Domingo!
O dia começa com um sol horrível, talvez seja pelo verão que se faz sentir, ou apenas algo natural relacionamento ao tempo, que por sinal não entendo nada.
" O amor" acordo com esse pensamento, talvez eu precise apenas tentar mais, ou simplesmente parar. Martina colou em mim, a sua permanência em meus pensamentos consume cada vez mais a minha vida, imaginar ela distante .Dói demais. Eu só queria ter ela aqui comigo.
Depois de muito pensar, tomo coragem e arrasto o que sobra de mim até ao banheiro. Assim que entro no mesmo, tomo um banho frio, a água está favorável devido a temperatura. No final, olho para o meu reflexo no espelho e sorri. Se ela não quer, tem quem queira.
Assim que retomo ao quarto o observo Marcos caminhar de uma lado para o outro, em verdade parece que ele perdeu a razão.
- Pretende criar um buraco no quarto.- Pergunto caminhando até ao armário.
- Na verdade, socar a tua cara ainda está entre as minha prioridades.- Fala Marcos soltando um sorriso.
Ignorei suas palavras, estou cansado de brigar com alguém que não vale o chão que pisa. Pego em uma camiseta branca com estampa pretas e visto a mesma juntamente com uma bermuda.
- Você precisa se acalmar.- Digo caminhando até a porta. Marcos olhou para mim e mostrando o dedo do meio.
Atravesso os corredores vazios até a cantina, quando penso que o meu dia será de paz, lá está ela. Martina está sentada no fundo da cantina mexendo em seu celular. Do lado oposto meus olhos se encontram com os de Carla. Ela sorri. A maldade está visível em seu olhar, caminhei até a mesma passando por Martina. Admito que isso talvez seja para provocar mas não obtive sucesso.
- Brian.- Carla fala. Talvez seja um erro estar nessa mesa, ou talvez seja o melhor a fazer.- Sente-se. - Ela pediu com a voz calma.
- Obrigada.- Digo puxando uma cadeira e tomando o assento.- Você me parece ótima.- Provoco me referindo a "briga entre ela e Martina", na verdade estou falando do modo como ela apanhou.
- É.- Disse seca.- A peste está aí.- Gritou a mesma chamando atenção de Martina.
- Cale a boca.- Ri.- encostei meu corpo todo na cadeira cruzando os braços.- Acho que dá próxima você vai precisar de uma plástica.- Provoco novamente.
- Plástica é o que ela precisa.- Carla voltou a gritar, por momentos achei que tudo foi para chamar atenção de Martina, e por incrível que pareça ela não reagiu.- Vou pegar o café.
Carla saiu em direção ao balcão, ninguém está lá. A escola fica basicamente vazia nos finais de semana, a maior prefere voltar para casa, ou até mesmo, ficar em qualquer outro lugar da mansão. Enquanto Carla mexer na cafeteira elétrica, Martina se aproxima dela pegando um copo do outro lado do balcão.
Carla olhou para mim e sorriu. Eu sabia que ela iria aprontar. No momento seguinte um copo de café foi derramado na blusa branca de Martina.
- Desculpa, foi sem querer, querendo.- Carla fala dando risos.- Até que ficou fashion.
- Eu vou te matar garota.- Martina reagiu.
Saí correndo para conter a situação, eu sabia como ela poderia ser explosiva, e também sabia como Carla adora provocar. Assim que chego seguro na mão de Martina que já ia voando para a cara de Carla.
- Você não precisa bater em todo mundo. - Digo ofegante devido a pequena corrida que fiz.- É só café Martina.
- Eu faço o que quiser.- A mesma grita, do pouco que a conheço consigo sentir a sua falta de paciência.- Merda, ela acabou com a minha roupa.
- Pra você sentir como dói.- Carla gritou. O sorriso era visível em seu olhar.
- E sabe o que mais dói? - perguntou Martina se afastando de mim.- A minha mão dói tanto. Acho que preciso coçar na sua cara.
O silêncio se instalou, não teve briga. Martina passou a mão pelo seu rosto até chegar em seus cabelos escuros longos. Carla cruzou o caminho rindo. E eu fiquei olhando para Martina.
- Você não pode fazer sempre o que quer.- Quebrei o silêncio.- Você não é rainha, para de tentar ser uma.
- Eu faço o que bem quiser, e se eu quiser ser uma rainha, serei.- Martina apoiou os cotovelos no balcão enquanto falava.
- E quem você acha que te coroou rainha.- Dei dois passos até a mesma.- Você se acha legal demais, pela maneira como se coloca em cima de todos.- Gritei.
- Vai pro inferno.- Em responda ela fala.- A monarquia é minha.
-Martina, você não tem nada e se continuar assim nunca terá.- Suspiro.- A única pessoa que te suporta é Vanessa, e reze para que ela te aguente mais ainda.
- Você diz uma coisa mas, seus olhos dizem outra.- Disse simples.- Você também me suporta, e por incrível que pareça, o seu coração é meu e isso você não pode negar.- Martina fala enquanto se afasta de mim.
Ela está certa, posso procurar mil motivos para transformar esse amor em ódio, mas ela sempre vence. Ela tem o meu coração em suas mãos.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Último beijo
Fiksi Remaja" O amor é um jogo, e apenas dois podem jogar" Martina Ross teve seu coração quebrado da pior maneira possível, e no pior dia de sua vida. Apartir desse instante ela mata sua antiga personalidade. Durante um tempo ela fez do amor um jogo, onde apena...
