Capítulo 27

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Uma Semana!

Desde da minha maior besteira já se passaram uma semana. Martina mal olha para mim, ou ao menos dirige uma palavra. Seu silêncio corta mais que uma faca afiada e aguçada.

Reconheço o meu erro. Deixei a minha imaginação flutuar para lugares idiotas, não permito-me escutar sua versão. E se tudo foi a força? Talvez ela nem quisesse? Cometi um erro terrível.

Durante essa semana, meu tornozelo melhorou bastante, Matheus foi um excelente enfermeiro, prestou os primeiros socorros do jeito certo.

Hoje é o grande dia, a inauguração da nossa biblioteca da mansão de rubi, um projeto novo, com vista a desenvolver não só a facilidade em pesquisas relacionadas aos estudos, tanto quanto, a modalidade da leitura na camada jovem.  Isso realmente me fascina, uma instituição educacional que se preocupa   com a formação e o desenvolvimento  de novas habilidades na camada jovem.

Agora, estou analisando meu reflexo no espelho enquanto ajeito a gola da minha camisa social azul clara. Por ser um evento importante,  decido estar o mais social e confortável possível, o terno totalmente azul marinho, destaca com facilidade o meu olhar. Depois de colocar o sapato social masculino, caminho até a porta de saída.

Os corredores estão todos enfeitado com bandeirolas azuis, e balões brancos pendurados em cada ponta das paredes castanhas, dando um toque de beleza e suavidade. Alguns alunos estavam vestidos a rigor de branco e azul, e outros apenas não se importavam com a situação.  Dessa vez fiz o caminho contrário evitando as escadas,talvez seja algum tipo de trauma ou algo do gênero.

Assim que chego ao enorme pátio onde irá decorrer a cerimônia de abertura, noto que o cenário é o mesmo, tudo branco e azul, não entendi a referência, mas gostei da maneira de pensar da empresa de organização. Alguns convidados estavam bebendo, outros apenas conversando e outras apenas, observando assim como eu.

— Brian.—  Uma voz por mim conhecida e detestada soou para mim no meu da pequena multidão.

— Carla.— Respondi indiferente.

— Você veio.— Praticamente se jogando para cima de mim, Carla roubou um beijo. Não a correspondi.

— Se você parar de arrumar problemas para mim, eu realmente agradeço.— Desgrudo meu corpo do dela. Ajeito o palito. Carla faz o mesmo com seu vestido azul de calda longa e um lado enorme na parte da frente. Uma boneca pronta a embalar.

— problemas no paraíso?.— Provocou Carla se referindo a Martina.— Ela não te merece.

— E você muito menos.— Cerrei o maxilar enquanto falava. — Martina vale muito mais do que você possa algum dia imaginar.

— Mentira. Imagino a desilusão de seus pais quando a viram.— Sorrindo Carla falava.— A sua melhor namorado fui eu.

— Na verdade, meus pais adoraram a Martina. E Nicolle também, e tenho certeza que acontecera o mesmo com Tiffany.— Revelei. Meus Pais ficaram realmente impressionados com Martina, a sua aura enigmática conquistou o coração deles. Nicolle, tão calada e fechada, devido a traumas passados, confessou que adoria passar mais tempo com Martina.

Carla fechou a cara. Raiva, desilusão, era tudo que seu rosto aparentava. Nesse momento lembrei de uma das frases de Martina que deixava Carla furiosa.

— Rugas não combinam com a sua cara, depois disso você vai precisar de um bom tratamento.— Ri interiormente.

— Vai se ferrar.— Apressada, Carla saiu correndo provavelmente procurando o banheiro mais próximo para verificar o rosto.

Último beijoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora