Um mês!
Um mês se passou desde a briga com o Brian, palavras jogadas fora cortaram mais que uma espada aguçada e afiada. Lembranças da sua existência ainda vagavam pela minha mente.
Como? Por que? Eu?
Eram tantas perguntas, o único que poderia responder a todas com total certeza, era ele. Infelizmente, depois do ocorrido, dói de todas as maneiras ficar ou sentir sua presença. Achei que ele fosse meu. E se foi meu porque o perdi?
Esse período de afastamento, foi marcado por total silêncio. Até o dia, aquele maldito dia. Ainda me lembro, Brian apareceu em meu quarto com rosas em sua mão. Foi horrível, brigas e mais brigas, e no final...no final ele decidiu sumir. Raramente o vejo, mal sei como está sua família.
[...]
A chuva caia com tanta intensidade, observar as gotas da chuva escorrerem pelo vidral, era algo que me transmitia uma certa paz. Mas hoje, eu só quero estar deitada sobre a cama, com um cobertor quente por cima de mim. Assim o faço, deitada na cama, tentando ao máximo manter os olhos abertos, tirando cada lembrança dele dentro de mim. Assim que finalmente fecho os olhos, o sinto. Sinto seu cheiro, seus lábios macios sedosos, seu corpo quente junto ao meu. Se for um sonho, é um dos mais reais que já tive em toda minha vida. Distinguir a realidade da ilusão, está sendo uma tarefa difícil nesse momento.
Minha realidade sem ele, onde eu o perco por completo. Quando me dou conta dos pensamentos nos quais minha mente estava presa a minutos atrás, rapidamente abro os olhos e dou um pulo para fora da cama, não me importo com a dor, ou ao menos com o chão gelado. Olhando para a janela, consigo ver as gotas de chuva escorrerem pelo vidral, e os relâmpagos quebrando o céu em vários pedacinhos. Assim como eu me quebrei e acabei o quebrando.
—Martina. —A voz da minha garota soa no quarto. Não lembro quando foi a última vez que tivemos uma conversa, sinto falta disso. Sinto falta dela.
—Oi. — Respondi indiferente. Caminhei até a cama, pegando um cartigã cinzento escuro com os botões marcados a preto. — Já pensou no que vai fazer?.— Questionei me referindo as férias, durante esse período, os testes finais foram realizados. Agora, qualquer um pode se aventurar a tirar umas férias, e quem não quiser o fazer, pode simplesmente ficar aqui. Assim como eu.
—Oh, eu prefiro ficar. —Respondeu cabisbaixa. - Meus Pais ainda estão viajando, mas em breve estarão aqui. — Revelou. Era o comum deles, sempre em viagens de negócios.
—Sinto muito.
Manter o silêncio. Era tudo o que eu queria de momento, enquanto Vanessa arruma alguns livros por cima do criado mudo, o som de alguém batendo na porta surge.
— Esperando Alguém?.— Perguntei a Vanessa. A mesma responde com um abano de cabeça negando.
Contra a minha vontade, caminho em direção a porta tentando não tropeçar nos livros colocados no chão por Vanessa em meio a seu processo de arrumação. Assim que toco na maçaneta, o frio percorre meu corpo com intensidade, devido a maçaneta gelada. Girando a maçaneta, abro a porta a imagem a minha frente, faz meu coração acelerar a mil, a raiva crescer, a dor se tornar insuportável e o arrependimento chegar.
—Vai embora. -—Pedi com a voz baixa, não consigo gritar, não com ele. Não agora.
—Preciso falar com você. —Sua voz soou, como uma melodia assustadora.
A voz que antes trazia paz em minha alma, agora, assombra meus piores dias.
—Você já falou tudo o que precisava. — O aperto no coração aumenta, não posso ser fraca, pelo menos não agora com ele aqui. — Vai embora, esquece meu nome. — Dei uma leve pausa. —Já fizemos estragos suficientes na vida um do outro.
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Último beijo
Teen Fiction" O amor é um jogo, e apenas dois podem jogar" Martina Ross teve seu coração quebrado da pior maneira possível, e no pior dia de sua vida. Apartir desse instante ela mata sua antiga personalidade. Durante um tempo ela fez do amor um jogo, onde apena...
