansar. Lembro que a rosa não está devidamente conservada dou um pulo da cama, pegando um copo no criado mudo, coloco um pouco de água e deixo a rosa repousar.

— Rosa?.— A voz de Vanessa surge no quarto, quero acreditar que ela está saindo do banheiro.— Porque você gosta de rosas?.

— Quando olho para mim agora, me vejo como essa rosa, já fui toda linda e meiga como as suas pétalas, e, agora virei dura e rija como os seus espinhos. Basicamente, todas as minhas rosas viraram espinhos.— Explico com o máximo de detalhes possíveis.

— Entendo. Você quer comer algo?.— Pergunta Vanessa depois de colocar o seu pijama listrado azul.

— Quero sim, talvez uma maçã.— Caminho em direção a porta.

Os corredores estão vazios devido a hora, isso possibilita muito a passagem calma e tranquila pelo local. Assim que chegamos no Refeitório, Marcos e Carla conversam animadamente, seus risos eufóricos ecoam no local. As presas Vanessa abre as portas de vidro quase caindo no chão.

— Pega o que você quer, perdi a fome.— Comunico a Vanessa que está ao lado. A mesma saí sem questionar e volta com um pote de iogurte natural desnatado em sua mão.

— Vamos.—  Avisou Vanessa.

— Martina vamos conversar?.— A voz de Marcos soou causando anseia em mim.— Depois disso eu deixo você em paz.

— Vai andando Vanessa.— A mesma da de ombros. Deve ser medo.

— Não deixo você com esses.— Vanessa fala referindo-se a Carla e Marcos. Os dois sorriem ao entender a referência.

Último beijoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora