Capítulo 19

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Brian Blanc

Acordo com os raios de sol iluminando meu rosto,  desviando dos feixes de luz, viro para a esquerda, depois para a direita.  Abrindo os olhos, sem praticamente nenhuma lembrança do dia anterior, tento lembrar aonde estou. Os tons escuros da parede do quarto tiram as minhas dúvidas. Martina! Estou em seu quarto.

Como eu vim aqui parar?

Retiro a coberta que tapada metade do meu corpo, desde a cintura abaixo. Debilitado, esforço meu corpo a sair da cama, ao levantar uma enorme dor de cabeça  para todos meus movimentos. Teimando contra a dor, rapidamente levanto tentando  equilibrar-me.  Analiso o quarto mais uma vez, não é diferente dos outros quartos em questão de tamanho, mas a cor surpreende e muito.

Como ela conseguiu tons escuros em seu quarto? Não consigo imaginar nada, o comum dos quartos da mansão de rubi é Azul para  rapazes e vermelhos para garotas.

Uma nota adesiva amarela colada por cima do criada mudo ao meu lado me chama a atenção.
" Assim que acordar vá embora e não volte" Dizia o bilhete. Fiquei observando o mesmo por muito tempo, até analisar a caligrafia e perceber que é de Martina.

Ela está me expulsando de sua vida. Tento lembrar das últimas horas, entretanto todas as tentativas caem por água abaixo,  a única memória que vem em minha mente é a briga que tive com Carla e, alguns goles de alguma bebida que desconheço. Ainda sinto o odor em mim.

Amasso o bilhete e jogo contra a parede, perto da cama de Martina, o mesmo embate perto do criado mudo, me fazendo parar e observar a rosa em um copo. Lembro como se fosse ontem, tive o melhor encontro do mundo, com uma garota melhor ainda. Sentindo a dor tomar conta de mim, esfrego o rosto tentando acalmar.  Estou irritado com Carla e Marcos. Talvez a culpa seja deles ou não. Se eu não tivesse entrado nessa tudo estaria bem.

Coloco a camisa vintage que trazia, ainda com dor de cabeça, me esforço para sair do quarto e cruzar os corredores vazios. Carla, Esmeralda e Olívia passaram por mim rindo.

" Ela apanhou tanto" as três  falavam alegremente  entre os risos.

" Queria ter batido mais" Olívia falava enquanto ajeitava o vestido florido dela.

" Não esquenta a gente ainda pega ela" acrescentou Esmeralda.

Teve briga? Devo ter bebido tanto que agora estou tendo alucinações.

Enquanto caminhava para o meu quarto meu celular toca. Isso só piorava a minha dor de cabeça, assim que o tiro do bolso e olho para tela não entendo nada. Inspirando sentindo o dedos das três garotas nisso, suprimi minhas vontades e atendo o celular.

— Brian me ajuda.— A voz de Vanessa surge do outro lado da linha. Ela parece aflita,  em suas palavras os gemidos de dor escapavam a cada pronúncia de meu nome.

— Eu? Porque não liga pra Martina?.— Questiono.

— Se ela souber o que está acontecendo é capaz de matar alguém ainda hoje.— a mesma tose enquanto fala, o que desperta um certo medo em mim.

— Onde você está.— Pergunto o mais calmamente possível.

— Na quadra, está vazio.— Vanessa fala dando uma pequena pausa entre suas palavras.— Vem rápido preciso de ajuda.

Mudo a minha rota, passo correndo pelos corredores, violando uma das regras. Por sorte hoje é sábado e alguns alunos passam o dia em suas casa, Martina nunca saí ela está sempre aqui. Gostaria de saber o motivo.

Correndo entres os corredores, passando por dois extensos, e depois de dar quatro curvas, avisto a quadra vazia do jeito que Vanessa disse.

—Brian.— Sua voz ecoa na quadra vazia.

Último beijoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora